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Organizational and individual resources as buffers of WFC linkages to affect: an application of the JD-R health impairment model
O conflito trabalho-família (CTF), que tem um grande impacto no bem-estar e
desenvolvimento dos adultos, é um fenómeno que tem sido investigado ao nível individual e
organizacional; no entanto, as suas consequências afetivas são menos exploradas. Assim,
procurou-se compreender as consequências do CTF sobre os afetos positivos e negativos (AP
e AN) enquanto se apoia o aperfeiçoamento contínuo de um modelo teórico recente: o modelo
Job Demands and Resources (modelo JD-R). Deste modo, exploramos a possibilidade de
incorporar os afetos como mecanismos psicológicos inerentes ao processo de
comprometimento da saúde no modelo JD-R, bem como investigamos o papel da perceção
organizacional de suporte à família (POSF) e do distanciamento psicológico (DP) como
moderadores da relação do CTF com os afetos.
Foi utilizada uma amostra de 195 casais. Os homens tinham em média cerca de 47 anos (DP
= 4.84) e as mulheres 44 (DP = 5.21). Enquanto os primeiros trabalhavam cerca de 44 horas
por semana (DP = 10.53) as mulheres trabalhavam cerca de 40 (DP = 8.48). Os resultados
mostram que o CTF está positivamente correlacionado com o AN e negativamente
correlacionado com o AP. Além disso, a POAF não modera a relação entre o CTF e o AP para
homens ou mulheres, nem a relação entre CTF e o AN para homens ou mulheres. Mais, o DP
não modera a relação entre CTF e o AP para homens ou mulheres, nem a relação entre CTF e
o AN para homens. No entanto, o DP amortece o efeito do CTF nos AN para as mulheres,
atuando enquanto moderador. Assim, reflete-se sobre a valorização da disponibilidade de
recursos que auxiliem a separação dos domínios familiar e profissional e sobre como os
mesmos se relacionam com a saúde através das experiências afetivas
Repensar a normalidade e a "mesmice" escolar: A sala de aula como um espaço de escuta, conversação, alteridade e "experiência"
O presente relatório, decorrente das experiências vividas durante o estágio
realizado no âmbito do Mestrado em Ensino de Artes Visuais no 3º Ciclo do Ensino
Básico e no Ensino Secundário, foca-se na problematização da produção e reprodução
da normalidade - assumida como regulador inquestionável da cultura escolar - na
escola e na sala de aula. Para tal, toma como porta de entrada os processos
socioeducativos que constroem um tipo de sujeito específico, categorizado e
posicionado como um 'outro' da educação que, começando por se tornar visível a partir
do diagnóstico de uma deficiência e afastamento dos outros, se vem a revelar extensível
a outros 'outros', cujas características e condições pessoais, familiares e sociais
ameaçam, igualmente, essa normalidade.
Propõe-se, assim, uma reflexão crítica acerca de como o imperativo da
normalidade transforma o lugar da sala de aula 'regular' num espaço-tempo
uniformizador e corporizador da mesmice escolar - reduzida a um ritmo padrão, a
práticas de ensino-aprendizagem uniformizadas e deslocadas das singularidades dos
alunos e à falta de momentos de conversação, encontro e partilha de experiências e
histórias de vida. Esta reflexão instigou ainda a repensar possibilidades da sua
desconstrução, mediante a conceção de uma unidade didática assente em processos de
personalização das práticas de ensino-aprendizagem e de encontros que assumissem a
urgência da escuta e da conversação como dimensões determinantes de uma outra
convivência escolar em que todos pudessem expressar as suas vozes, ser reconhecidos e
escutados, e serem/sentirem-se incluídos.
A análise reflexiva das relações e processos vividos aquando da concretização da
unidade didática levada a cabo com alunos de uma turma do 10º ano na disciplina de
Desenho A, bem como da participação nas aulas de Promoção de Capacitação e na
Oficinas de Artes das Salas de Intervenção Especializada, implicaram questionar as
minhas próprias conceções e práticas pedagógicas acerca da forma como são
reconhecidas, posicionadas e relacionadas as singularidades dos alunos naquilo que
foram as suas limitações e naquilo que foram as aprendizagens significativas para a
profissão docente no campo da educação artística