342 research outputs found

    “Landscape and Heritage of Hydroelectricity in Portugal”

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    Hydroelectric power plants provided countries with scarcity of coal, such as Portugal, with a vital source of energy for the production of electricity in large quantities. Therefore, since the late 19th century the use of waterfalls as producers of electric power was a topic of study and interest among engineers and the matter was regularly discussed at the Association of Portuguese Civilian Engineers. The great hydroelectric power plants, considered by many as the cathedrals of the second industrial revolution are an important industrial heritage which is important to value and appreciate. Hydroelectricity also gave origin to new landscapes and the problem today regards the management of this new landscape and the construction of new patrimonial values

    Asserting the Portuguese Civil Engineering Identity: the Role Played by the École des ponts et chaussées

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    This paper focuses on the Portuguese engineers who returned to Portugal following a training period at École des Ponts et Chaussées, in Paris between 1831 and 1870. During the 19th century, in spite of the creation of engineering schools, such as the Military Academy (1836), the Polytechnic School of Lisbon (1837), the Polytechnic Academy of Oporto (1837), the number of engineers to ensure the planning and the direction of the public works remained insufficient. Moreover, the education provided by these schools granted almost no room for fieldwork. Like in the other European States, some Portuguese engineers tried to complete their training in foreign countries, in particular by attending schools such as the École des Ponts et Chaussées de Paris. The studies which they carried out as well as the projects and the “missions d’études” enabled them to intervene in various areas, from the construction of bridges and railways to agricultural hydraulics on their return to Portugal. Following their return, these engineers played an important role both in the transfer of knowledge as well as in updating Portuguese engineering. They designed and directed various public works and transmitted to their subordinates the most modern methods of planning and construction of roads, railways and seaports. In addition, they were appointed to political and administrative positions in particular within the Ministério das Obras Públicas, Comércio e Indústria created in 1852, in the context of which they had to evaluate, authorize or reject various engineering projects. Finally, some were appointed professors in Portuguese engineering schools where they taught new theories, methods and practices of civil engineering which they had learnt in Paris or during trips abroad

    "A Utopia do conhecimento químico e da engenharia urbana para a solução dos problemas das cidades do século XIX: o caso de Lisboa"

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    A modernização urbana do que se verificou nas principais cidades urbanas no século XIX foi marcada por dois fenómenos importantes. Por um lado pela criação de novas estruturas urbanas, e, por outro pelo desenvolvimento industrial. A concentração fabril contribuiu para o aumento da poluição do ar e criou problemas ambientais numa altura em que a higiene e salubridade dos espaços urbanos assumiam maior importância. Para tentar a poluição fabril ao longo do século XIX foi publicada uma serie de legislação. Por outro lado, os médicos, os químicos e os engenheiros tentaram propor soluções que diminuíssem a poluição provocada pelas fábricas ao mesmo tempo que procuraram implementar na cidade as modernas infraestruturas urbanas. O seu conhecimento do progresso da tecnologia permitiu-lhes compreender melhor a poluição produzida pela máquina a vapor ou por alguns processos industriais e propor soluções O objetivo desta comunicação é, tendo Lisboa como espaço de análise, abordar: os problemas ambientais provocados pelo desenvolvimento industrial; a forma como a legislação, engenheiros e cientistas tentaram controlar e contribuir para a resolução dos problemas ambientais

    Quelle place pour les ingénieurs dans l’industrie? Une réflexion sur le cas du Portugal XIXe-XXe siècles

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    Quelle place pour les ingénieurs dans l’industrie ? Une réflexion sur le cas du Portugal, XIXe –XXe siècles Pareillement à d’autres pays, les rapports entre les ingénieurs et l'industrie au Portugal se sont complexifiés et diversifiés tout au long du XIXe siècle. Cependant au XIXe siècle, l’implication des ingénieurs dans le développement industriel du pays se révèle cruciale, que ce soit par les études techniques réalisées dans les diverses branches de l'industrie, par les projets de construction des bâtiments industriels, ou par le transfert et l’application des technologies. La réalisation des projets pour l'exploitation industrielle des ressources naturelles du pays, en particulier ceux qui concernent les différentes énergies ou les ressources minières, est également une filière par laquelle les ingénieurs sont intervenus dans l’industrie. D’autre part, au XIXe siècle, quelques chimistes développent une activité industrielle très proche de ce que nous appellerions aujourd’hui l’ingénierie chimique. L'intervention des ingénieurs au sein des institutions politico-administratives et des sociétés de promotion de l’industrie était tout aussi considérable. Dans ce texte nous abordons des exemples qui illustrent la diversité des relations entre les ingénieurs et l’industrie dans le contexte portugais, pour essayer de clarifier le rôle que ce groupe professionnel a joué dans le développement industriel du pays, alors qu’on a le plus souvent sous-estimé son importance. -------------------------------------------------------------------------------------------- What role for engineers in the industry? A reflection on the case of Portugal, 19th and 20th centuries Similarly to other countries, the relationship between engineers and industry in Portugal became more complex and diversified throughout the nineteenth century. However, in the nineteenth century, the involvement of engineers in the country's industrial development became crucial, whether through technical studies in various branches of industry, or by the construction projects of industrial buildings, or even by the transfer and the application of technology. The projects for the industrial exploitation of natural resources of the country, especially those concerning the different energy or mineral resources, were also a way through which engineers were involved in the industry. Second, in the nineteenth century, some chemists developed an industrial activity very close to what we would call today chemical engineering. The intervention of engineers within the political and administrative institutions as well as in the industrial associations and societies was just as significant. In this text we analyse examples that illustrate the diversity of relationships between engineers and industry in the Portuguese context, to try to clarify the role that this professional group played in the industrial development of the country

    A indústria no distrito de Évora, 1836-90

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    O desenvolvimento das comunicações e das técnicas de comercialização verificado no século XIX aumentou o comércio inter-regiões e, consequentemente, a influência que Lisboa e Porto exerciam sobre as regiões que lhes eram periféricas. A abertura dos mercados locais acarretou uma concorrência tecnológica desigual, que desencadeou processos de desindustrialização em algumas regiões interiores que, dependentes de formas tradicionais de produção, foram incapazes de reconverter a sua produção em função quer das novas tecnologias, quer da alteração dos padrões de consumo. A dependência dos recursos naturais, agravada pela falta de capitais e pela ausência de uma cultura técnica, condenou a indústria destas regiões a cederem os seus mercados às indústrias dos grandes centros industriais. Neste trabalho pretende-se fazer uma primeira abordagem da evolução da indústria no distrito de Évora, no período que decorreu desde 1836 até à última década do século XIX, procurando-se estabelecer alguns dos problemas que a abertura do mercado local e a concorrência com indústrias tecnicamente melhor apetrechadas colocaram à indústria da região. A escolha do distrito de Évora como unidade de estudo, se bem que o mesmo fosse uma unidade administrativa, foi determinada pelas fontes utilizadas, o que à partida condicionou a análise, uma vez que muitos dos concelhos que englobam este distrito têm uma interdependência económica importante com concelhos que lhes são limítrofes, mas que pertencem a outros distritos e que, portanto, não foram considerados. A análise do acervo documental encontrado no Arquivo Distrital de Évora permitiu-nos verificar que ao longo do século XIX se realizou um número maior de inquéritos à indústria do que aquele que normalmente é referido. Por esta razão optámos por introduzir um ponto prévio no qual se dá conta dos inquéritos que serviram de base a este estudo

    As paisagens da hidroelectricidade em Portugal: um exemplo das paisagens de inovação técnica

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    Desde tempos recuados que a utilização dos rios, para irrigação ou como força motriz, transformou progressivamente a paisagem, contudo, no século XX a construção das grandes barragens para produção de electricidade teve um grande impacto sobre a paisagem, e num curto espaço de tempo alterou-a de forma muito marcante. A construção destas grandes obras públicas, que mobilizaram grandes recursos humanos e técnicos e se prolongaram no tempo, obrigou a criar toda uma série de infraestruturas e equipamentos necessários para apoiar as obras e bairros onde se alojaram os trabalhadores, que criaram “paisagens temporárias”, cuja existência foi, na maior parte dos casos efémera. O enchimento das albufeiras submergiu largas extensões de território e levou ao desaparecimento de vestígios patrimoniais de outras épocas e de paisagens preexistente, dando origem a novas paisagens que têm normalmente associados novos usos do território. Por um lado, as centrais eléctricas podem ser recursos turísticos importantes, nomeadamente pelo seu valor como património da engenharia e da tecnologia. Por outro lado, os grandes lagos que surgiram na sequência destas construções tornaram-se locais de lazer e levaram à construção de equipamentos que também contribuíram para alterar a paisagem.******************** Since a long time that rivers were used for irrigation or as a way to produce motive force, but in the twentieth century, the construction of large dams for the production of electricity had a major impact over the landscape, and in a short period of time changed it in a significant way The construction of these large public works, which mobilized a large number of human and technical resources and extended in time, demanded the creation of a whole series of infrastructures and equipment necessary to support the works and neighborhoods where the workers were housed, creating "temporary landscapes" that in most cases were ephemeral. The filling of the reservoirs submerged wide extensions of territory and led to the disappearance of heritage traces of other times and of preexisting landscapes, giving rise to new landscapes that have usually associated new uses of the territory. On the one hand, power stations can be important tourist resources, especially for their value as engineering and technology heritage. On the other hand, the large lakes that have emerged following these constructions became places of leisure and led to the construction of equipment that also contributed to alter the landscape

    The influence of the École des ponts et chaussées of Paris on the Lisbon Polytechnic School (1836–1860)

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    Unveiled here is the extent that the Parisian École des ponts et chaussées (EPC) was a reference for the organization of the Lisbon Polytechnic School (LPS, Escola Politécnica de Lisboa) and the role played by the engineers trained in the French school in the organization and teaching methods at the LPS. The LPS, founded in 1837, was influenced in its functioning by various foreign schools, more specifically the EPC. These influences were felt at the level of teaching methods, textbooks and other publications, as well as through the men who circulated between the two schools and acted as vehicles of transmission of knowledge and methods

    “Os engenheiros de minas em Portugal: Mobilidade e construção de redes internacionais (séculos XIX e XX)”

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    Desde cedo que existiram em Portugal engenheiros de minas que se dedi¬caram à exploração de minas na metrópole e no Brasil. No entanto, a for¬mação neste ramo da engenharia só teve um caracter de nível universitário com a criação do Instituto Superior Técnico. Esta situação obrigou a que uma grande parte dos engenheiros portugueses fossem completar a sua for¬mação em escolas estrangeiras, nomeadamente a escola de minas de Paris e nas Escolas alemãs. A permanência no estrangeiro permitiu-lhes não só conhecer e transferir para Portugal a tecnologia estrangeira como lhe per¬mitiu estabelecer redes importantes com os engenheiros de minas dos ou¬tros países com quem se encontravam nos congressos internacionais e com os quais mantinham relações mais ou menos próximas. Nesta comunica¬ção serão analisados vários engenheiros, como é o caso de Isidoro Emílio Baptista, Pedro Victor da Costa Sequeira, M. Ferreira Roquete, Pedro Joyce Diniz António de Paiva Morão, e Alfredo Bensaúde entre outros

    A mobilidade dos engenheiros e a transferência de tecnologia ligada com as obras públicas e o caminho-de-ferro (século XIX

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    A política de obras públicas e melhoramentos materiais seguida pelo fontismo, que exigiu um maior recurso aos engenheiros civis, confrontou-se com a escassez destes profissionais na sociedade portuguesa. À falta de formação específica no campo da engenharia civil atribuíram os contemporâneos muitos dos insucessos de várias obras públicas. Como referia em 1857 o Visconde da Luz “nós temos engenheiros muito hábeis, porque os nossos engenheiros têm muita teoria, e só o que lhes falta é a prática, mas não são inferiores em instrução aos estrangeiros. O que nós temos, infelizmente, é muito menos prática de certas construções” (DG 1857, 970). Para superar a insuficiência do ensino de engenharia civil vários engenheiros foram completar a sua formação no estrangeiro, nomeadamente na Escola de Pontes e Calçadas de Paris. A escolha desta escola ligou-se com a preocupação de dotar os engenheiros portugueses de uma sólida formação teórica actualizada e de uma formação prática que era completada pelas missões escolares anuais. Estas missões permitiram-lhes um contacto directo com as principais obras públicas que se estavam a realizar em França, o que lhes possibilitou conhecer os novos materiais de construção, contactar com as novas técnicas construtivas, perceber a formas mais actuais de organização dos estaleiros e avaliar as técnicas que eram mais adequadas para aplicar em Portugal quer ao nível da construção de pontes e viadutos, quer ao nível dos caminhos-de-ferro, para darmos alguns exemplos. Além disso, estes engenheiros procuraram difundir, entre os seus pares e subordinados, e aplicar nas várias obras públicas que planificaram e dirigiram os conhecimentos que tinham adquirido durante a sua estada em França. Nesta comunicação pretendemos, através dos depoimentos e relatórios das missões de estudo dos engenheiros que estudaram na École des Ponts et Chaussées, perceber a importância que esta escola teve para os trabalhos que estes engenheiros desenvolveram em Portugal

    Espaços e actores do ensino da electricidade em Portugal (1850- 1911)

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    Neste texto analisam-se: a evolução do Instituto Industrial de Lisboa até à criação do Instituto Superior Técnico como um espaço de ensino da electricidade; alguns dos principais actores que estiveram ligados a este ensino como foi o caso do físico Francisco da Fonseca Benevides ou de Benjamin Cabral
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