Agrotóxicos prioritários não abordados pela Portaria GM do Ministério da Saúde nº 888, de 2021, sobre padrão de potabilidade da água no Brasil

Abstract

The intense use of pesticides can be harmful to the environment and human health, being necessary to monitor the environmental concentrations of pesticides. The legislation on drinking water for human consumption is one of the guiding regulations about monitoring priority. Therefore, a systematic review was carried out to compile information on the contamination of surface water, groundwater, and treated water in Brazil. Thereby, we selected those pesticides which, although they are authorized for use and are among the topselling pesticides, are not regulated by GM Ordinance of the Ministry of Health (GM/MS) No. 888, of May 4, 2021. The databases used were PubMed, Scielo, Science Direct, Scopus, and Web of Science. Of the 122 pesticides in the market, 11 were selected. Analyses of environmental dynamics, concentration, and health effects were carried out. The Goss methodology and the Groundwater Ubiquity Score (GUS) index were used to estimate the risk of surface water and groundwater contamination, respectively. The concentrations found were compared with the values provided for in the guidelines adopted by international agencies, determining the Brazilian population’s margin of exposure (MOE) to the target pesticides. The results indicate a high probability of finding imidacloprid and hexazinone in the water, the prevalence of studies on surface waters, and the need to conduct additional studies as papers on some of the target pesticides were not found. It is concluded that the pesticides studied pose a low risk to human health, however, further studies are still required.O intenso uso de agrotóxicos pode ser prejudicial ao meio ambiente e à saúde humana, tornando necessário o monitoramento de suas concentrações ambientais. Como um dos dispositivos norteadores sobre a prioridade de monitoramento é a legislação de água potável para consumo humano, foi realizada uma revisão sistemática da literatura com o objetivo de compilar informações sobre a contaminação das águas superficiais, subterrâneas e tratadas por agrotóxicos. Foram considerados os agrotóxicos mais vendidos em território brasileiro entre 2009 e 2019 e que possuem autorização de uso, mas que não são regulamentados pela Portaria GM do Ministério da Saúde nº 888, de 4 de maio de 2021. Dos 122 agrotóxicos comercializados, 11 foram selecionados. Analisaram-se a dinâmica ambiental, concentração em águas e efeitos na saúde humana. Na estimativa do risco de contaminação das águas superficiais e subterrâneas, empregou-se a metodologia Goss e o índice Groundwater Ubiquity Score (GUS), respectivamente. Uma comparação crítica sobre as concentrações encontradas e os valores-guia adotados por agências internacionais foi realizada, determinando-se a margem de exposição da população brasileira aos agrotóxicos. Os resultados do trabalho mostraram a maior probabilidade de que imidacloprido e hexazinona sejam encontrados em águas; a prevalência de estudos realizados em águas superficiais; e a necessidade de que mais trabalhos sejam realizados, uma vez que não foram encontrados artigos sobre alguns dos compostos-alvo. Conclui-se que os agrotóxicos estudados apresentam baixo risco à saúde, todavia se vê a necessidade de que mais estudos sejam desenvolvidos

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