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A relação entre os mecanismos de defesa e a qualidade da aliança terapêutica em psicoterapia de orientação analítica The relationship between defense mechanisms and the quality of therapeutic alliance in analytic psychotherapy

By Fernando Grilo Gomes, Lucia Helena Ceitlin, Simone Hauck and Luciana Terra

Abstract

INTRODUÇÃO: O estabelecimento de uma aliança terapêutica de boa qualidade em uma psicoterapia psicanalítica é fundamental para o processo terapêutico. Este estudo avaliou a influência do nível de funcionamento defensivo do paciente na qualidade da aliança terapêutica estabelecida durante a psicoterapia. MÉTODO: Para avaliação da qualidade da aliança estabelecida, pacientes em psicoterapia psicanalítica e seus respectivos terapeutas responderam ao Helping Alliance Questionnaire (versão paciente e versão terapeuta, respectivamente). O nível defensivo foi inferido através da Escala de Funcionamento Defensivo proposta no Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais, quarta edição, texto revisado. RESULTADOS: Não houve associação entre o estabelecimento de uma aliança terapêutica de boa qualidade e o nível defensivo do paciente. No entanto, houve diferença significativa quando a versão do terapeuta foi comparada com a respondida pelo paciente: os pacientes estabeleceram uma aliança terapêutica de melhor qualidade em relação a seus terapeutas do que o inverso. CONCLUSÕES: O fato de a aliança terapêutica de boa qualidade ter se estabelecido independentemente do nível defensivo do paciente sugere que o treinamento e as características pessoais do terapeuta podem levar a uma capacidade de conectar-se com o paciente, apesar do grau de comprometimento do seu funcionamento psíquico.<br>BACKGROUND: The quality of a therapeutic alliance is essential in psychoanalytic psychotherapy and influences the therapeutic process. This study evaluated the relationship between the level of defense mechanisms and the quality of therapeutic alliance established during psychotherapy. METHOD: Patients in psychotherapy and their respective therapists completed the Helping Alliance Questionnaire (patient version and therapist version, respectively). The level of defenses was inferred by the Defensive Functioning Scale proposed in the Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, fourth edition, text revision. RESULTS: There was no association between the quality of therapeutic alliance and the patient's level of defense mechanisms in this sample. On the other hand, there was a difference when the therapist version was compared to the patient version: patients established a stronger therapeutic alliance in relation to their therapists. CONCLUSIONS: The lack of influence of defense level in the quality of therapeutic alliance suggests that the therapist's training and personal characteristics may lead to the ability of connecting with the patient, despite impairment in their psychic functioning

Topics: Psicoterapia, psicanálise, mecanismos de defesa, aliança terapêutica, Psychotherapy, psychoanalysis, defense mechanisms, therapeutic alliance, Psychiatry, RC435-571, Neurology. Diseases of the nervous system, RC346-429, Neurosciences. Biological psychiatry. Neuropsychiatry, RC321-571, Internal medicine, RC31-1245, Medicine, R, DOAJ:Psychiatry, DOAJ:Medicine (General), DOAJ:Health Sciences
Publisher: Sociedade de Psiquiatria do Rio Grande do Sul
Year: 2008
DOI identifier: 10.1590/S0101-81082008000300006
OAI identifier: oai:doaj.org/article:153ea3d847b645b0b7777b05008e0b52
Journal:
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