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    A abordagem da pessoa humana na perspectiva do cérebro e seus limites

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    Este artigo oferece uma concep√ß√£o da pessoa humana com base nas estruturas e funcionalidades do c√©rebro e algumas dificuldades advindas de um compromisso ontol√≥gico com o materialismo reducionista. Primeiramente, a pessoalidade ser√° tratada sob os aspectos anat√īmicos, funcionais e cognitivo-comportamentais, procurando identificar alguns elementos para se afirmar a exist√™ncia de uma pessoa humana. Quest√Ķes sobre a redu√ß√£o da pessoalidade a entidades ou a processos mais b√°sicos, ou se √© poss√≠vel explicar a pessoalidade por meio do organismo ou mais propriamente pelo seu c√©rebro, ser√£o discutidas. Na segunda parte, prop√Ķe-se uma cr√≠tica √† concep√ß√£o reducionista da pessoa ao c√©rebro. Espera-se encontrar uma resposta favor√°vel aos achados oferecidos pelas neuroci√™ncias, com a rejei√ß√£o do reducionismo da pessoa, em raz√£o dos limites filos√≥ficos inerentes √†s ci√™ncias do c√©rebro

    O dualismo de explicação de Richard Swinburne frente às teorias da explicação científica

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    Monografia ( gradua√ß√£o)‚ÄĒUniversidade de Bras√≠lia, Departamento de Filosofia, 2011.O presente trabalho √© uma sequ√™ncia de Disserta√ß√£o Filos√≥fica 1 e buscar√° examinar o conceito de explica√ß√£o, considerando a bifurca√ß√£o realizada por Richard Swinburne em sua obra The Existence of God entre explica√ß√£o cient√≠fica e explica√ß√£o pessoal e relacionando a teoria deste autor a outras teorias da explica√ß√£o, apresentadas na obra organizada por David-Hillel Ruben, Explanation. 1 Trabalho apresentado ao Departamento de Filosofia da Universidade de Bras√≠lia em 2010, o qual possibilitou-nos comparar os modelos de Davidson e de Hempel e definir o objeto desta monografia. Para a defini√ß√£o de nosso problema elegemos duas quest√Ķes prementes, as quais nasceram em virtude dos problemas levantados em Disserta√ß√£o Filos√≥fica 1. Primeiramente, questionamos se o entendimento de Richard Swinburne a respeito da descri√ß√£o de Donald Davidson sobre explica√ß√Ķes das a√ß√Ķes humanas √© ou n√£o apropriado. A segunda quest√£o relaciona-se √†s obje√ß√Ķes que a teoria da explica√ß√£o de Hempel sofre e suas consequ√™ncias na teoria da explica√ß√£o de R. Swinburne. Mostraremos que a ideia de explica√ß√£o cient√≠fica de Swinburne, apesar das ressalvas que ele faz, tem como ponto de partida a teoria da explica√ß√£o cient√≠fica de Hempel. Assim, questionamos se problemas afetos √† descri√ß√£o hempeliana poder√£o comprometer a descri√ß√£o swinburniana. Para dar cabo a esta tarefa, o artigo de Rolf Eberle, David Kaplan & Richard Montague (1961) e a apresenta√ß√£o de teorias da explica√ß√£o cient√≠fica alternativas nos ajudar√£o a esclarecer se de fato as cr√≠ticas dirigidas √† descri√ß√£o de Hempel podem ser estendidas √† de Swinburne. Em meio a isso, uma quest√£o que emerge √© sobre como se falar seja de explica√ß√£o cient√≠fica seja de explica√ß√£o pessoal em vista de desenvolvimentos filos√≥ficos alternativos acerca da explica√ß√£o? O presente estudo foi dividido em duas partes. A primeira tratar√° da exposi√ß√£o da teoria da explica√ß√£o de Richard Swinburne, que distingue entre explica√ß√£o cient√≠fica e explica√ß√£o pessoal. Tamb√©m nesse primeiro cap√≠tulo, abordaremos a cr√≠tica dirigida a D. Davidson quanto a um poss√≠vel reducionismo de inten√ß√Ķes e desejos humanos a suas dimens√Ķes f√≠sicas, e apresentaremos uma leitura de Davidson distinta da realizada por Swinburne. Para o segundo cap√≠tulo, iniciamos com a exposi√ß√£o da descri√ß√£o de explica√ß√£o cient√≠fica de Hempel-Oppenheim e, por conseguinte, a algumas obje√ß√Ķes ao modelo hempeliano de explica√ß√£o. Dessas, destacamos as cr√≠ticas do artigo de Eberle, Kaplan e Montague; o problema da ambiguidade e algumas teorias alternativas que levam em conta os aspectos contrastivos e contextuais como as descri√ß√Ķes de P. Lipton e Van Fraassen, respectivamente. Depois de percorrer esse caminho, estaremos em posi√ß√£o de sustentar a hip√≥tese de uma refer√™ncia desnecess√°ria que Swinburne faz a Hempel, quando da defesa de seu dualismo de explica√ß√£o

    A The approach of the human person from the perspective of the brain and its limits

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    Este artigo oferece uma concep√ß√£o da pessoa humana com base nas estruturas e funcionalidades do c√©rebro e algumas dificuldades advindas de um compromisso ontol√≥gico com o materialismo reducionista. Primeiramente, a pessoalidade ser√° tratada sob os aspectos anat√īmicos, funcionais e cognitivo-comportamentais, procurando identificar alguns elementos para se afirmar a exist√™ncia de uma pessoa humana. Quest√Ķes sobre a redu√ß√£o da pessoalidade a entidades ou a processos mais b√°sicos, ou se √© poss√≠vel explicar a pessoalidade por meio do organismo ou mais propriamente pelo seu c√©rebro, ser√£o discutidas. Na segunda parte, prop√Ķe-se uma cr√≠tica √† concep√ß√£o reducionista da pessoa ao c√©rebro. Espera-se encontrar uma resposta favor√°vel aos achados oferecidos pelas neuroci√™ncias, com a rejei√ß√£o do reducionismo da pessoa, em raz√£o dos limites filos√≥ficos inerentes √†s ci√™ncias do c√©rebro.This paper argues for a conception of the human person based on the brain structures and functionalities, taking into account some difficulties arising from an ontological commitment to reductionist materialism. Being a person will be considered given anatomic, functional, and cognition-behavioural aspects, trying to identify some elements to determining the existence of a human person. It discusses issues about reducing a person to more basic entities or processes or whether it is possible to explain it through the organism or, more appropriately, by its brain. Rejecting the person‚Äôs reduction to the brain due to the philosophical limits of the brain sciences, we hope to find an answer according to the neuroscience findings
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