Possessing Amazonia: Global Disputes over the Amazon Basins and the Guiana Highlands (c.1840-c.1900)

Abstract

Grounded on an integrated and global history of Amazonia, this research concerns the intersection between boundary making, the rise of nation-states and modern globalization. Taking South America Amazonia and the Guianas as field of study, our central enquiry is approached from a diachronic historical perspective, which serves our aim of writing a history of mutual recognition, relationships, and influences in remote frontier territories. The central problem to be interrogated, lies in the relation between process of connectedness, the emergence of new codes, symbols, and also ideas related to national states. Then, our aim is to identify the dimension and nature of the late territorial expansion of European empires in South America, the way official and alternative projects in border negotiations emerged in the late nineteenth century. Furthermore, we aim to see how economic and political schemes of colonization failed to establish new colonization schemes, this is, breaking the remoteness. This process connects with the struggle of imperial/national states to deal with distance, remote areas and, more importantly, with the people who lived and produced territory in these ‘isolated’ borderlands. Border arbitrations mapped these areas in search of historical sovereignty, yet found them replete with indigenous territorialities and alternative projects. This ‘clash of territorialities’ is the subject of this research. In this perspective, we reject conservative approaches towards territoriality, and constructivists’ interpretations that take the nation-state and nationalism as result of elites making goal. We conclude that Amazonia as an ‘opened frontier’ was the center of several clashes of territoriality, not only between European powers and new national states, but also between indigenous/black communities living via moving towards the remoteness as a region of refuge.The nation-state was only an option regarding the state building contingency; and boundary making was the creative element that gave ground for national narratives and cartographic anxieties of the fin de siècle. The history of the remote as an approach proposes, then, to overcome the difficulties of studying processes of connection, encounters, and globalization in an integrated perspective.Baseada numa história integrada e global da Amazónia, esta investigação incide sobre a intersecção entre a definição de fronteiras, a ascensão dos Estados-nação e a globalização moderna. Tomando como laboratório a Amazónia e as Guianas da América do Sul, o nosso inquérito central é abordado a partir de uma perspetiva histórica diacrónica, que serve o nosso objetivo de escrever uma história de reconhecimentos e influências mútuas, assim como relações e conexões em territórios fronteiriços remotos. O problema central a ser interrogado reside na relação entre o processo de estabelecer interdependência/conexões, a emergência de novos códigos, símbolos, e ideias relacionadas com os estados nacionais. O nosso objetivo central é identificar a dimensão e a natureza da expansão territorial tardia dos impérios europeus na América do Sul, a forma como os projetos oficiais e alternativos nas regiões fronteiriças emergiram em finais do século XIX, e como os novos esquemas económicos e políticos de colonização não conseguiram se estabelecer, isto é, romper o remoto. Esse processo está ligado à luta dos Estados imperiais/nacionais para lidar com a distância, áreas remotas e, mais importante ainda, com os povos que viveram e produziram território nestas terras fronteiriças ‘isoladas’. As arbitragens fronteiriças mapearam estas áreas em busca da soberania histórica, mas encontraram-nas repletas de territorialidades indígenas e projetos alternativos. Este ‘choque de territorialidades’ é o tema desta investigação. Nesta perspetiva, rejeitamos abordagens conservadoras sobre territorialidades e interpretações construtivistas que tomam o Estado-nação e o nacionalismo como resultado de projetos elitistas horizontais. Concluímos que a Amazónia como ‘fronteira aberta’ foi o centro de vários choques de territorialidade, não só entre potências europeias e novos Estados nacionais, mas também entre comunidades pretas/indígenas que se moveram/viveram no remoto como uma região de refúgio; o Estado-nação era apenas uma opção na contingência da construção do Estado; as fronteiras foram os elementos criativos que deram terreno às narrativas nacionais e às ansiedades cartográficas do fin de siècle. A história do remoto como abordagem propõe, então, ultrapassar as dificuldades de estudar processos de conexão, encontros, e globalização numa perspectiva integrada

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