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Rejeitar ou priorizar a vida? Ambiguidades da biopolítica da aids no Uruguai Rejecting or prioritizing life? The ambiguities of aids biopolitics in Uruguay

By Hanspeter Reihling

Abstract

A biopolítica da aids no Uruguai encontra-se entre dois grandes polos: o investimento e a rejeição à vida. O lado produtivo se manifesta no tratamento de crianças que contraíram a doença através da relação mãe-filho. Para estas crianças, o HIV, em parte, se converte num recurso até que se tornem adolescentes. Observa-se pouco interesse em adolescentes soropositivos, fato que se revela na ausência de formas de apoio especificamente destinadas a eles. Argumentamos que isso é o resultado de uma economia moral que marca a estigmatização particular de pessoas que contraíram a doença por via sexual. Especialmente as mães soropositivas são vistas como irresponsáveis, em contraposição às crianças "puras". A opinião moralista não se dá conta do amplo contexto em que estas mulheres se tornam HIV positivas ou da maneira como tinham que manter o tratamento antirretroviral. Apresentamos uma história de vida para refletir sobre as formas de inclusão e exclusão de pessoas que viveram com a enfermidade desde o começo da epidemia no Uruguai. Apesar de não ser um caso representativo, identifica dinâmicas no sistema de saúde uruguaio que são difíceis de discernir através de métodos mais convencionais.<br>The biopolitics of aids in Uruguay could be seen between two big poles: the investment and the rejection of life. The productive mode can be expressed in the treatment of children who contracted HIV through mother to child transmission. For these children the infection in many cases becomes an asset until they reach adolescence. Except of some efforts of forced detention and mandatory testing, the public health system as well as NGOs show little interest in assisting adolescence infected or affected by HIV/aids. This is the result of a moral economy which marks people who are able to transmit the virus sexually or who have contracted it through sexual intercourse. Especially HIV positive mothers are seen as irresponsible and dangerous in contraposition to their "pure" offspring. However, this moral discourse hardly takes into account the larger social and economic context in which those mothers contracted the virus and as they faced Antiretroviral Therapy (ART). The life history of an adolescent boy will be told in order to reflect upon the modes of inclusion and exclusion of people living with HIV/aids since the beginning of the epidemic in Uruguay. Although the case is not representative, it identifies dynamics within the Uruguayan health system which are difficult to discern through conventional statistical methods

Topics: Biopolítica, HIV/aids, Cidadania, Adolescência, Biopolitics, HIV, Citizenship, Adolescence, Public aspects of medicine, RA1-1270, Medicine, R, DOAJ:Public Health, DOAJ:Health Sciences
Publisher: Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva
Year: 2010
DOI identifier: 10.1590/S1413-81232010000700024
OAI identifier: oai:doaj.org/article:a05ce54834694f2ea4d2ebbf83f9059f
Journal:
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