A classificação internacional para a prática de enfermagem como um instrumento de melhoria contínua da qualidade dos cuidados de enfermagem à criança/família

Abstract

Relatório de estágioMestrado, Enfermagem de Saúde Infantil e Pediatria, 2013, Escola Superior de Enfermagem de LisboaA avaliação do desenvolvimento infantil constitui vital importância na sua promoção e vigilância, representando uma dimensão de cuidados essencial para o EESIJ, abordada num primeiro momento deste relatório. O desenvolvimento de competências nesta área permitiu a proposta da Escala de Avaliação do Desenvolvimento Infantil de Mary Sheridan Modificada, para utilização no serviço de pediatria da instituição onde exerço funções. A CIPE enquanto terminologia global para a prática de enfermagem e definida obrigatoriamente para utilização no SIE informatizado nacional desde 2007, representa deste modo um instrumento essencial para reflexão qualitativa sobre a analogia das práticas realizadas e documentadas, promotor da sua autonomia e da visibilidade de resultados dos respectivos cuidados. Neste âmbito conheci outras realidades institucionais onde contactei com responsáveis sobre Qualidade e SIE, equipas de enfermagem e respectivos padrões documentais, partilhando conteúdos, promovendo sinergias e desenvolvendo competências como perito nesta área. Os últimos campos de estágio deste relatório realizados na minha instituição, visaram a proposta qualitativa para o SIE do serviço de urgência pediátrica e a coordenação do processo de melhoria da Qualidade dos Cuidados de Enfermagem prestados à Criança/Família na UCINP, visando necessidades evolutivas do padrão CIPE/SAPE do serviço. De relevar ainda a proposta que apresentei e discuti com a enfermeira directora, definindo estratégias e analogias entre práticas clínicas, SIE e Qualidade dos Cuidados, demonstrando competências globais na área da gestão (institucional, coordenação de equipas e gestão de conflitos), essenciais na transição para EESIJ. As potencialidades e limitações do aplicativo informático SAPE, a compreensão do percurso evolutivo da CIPE, as perspectivas futuras dos sistemas de informação em saúde e a interoperabilidade institucional de informação, constituem assim temáticas estratégicas para a enfermagem portuguesa abordadas e contextualizadas neste relatório. A definição do RMDE portugueses visando a criação de Indicadores de Enfermagem, representa um objectivo primordial nesta globalizada sociedade de informação e exigência qualitativa das actuais políticas de saúde

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