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Mercadores bioquímicos da atividade antioxidante em sementes de amburana cearensis (Fr. Allemão) A. C. Smith submetidas a estresse hídrico

By Erica Patrícia Lima Pereira

Abstract

A Organização Mundial de Saúde tem incentivado o uso da medicina tradicional nos sistemas de saúde de forma integrada às técnicas da medicina ocidental moderna. Contudo, destaca-se a necessidade de se garantir a segurança, eficácia e a qualidade dos referidos medicamentos. Assim, é de fundamental importância investir na pesquisa científica em plantas medicinais tradicionalmente utilizadas pela população, considerando-se a análise de princípios bioativos e a necessidade de um modelo de exploração auto-sustentável, através de estudos intra e interdisciplinar (Química-Agronomia-Bioquímica-Farmacologia). Nativa do semiárido nordestino, a Amburana cearensis ocorre do norte do Maranhão até o sul da Bahia, sendo conhecida como Amburana-de-cheiro, Cerejeira, Cumaru, dentre outras. Possui importância econômica na carpintaria e perfumaria, e inestimável valor quanto ao uso tradicional no tratamento de enfermidades. As cascas do caule e as sementes são usadas sob a forma de chá, para o tratamento de doenças do trato respiratório por apresentarem atividade antiinflamatória e espasmolítica. Neste contexto, a presente proposta teve como objetivo avaliar a atividade antioxidante em sementes de Amburana cearensis, submetidas a estresse por restrição hídrica, por meio de marcadores bioquímicos tais como fenóis totais, capacidade seqüestradora de hidrogênio pelo DPPH e atividade de enzimas antioxidantes (glutationa peroxidase, glutationa redutase, catalase e superóxido dismutase). Houve diminuição da atividade antioxidante das sementes de A. cearensis durante a germinação em água que variou entre 6,21 a 2,81%, entretanto, aumentou em sementes submetidas ao estresse hídrico de 6,21% para 7,49% (-1,2 MPa) e para 10,00% (-1,4 MPa). Houve uma direta relação entre a atividade antioxidante analisada e o conteúdo de fenóis totais em extratos metanólicos de sementes de A. cearensis, nas primeiras 48 de embebição em água e uma relação inversa a partir deste período, o que não ocorreu quando submetida a estresse hídrico com PEG -1,4 MPa. Variações significativas das atividades enzimáticas foram verificadas a partir de 48 horas de embebição. A atividade da superóxido dismutase (SOD) diminuiu acentuadamente nas sementes submetidas ao tratamento com o PEG, em ambos os potenciais, quando comparadas com a germinação em água. A atividade das enzimas glutationa redutase (GR) e glutationa peroxidase (GPOX) apresentaram comportamentos semelhantes, com aumento da atividade enzimática a partir de 48 horas de embebição, sendo o valor máximo de atividade em 72 horas, quando submetidas ao estresse hídrico. A resposta enzimática obtida neste estudo permitiu concluir que as enzimas antioxidantes podem ser consideradas como os melhores biomarcadores bioquímico/moleculares para avaliação da atividade antioxidante das sementes de A. cearensis em resposta ao estresse hídrico durante a germinação e conseqüentemente, ao estresse oxidativo, em sementes de A. cearensis

Topics: Plantas medicinais, Amburana cearensis, Amburana cearensis – atividade antioxidante, Ciências da Saúde
Year: 2014
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.RI_UFBA:oai:192.168.11:11:ri/15631
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