Location of Repository

Montaigne e a polÃtica

By Gilmar Henrique da ConceiÃÃo

Abstract

Comumente, a natureza humana à considerada desconhecida para Montaigne uma vez que estamos todos impregnados e contornados pelos costumes, porÃm Montaigne coloca diferentes problemas indagando sobre a possibilidade de aÃÃes polÃticas que permitam a uma sociedade manter-se em equilÃbrio e ser melhorada, apesar da maldade presente na natureza humana percebida, da inconsistÃncia da razÃo, e dos partidos em conflito. Observe-se que considera possÃvel melhorar o estado de imperfeiÃÃo do homem, mas melhorar nÃo significa eliminar a imperfeiÃÃo. Montaigne se considera uma pessoa inteiramente e visivelmente voltada para fora, nascida para a sociedade e a amizade (III, 3, p. 55) e medita principalmente acerca dos negÃcios do Estado e do mundo: â[...] lanÃo-me aos assuntos de Estado e ao universo de melhor grado quando estou sozinhoâ (III, 3, 56). Ele recusa a idealizaÃÃo da sociedade; a melhor polÃtica à a que existe. Mas, podemos destacar dois empregos que faz da palavra polÃtica: o primeiro como âobrigaÃÃo ao bem pÃblicoâ, o segundo como âprÃtica dos governosâ. De qualquer forma, considera que viver fora da polÃtica à viver fora da humanidade e nÃo se omite das funÃÃes pÃblicas. Na realidade, em Montaigne nÃo encontramos a palavra polÃtica com um sentido unÃvoco. Na perspectiva de Montaigne nÃo à possÃvel julgamentos absolutos em polÃtica porque somente vemos partes e nÃo podemos nos situar absolutamente fora de alguma circunstÃncia perceptiva determinada para examinar independentemente, de um lado, as prÃprias coisas e, de outro, a maneira como se apresentam em cada uma dessas circunstÃncias. O argumento considera como o ato de âtomar partidoâ envolve, por si mesmo, uma presunÃÃo de conhecimento; em seguida, ele nos convida a observar que essa mesma presunÃÃo se faz presente a despeito de nosso juÃzo oscilar entre opiniÃes contraditÃrias a que, a cada vez, nos agarramos como se tivessem, de modo geral, uma solidez maior do que elas podem revelar se consideradas no decorrer do tempo. Disso podemos perceber que ele problematiza as certezas polÃticas dado o carÃter inseguro da faculdade intelectual, que recebe freqÃentemente coisas falsas, daà a necessidade da âmoderaÃÃoâ e do âdiÃlogoâ entre os partidos. Portanto, hà um carÃter duvidoso em todos os partidos. Diferente das certezas do âeu sà sei que nada seiâ e do âpenso, logo existoâ, Montaigne toma para si a divisa de Pirro (âQue sais-je?â) cuja interrogaÃÃo expressa com mais clareza o posicionamento de nosso autor.Commonly, human nature is considered unknown for Montaigne once we are all impregnated and bypassed customs, but poses different problems Montaigne inquiring about the possibility of political actions that enable a company to remain in balance and be improved, in spite of evil present in human nature perceived inconsistency of reason, and parties in conflict. Note that considers possible to improve the state of imperfection of man, but better does not mean eliminate the imperfection. Montaigne considers herself fully and visibly facing out, born to society and friendship (III, 3, p. 55) and broods primarily about state affairs and the world: "[...] haul me to the matters State and the universe best pleased when I'm alone "(III, 3, 56). He rejects the idealization of society, the best policy is one that exists. But, we highlight two jobs that makes the word politics: the first as "obligation to the public good", the second as "the practice of governments." Anyway, consider that living out of politics is to live outside of humanity and did not neglect public duties. Indeed, in Montaigne does not find the word with an unambiguous policy. In view of Montaigne is not possible absolute judgments in politics only because we share and we can not be located entirely outside of any particular perceptive condition to examine whether, on the one hand, the things themselves, and the other the way they present themselves in each one of those circumstances. The argument considers the act of "taking sides" involves, in itself, a presumption of knowledge, then he invites us to observe that this same assumption is present despite our view oscillates between the conflicting views that the ever, we hold as if they had, in general, a strength greater than they can reveal if considered over time. From this we can see that he discusses the political certainties given the insecure nature of the intellectual faculty, who frequently receives false things, hence the need for "moderation" and "dialogue" between the parties. So there is a questionable character in all parties. Unlike the certainty of "I just know that I know nothing" and "I think therefore I am ', Montaigne takes on the motto of Pyrrhus (" Que sais-je? ") which expresses most clearly mark the position of our author

Topics: Montaigne, Michel de, 1533-1592- CrÃtica e interpretaÃÃo, Filosofia renascentista, Filosofia francesa, EpokÃ, Ceticismo, FILOSOFIA, RazÃo de Estado, Natureza do eu, Filosofia polÃtica, Political philosophy, Self-nature, Reason of state, FILOSOFIA
Publisher: Universidade Estadual do Oeste do Parana
Year: 2010
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_UNIOESTE:oai:unioeste.br:559
Download PDF:
Sorry, we are unable to provide the full text but you may find it at the following location(s):
  • http://www.rcaap.pt/detail.jsp... (external link)
  • Suggested articles


    To submit an update or takedown request for this paper, please submit an Update/Correction/Removal Request.