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BACTÉRIAS RESISTENTES A ANTIMICROBIANOS EM AMOSTRAS DE ÁGUA DE COCO COMERCIALIZADA EM ITABUNA, BAHIA

By Lucas Ribeiro de Carvalho, Bárbara Ellen Caribé Pinheiro, Susane Rodrigues Pereira, Maria Aparecida Santa Fé Borges and Juliana Teixeira de Magalhães

Abstract

A água de coco tem sido comercializada in natura nos últimos anos por ambulantes que utilizam carros adaptados para seu armazenamento. Essa prática acaba aumentando os riscos de contaminação por microrganismos, uma vez que a higienização dos carros e utensílios quase nunca é feita corretamente. A presente pesquisa visou estudar a qualidade microbiológica e o perfil de resistência aos antibióticos das bactérias isoladas de águas de coco comercializadas por ambulantes no município de Itabuna, Bahia. As amostras foram analisadas para contagem total de Aeróbios Mesófilos, Contagem Total de Enterobacteriaceae, Staphylococcus aureus, Salmonella, Coliformes Totais e Termotolerantes incluindo E. coli. Também foram analisados a superfície dos carrinhos, os utensílios utilizados para a perfuração do coco e as mãos dos vendedores. Durante a coleta, foi aplicado um questionário sobre noções de boas práticas de fabricação, higiene pessoal e segurança alimentar. Os carrinhos e 38,8% das amostras de água apresentaram contagens significativas para Enterobacteriaceae. Para coliformes termotolerantes estavam acima do estabelecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), 22,2% das amostras de água; para aeróbios mesófilos foi encontrada uma média de 8 x 105 UFC/mL. Não foi detectada a presença de Salmonella. Já Escherichia coli foi detectada em uma amostra e Staphylococcus aureus em duas. As bactérias isoladas e identificadas da água de coco apresentaram resistência a alguns antibióticos, sendo as gram negativas resistentes a pelo menos 5 antibióticos de classes diferentes. Dos entrevistados, 72,2% não sabiam o que é segurança alimentar e 61,1% desconheciam o que são microrganismos e os riscos que podem causar à saúde humana. Apesar de 88,9% informarem que conheciam as Boas Práticas de Fabricação (BPFs) e Higiene, manipulavam concomitantemente o dinheiro e a água de coco. Concluiu-se que os manipuladores ambulantes de água de coco da cidade não possuem capacitação quanto as BPF, o que contribuiu para a contaminação das amostras. As bactérias isoladas mostraram um perfil de resistência a vários antibióticos

Topics: Água de coco; Ambulantes; Qualidade microbiológica
Publisher: Revista Baiana de Saúde Pública
Year: 2012
OAI identifier: oai:periodicos.ibict.br.RevistaBaianadeSaudePublicar0:oai:ojs.rbsp.inseer.ibict.br:article/553
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