Repositório Institucional da UFPE

    Estudo taxonômico e molecular de Zygomycetes em excrementos de herbívoros no Recife, Pernambuco, Brasil

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    Os excrementos de herbívoros têm sido citados como um dos principais substratos para o isolamento de Zygomycetes. No entanto, existem poucos estudos relacionados ao conhecimento da composição de espécies desse grupo nesses substratos e à variabilidade genética existente entre Zygomycetes oriundos de diferentes regiões geográficas. Os objetivos desse trabalho foram: a) isolar e identificar Zygomycetes a partir de excrementos de herbívoros do Recife, Pernambuco, Brasil; b) comparar o número e a composição de espécies de Zygomycetes ocorrentes nos excrementos dos diferentes animais e entre os meses do ano; c) comparar as seqüências das regiões ITS do rDNA de Mucorales isolados com seqüências das mesmas espécies provenientes de diferentes regiões geográficas e depositadas no GenBank . A partir de coletas mensais (junho/2005 a maio/2006) de excrementos de anta, camelo, jumento-branco, cervonobre, waterbuck , lhama, cavalo e cutia, foram identificados 39 táxons de Zygomycetes distribuídos em 15 gêneros. Os resultados indicaram que a composição e o número de táxons variam para cada herbívoro e que a sazonalidade influencia a composição de espécies de Zygomycetes nos excrementos, mas não o número de táxons. Polimorfismo genético entre isolados de Cunninghamella elegans, Mycocladus blakesleeanus e Mucor circinelloides f. circinelloides foi constatado, enquanto os espécimes de Rhizopus oryzae foram incluídos em um mesmo clado. As quatro formas de M. circinelloides conhecidas formaram um grupo, não sendo possível a diferenciação genética entre as mesmas com a metodologia utilizadaCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    Mais além da rua do Bom Jesus: a revitalização do bairro do Recife, a população e outros usos do local

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    Uma ilha. Nessa ilha, séculos de acontecimentos guardados no subsolo, na arquitetura e na0 memória. Um lugar que detém a história de uma cidade desde o seu princípio e que parece merecer um olhar mais cuidadoso de todos que nessa cidade habitam. Estou falando do Bairro do Recife, também conhecido como Recife Velho ou Recife Antigo, localizado na cidade de mesmo nome, no Estado de Pernambuco. O presente trabalho se propõe a analisar o processo de revitalização do Bairro do Recife, levando em conta o discurso oficial sobre a reforma dos autores do Plano, a Prefeitura da Cidade do Recife, o Governo do Estado de Pernambuco e outros atores sociais envolvidos. Através de documentos, textos e entrevistas com técnicos ligados ao projeto, definirei os fatores que contribuíram para tal reforma. Também, e principalmente, levo em consideração o ponto de vista dos sujeitos atingidos diretamente, moradores e trabalhadores da região, e sua convivência com essas transformações, mergulhando no contexto em que vivem, para melhor compreender suas opiniões e preocupações. Para realizar este trabalho, por observação direta e entrevistas, tentei compreender as vidas, rotinas, maneiras de pensar e relações que esses moradores e trabalhadores mantinham com o espaço, e desta forma, descobrir como cada um reagiu, sentiu, percebeu os impactos da revitalização do Bairro, no seu local de moradia e de trabalho. O trabalho de campo realizado, no período de 2001-2003, me permitiu destacar a existência de três universos representativos da população local, três níveis de vivência do lugar, configurando o grupo dos moradores da Comunidade do Pilar, o grupo dos moradores de pensões e o grupo dos trabalhadores do porto. As opiniões sobre as mudanças no lugar variaram segundo as diferenças individuais na experimentação da vida. Além da separação entre esses três universos que destaquei, as evidências empíricas revelam existir uma separação entre eles e os novos freqüentadores e trabalhadores do espaço em revitalização. Os trabalhadores do porto, por exemplo, sentem essa imposição, posto que seu sindicato está localizado na rua mais valorizada do bairro: a Rua do Bom Jesus. Ao analisar como os moradores do Pilar se referem à comunidade e ao bairro revitalizado, é possível distinguir que realmente eles não fazem parte desse "Recife Antigo", desse Recife voltado para o lazer, desse Recife "colorido, alegre e histórico". Esta dissertação oferece ao leitor a oportunidade de compreender os processos que ocorrem além da Rua do Bom Jesu

    Cultos domésticos, terreiros e Federação: legitimidade e práticas religiosas no campo afro-brasileiro de cidades do Rio Grande do Norte

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    O presente trabalho trata do campo religioso afro-brasileiro em cidades do Rio Grande do Norte Areia Branca, Grossos e Porto do Mangue que é composto por Federação (FEUC), terreiros e cultos domésticos, enquanto níveis de organização de culto. O estudo analisa as relações que permeiam esse campo, que são norteadas pelo discurso de legitimidade nos trabalhos religiosos, difundido pela Federação, através do documento da licença. São discutidos ainda terreiros e cultos domésticos enquanto espaços possíveis de manifestação do sagrado, que apesar de diferenciados, atendem as mesmas motivações. Os cultos domésticos cultos privados, realizados nas residências de adeptos da religião - por sua vez, são apresentados enquanto práticas cotidianas, como uma forma de extensão das crenças para além dos terreiros, que permite se observar no dia a dia dos adeptos sua relação com o sagrado. E mais, como uma forma dinâmica de manutenção da religião afro-brasileira na atualidadeCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    Clonagem molecular de uma nova Fosfolipase A2 ácida de Cascavel (Crotalus durissus cascavella) e análise de sua expressão em serpentes submetidas ao estresse térmico

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    Cascavéis mantidas em cativeiro sob estresse térmico apresentam redução na velocidade da digestão, alterações quantitativa e qualitativa da peçonha, o que sugere a modulação de genes relacionados à aclimatação a baixas temperaturas. O presente trabalho visou clonar uma fosfolipase e avaliar a expressão de genes relacionados a estresse em glândulas de peçonha de cascavéis da espécie Crotalus durissus cascavella (Cdcasca) submetidas a estresse térmico. Para tanto, a clonagem do cDNA de uma nova PLA2 foi realizada a partir da biblioteca de cDNA da glândula de peçonha de Cdcasca. A seqüência de aminoácidos deduzida dessa PLA2 indica que essa se enquadra no grupo das PLA2s ácidas, da classe II, cujos membros apresentam atividade enzimática. A fim de verificar o padrão de expressão após estresse térmico, os cDNA de glândulas de três cascavéis, provenientes da mesma ninhada, submetidas a extração da peçonha e, posteriormente, a temperaturas de 18°C (frio), 28 °C (controle) e 40° C (calor), por três dias, foram preparados e os transcritos de PLA2 e de proteínas de choque térmico (HSP70, HSP90, e HSF1) quantificados por PCR em tempo real. Os resultados mostraram que os níveis de transcritos de PLA2 foram 5,24 vezes mais altos nas glândulas de peçonha da serpente mantida no frio em relação ao controle, enquanto os transcritos de PLA2 das glândulas da serpente mantida no calor não apresentaram diferenças significativas. Os níveis de transcritos das HSPs e seu fator de transcrição (HSF1) não variaram de maneira apreciável na amostras. Os resultados provaram, pela primeira vez, influência da baixa temperatura na expressão de uma toxina na glândula de peçonha de C. d. cascavella, sugerindo que essas serpentes podem adaptar a composição da peçonha à condição de estresse térmic

    Diversidade de glomeromycetes e atividade microbiana em solos sob vegetação nativa do Semi-Árido de Pernambuco

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    Três áreas de caatinga, situadas nos municípios de Caruaru, Serra Talhada e Araripina, em Pernambuco, foram investigadas em relação à ocorrência de fungos micorrízicos arbusculares (FMA). A partir de amostras de solo coletadas em agosto e dezembro/2005 e agosto e outubro/2006, foram identificadas espécies de (FMA) e avaliadas a estrutura da comunidade, a condição micorrízica das plantas, o potencial de infectividade (NMP) e o número de esporos de FMA, além de parâmetros microbiológicos: (carbono da biomassa microbiana - CBM, respiração basal do solo - RBS, quociente metabólico - qCO2 e proteínas do solo relacionadas à glomalina - PSRG). Foram identificadas 29 espécies de FMA, sendo Acaulospora o gênero predominante. A composição e a estrutura da comunidade de FMA diferiram entre as áreas, assim como a colonização micorrízica das raízes, a produção de esporos e o NMP de FMA, influenciados por fatores do solo como textura, alumínio, pH e matéria orgânica. O CBM, a RBS, o qCO2 e a PSRG foram influenciados principalmente por diferenças no teor de matéria orgânica nos solos. Os FMA são importantes componentes do bioma Caatinga. Fatores do solo, juntamente com a condição semi-árida, podem estar relacionados com a distribuição desses fungos no ambiente estudadoConselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológic

    Plantas medicinais na caatinga: extrativismo, resiliência e redundância utilitária

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    A presente pesquisa buscou explorar os aspectos relacionados com a preferência de plantas nativas no uso antiinflamatório em uma comunidade rural em ambiente de Caatinga, no agreste pernambucano, utilizando o modelo de redundância utilitária para investigar a pressão de uso em plantas preferidas e a resiliência do sistema médico local no tratamento de inflamações. Para isso, foram conduzidas entrevistas semi-estruturadas com 49 moradores locais para obter informações sobre os tipos de inflamação reconhecidos, as plantas nativas preferidas e os critérios utilizados pelos moradores para a seleção dessas plantas. O presente estudo também avaliou a extração de cascas de espécies preferidas e pouco preferidas na vegetação local, e buscou explicar a preferência por meio do teor de taninos presente nas cascas dessas espécies. Os informantes identificaram 37 tipos de inflamação, sendo alguns tipos redundantes, ou seja, com um grande número de espécies, enquanto outros não apresentaram redundância. O critério mais importante indicado pelos informantes para selecionar plantas preferidas foi a eficiência dessas plantas no tratamento de diversas inflamações, o que mostra que compostos bioativos podem estar relacionados com as preferências locais, embora esta pesquisa não tenha observado diferenças no teor de taninos de cascas entre espécies preferidas e pouco preferidas. Ao avaliar a extração de cascas na vegetação local, as espécies preferidas apresentaram uma maior área de casca extraída que plantas pouco preferidas, o que corrobora com uma das predições do modelo de redundância utilitária. Das plantas nativas disponíveis, poucas foram consideradas como preferidas e, considerando que estas são as mais utilizadas, pode-se dizer que a resiliência do sistema local no tratamento de inflamações pode estar ligada ao uso destas poucas espécies. Com estes resultados, a presente pesquisa gera importantes contribuições 1) para a conservação de espécies úteis como medicinas por populações locais da Caatinga; 2) na busca de plantas potenciais para futuros estudos farmacológicos, na descoberta de novas drogas antiinflamatórias e 3) no entendimento de aspectos relacionados com a resiliência de sistemas médicos ligado ao uso de plantas por populações locaisCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    Biologia reprodutiva do octocoral Carijoa riisei (DUCHASSAING & MICHELOTTI, 1860) (cnidaria: anthozoa) no litoral sul de Pernambuco, Brasil

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    O octocoral Carijoa riisei Duchassaing & Michelotti, 1860 (Alcyonacea: Octocorallia) é abundante no litoral brasileiro, em especial na região nordeste. A reprodução sexual desta espécie foi estudada na Praia de Porto de Galinhas (Pernambuco, Brasil) durante 1 ano a partir de Maio de 2006. C. riisei é uma espécie gonocórica liberadora de gametas com uma proporção sexual de 1:1 (fêmea para macho). A classe de tamanho 8,1-16 cm foi predominante em 72% das amostras. A menor colônia com ovócitos teve 5,39 cm e a menor com cistos espermáticos teve 5,28 cm. O diâmetro médio dos ovócitos maduros foi 466,69 ± 54,25 μm, com um tamanho máximo de 600 μm e para os cistos espermáticos a média foi 247,87 ± 74,22 μm, com um tamanho máximo de 440 μm. Gônadas em todas as fases de desenvolvimento foram encontradas durante todo o ano. Estas características resultam de gametogênese assincrônica e contínua, e se conduz o ano todo com cistos espermáticos e ovócitos em maturação e liberação. As características reprodutivas de C. riisei constituem uma exceção à generalização da livre-desova nos recifes de corais que têm breves e sincronizados episódios de liberação de gametas. Esta espécie demonstra início precoce de primeira reprodução, o que aumenta ainda mais a sua produção reprodutivaCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    Reticulariaceae (Myxomycetes) em fragmentos de floresta atlântica no centro do endemismo pernambucano

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    As Reticulariaceae constituem um importante grupo dentre os mixomicetos e suas espécies estão bem representadas em florestas úmidas tropicais, como as que compõem o bioma Mata Atlântica. Devido ao estado crítico em que se encontram muitos dos remanescentes pertencentes à Floresta Atlântica, como é o caso dos fragmentos situados no Centro de Endemismo Pernambuco CEPE, diversos microhabitats preferencialmente adotados pelas Reticulariaceae para estabelecerem seus ciclos de vida estão seriamente comprometidos. Com objetivo de ampliar o conhecimento taxonômico e ecológico sobre os representantes da família ocorrentes nos neotrópicos, particularmente em ambientes sob forte fragmentação como o CEPE, foi efetuado um levantamento dos membros de Reticulariaceae presentes em fragmentos de Floresta Atlântica que compõem o CEPE. Verificou-se a influência do efeito de borda sobre as espécies de Reticulariaceae que ocorreram em 10 fragmentos localizados no CEPE, selecionados como modelo de estudo. O inventário das espécies baseou-se em material coletado em campo, na análise de exsicatas depositadas nos herbários UFRN Fungos, JPB, IPA, URM, UFP e na literatura referente à mixobiota do CEPE, correspondendo a um período de 52 anos de coletas (1947-2009). A presença das Reticulariaceae foi registrada em 35 remanescentes de Floresta Atlântica, localizados em 15 municípios pertencentes aos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, que integram o CEPE. Os ambientes de onde provêm os dados incluem 29 Unidades de Conservação de Floresta Atlântica (APA, APP, RPPN, RESEC), nas quais a ocorrência de esporocarpos foi registrada sobre madeira em decomposição e casca de árvores vivas. Para cada espécie inventariada foram fornecidas as seguintes informações, sempre que disponíveis: municípios e estados de ocorrência; local de coleta; tipo de floresta; substratos de esporulação; literatura de referência para o CEPE; registro de herbário. Foram identificadas nove espécies, distribuídas nos quatro gêneros que integram a família, com destaque para Tubulifera Jacq., pelo maior número de espécies, seguido de Lycogala Adans. As espécies de mais ampla distribuição no CEPE foram T. microsperma (Berk. & M.A. Curtis) Lado e L. epidendrum (L.) Fr., a primeira ocorrendo em 17 fragmentos e a segunda em 25 fragmentos. Dictydiaethalium plumbeum (Schumach.) Rostaf., L. conicum Pers. e Reticularia jurana Meyl. apresentaram-se como raras e de distribuição restrita a 7 fragmentos, quando somados todos os registros para essas espécies no período analisado. Aprofundou-se o estudo do gênero Tubulifera descrevendo e ilustrando as quatro espécies registradas para o Nordeste do Brasil, distribuídas desde Sergipe até o Piauí. T. dimorphoteca (Nann.-Bremek. & Loer.) Lado foi identificada pela primeira vez para Pernambuco, constituindo o segundo registro para os neotrópicos. As análises das Reticulariaceae efetuadas em 10 fragmentos de Floresta Atlântica situados no litoral sul de Pernambuco demonstram que as espécies desta família não são afetadas pelo efeito de borda resultante da fragmentação. D. plumbeum, L. conicum, T. arachnoidea Jacq., T. dimorphoteca e R. jurana foram sugeridas para inclusão em lista vermelha como espécies vulneráveis, considerando a condição de raras e de distribuição restrita a ambientes altamente ameaçados pelo desmatamento, classificados como de extrema a elevada importância biológica para conservaçãoCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    Ecologia trófica das anêmonas-do-mar Anthopleura cascaia e Anthopleura krebsi (cnidaria: anthozoa) em duas praias de Pernambuco, Brasil

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    Estudos sobre ecologia trófica são fundamentais para a compreensão do papel que as espécies representam no ecossistema. As anêmonas-do-mar são importantes componentes dos ambientes recifais, porém poucos estudos abordam a relação entre a anêmona e sua presa. Assim, foram estudadas as espécies Anthopleura cascaia e Anthopleura krebsi ao largo da praia dos Carneiros e em Piedade, litoral sul de Pernambuco, para avaliar a dieta, grau de seletividade alimentar e sobreposição de nicho. Foram realizadas coletas bimestrais entre os meses de março de 2007 e fevereiro de 2008. O conteúdo gástrico encontrado foi triado, contabilizado, medido e identificado. A partir dessa análise, foram obtidos valores da abundância absoluta e relativa, riqueza, diversidade e freqüência de ocorrência de presas. As abundância e riqueza foram comparadas pelo teste Log linear. A correlação de Spearman foi usada para verificar a relação entre (a) o tamanho das anêmonas e de suas presas e (b) a abundância das presas no ambiente e na cavidade gástrica. O teste GLM ANOVA foi aplicado para testar a seletividade pelo tamanho das presas. O tamanho médio das anêmonas e o de suas presas foi comparado pelo teste t. A sobreposição de nicho foi estimada através dos índices de similaridade qualitativa (Jaccard) e quantitativa (Morisita). A. cascaia mostrou-se com um maior tamanho que a A. krebsi, e uma maior riqueza de itens de presa, 26 em Piedade e 16 em Carneiros. Na praia dos Carneiros as principais presas de A. cascaia foram juvenis do bivalve Brachidontes solisianus e o cirripédio Chthamalus bisinuatus. Em Piedade o padrão se repetiu, no entanto, o cirripédio teve abundância menor. Houve diferença significativa na diversidade das presas encontradas nas cavidades gástricas entre as praias e também entre os períodos seco e chuvoso. A. krebsi utilizou 12 itens de presas na praia dos Carneiros e 10 em Piedade. B. solisianus foi o mais abundante e também o mais frequente entre as presas de A. krebsi tanto na Praia dos Carneiros quanto em Piedade. A análise qualitativa da sobreposição dos nichos mostrou uma baixa similaridade entre as praias e entre as espécies. No entanto, em uma análise quantitativa foi observada uma elevada similaridade entre as situações. A. krebsi teve um espectro menor de presas, se alimentando com predomínio de Brachidontes spp. em ambas as praias. Apesar da sobreposição parcial no nicho alimentar das espécies com predomínio das mesmas presas na alimentação de A. cascaia e A. krebsi, é possível que isto não represente uma competição forte pelos recursos alimentares já que as presas são abundantes no meio. Tanto a A. cascaia quanto a A. krebsi seriam polífagas, com predomínio de moluscos e crustáceos em sua dieta. Apesar dos resultados mostrarem que as espécies seriam seletivas, a pouca mobilidade das mesmas e o aproveitamento de juvenis de espécies bentônicas parece indicar que as anêmonas em estudo seriam passivas dependendo da ação de ondas ou outros invertebrados para tornarem suas presas disponíveisCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio

    Caracterização molecular de espécies deMetarhizium e patogenicidade sobre Diatraeasaccharalis

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    Foram analisadas 15 linhagens de Metarhizium isoladas de diferentes regiões e hospedeiros quanto às características genéticas e 7 linhagens quanto a patogenicidade sobre Diatraea saccharalis. Os marcadores moleculares ITS (Internal Transcrided Spacer) do rDNA, Intron splice site primer, RAPD e Microssatélites (SSR-Simple Sequence Repeats) foram utilizados para avaliar a diversidade genética entre as linhagens. A análise de agrupamento usando o método UPGMA baseada nas distâncias genéticas dos quatro marcadores moleculares confirmou a diversidade genética reconhecida no gênero Metarhizium. As enzimas de restrição, HaeIII e MspI, evidenciaram a diversidade genética entre as linhagens ao digerirem os produtos de amplificação do locus ITS1-5.8S-ITS2 do rDNA com os iniciadores ITS4 e ITS5, a enzima DraI não apresentou sítios de restrição. Os introns do grupo mRNA nuclear discriminaram as linhagens de Metarhizium apenas com a utilização do iniciador EI1. As técnicas de RAPD e regiões de Microssatélite foram eficientes em demonstrar a diversidade entre as linhagens. Porém o microssatélite (GACA)4 foi mais sensível em detectar a variabilidade intra e interespecífica entre as diferentes linhagens de Metarhizium. Não houve correlação entre grupos e regiões geográficas. As linhagens 4415, 4400 e 4897 causaram maior percentual de mortalidade das larvas de Diatraea saccharalis. Também não houve correlação entre os agrupamentos gerados pelas técnicas moleculares e percentual de mortalidade de larvas de D. saccharali
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