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    GEST√ÉO DA DIVERSIDADE √ČTNICO-RACIAL EM UMA UNIVERSIDADE P√öBLICA BRASILEIRA: UM CAMPO DE APRENDIZAGENS

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    A educa√ß√£o brasileira tem sido apontada em relat√≥rios oficiais e acad√™micos como um espa√ßo em que as desigualdades sociais e raciais s√£o persistentes. Estas evid√™ncias destacadas, sobretudo, pelos movimentos negros v√™m exigindo do Estado brasileiro a ado√ß√£o de pol√≠ticas p√ļblicas capazes de promover a supera√ß√£o destas iniquidades. A partir dos anos 2000, pol√≠ticas que objetivam √† promo√ß√£o da igualdade racial e a supera√ß√£o do racismo v√™m sendo implementadas de forma mais sistem√°tica, em v√°rios setores. No campo educacional, merecem destaque as pol√≠ticas de a√ß√£o afirmativa (cotas ou b√īnus) destinadas √† inclus√£o de negros em universidades p√ļblicas. Tais pol√≠ticas foram normatizadas pela Lei Federal 12711/12 e v√™m exigindo das administra√ß√Ķes p√ļblicas a√ß√Ķes efetivas nos processos de gest√£o da diversidade √©tnico-racial. Visando ampliar os estudos sobre a implementa√ß√£o destas pol√≠ticas no ensino superior, apresentamos este artigo que tem como objetivo refletir sobre o processo de gest√£o da diversidade √©tnico-racial em uma universidade p√ļblica brasileira. Os dados foram obtidos atrav√©s de an√°lise documental e os resultados apontam a necessidade de amplia√ß√£o deste campo de estudos

    RELA√á√ēES RACIAIS EM UMA UNIVERSIDADE P√öBLICA FEDERAL BRASILEIRA: UM CAMPO EM ABERTO

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    O presente artigo tem como objetivo dar visibilidade √†s percep√ß√Ķes dos/as Trabalhadores/as T√©cnico-Administrativos em Educa√ß√£o na UFMG acerca das rela√ß√Ķes raciais estabelecidas no contexto acad√™mico e do impacto destas sobre as suas viv√™ncias e atividades profissionais. O estudo que deu origem a este trabalho foi realizado na Universidade Federal de Minas Gerais. O suporte te√≥rico metodol√≥gico utilizado foi a Hist√≥ria Oral e como instrumento de coleta de dados foi realizado um question√°rio que objetivava levantar o pertencimento √©tnico-racial dos participantes e ainda entrevistas semi-estruturadas com 15 sujeitos autodeclarados pretos, pardos e brancos. Eles/as narraram sobre a percep√ß√£o do racismo e a incid√™ncia do mesmo em suas trajet√≥rias; os entraves provocados pelo pertencimento racial, dentre outros. Os estudos evidenciaram que os/as trabalhadores/as T√©cnico-Administrativos em Educa√ß√£o em geral, gozam de invisibilidade no contexto universit√°rio, e que a mesma √© mais aguda para os/as trabalhadores/as negros/as

    Institutional racism, whiteness and selective reactive management: challenges for the implementation of an affirmative university environment

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    The students of lower classes and blacks entering public universities in the context of affirmative action policies have been playing a key role in the transformation of these institutions, once they inquire the social and ethnic-racial profiles of the student body, the institutional organization and, mainly, the curricular matrices. And how has the university management acted to guarantee full educational rights to these audiences? This article aims to analyze how institutional racism and whiteness identified in speeches of managers of a federal University favor a management model that selectively reacts to legal requirements and the demands made by black students, they maintain the coloniality of power/knowledge and hinder the effectiveness of an affirmative university environment, which transcends access policies.Os/as estudantes de camadas populares e negros/as ingressantes nas universidades p√ļblicas no contexto das pol√≠ticas afirmativas v√™m desempenhando um papel fundamental para a transforma√ß√£o destas institui√ß√Ķes, uma vez que indagam os perfis social e √©tnico-racial do corpo discente, a organiza√ß√£o institucional e, principalmente, as matrizes curriculares. E como a gest√£o universit√°ria tem atuado para garantir os direitos educacionais plenos a esses p√ļblicos? Este artigo objetiva analisar como o racismo institucional e a branquitude identificados em discursos de gestores e gestoras de uma universidade federal favorecem um modelo de gest√£o que reage seletivamente √†s exig√™ncias legais e √†s demandas apresentadas pelos estudantes negros e negras, mant√™m a colonialidade de poder/saber e dificultam a efetiva√ß√£o de um ambiente universit√°rio afirmativo, o qual transcende as pol√≠ticas de acesso.Los estudiantes de origen popular y negros que ingresan a las universidades p√ļblicas en el contexto de pol√≠ticas afirmativas han venido jugando un papel fundamental en la transformaci√≥n de estas instituciones, ya que investigan los perfiles sociales y √©tnico-raciales de los estudiantes, la organizaci√≥n institucional y, principalmente, las matrices curriculares. ¬ŅY c√≥mo ha actuado la direcci√≥n universitaria para garantizar plenos derechos educativos a estos p√ļblicos? Este art√≠culo tiene como objetivo analizar c√≥mo el racismo institucional y la blanquitud identificados en los discursos de los directivos de una universidad federal favorecen un modelo de gesti√≥n que reacciona selectivamente a los requerimientos y demandas legales presentados por los estudiantes negros, mantiene la colonialidad del poder/saber y dificulta la implementaci√≥n de un modelo de gesti√≥n afirmativo, √°mbito universitario, que trasciende las pol√≠ticas de acceso

    Capital racial e a perspectiva colonial no século XXI

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    Este artigo discute como o colonialismo configurou as sociedades ocidentais a partir de uma l√≥gica de hierarquiza√ß√£o e classifica√ß√£o dos povos e grupos sociais pelo crivo das distin√ß√Ķes raciais. Erigiu e reservou √†s estruturas de Estado a fun√ß√£o de dar continuidade ao projeto de domina√ß√£o e explora√ß√£o, atrav√©s de dispositivos de racialidade/biopoder no ordenamento social. Demonstramos, a partir de estudos emp√≠ricos, como tal perspectiva implica na defini√ß√£o das condi√ß√Ķes de vida e estas homologamente como justificativas para imposi√ß√£o da exclus√£o e da morte como uma causalidade natural. Esta premissa refor√ßa a hip√≥tese um capital racial atuando como um poder simb√≥lico na orquestra√ß√£o das estruturas sociais e individuais, condicionando a defini√ß√£o e escopo das pol√≠ticas p√ļblicas. Questiona-se a perspectiva racionalista atribu√≠da ao Estado e denuncia o arb√≠trio das pol√≠ticas p√ļblicas, as quais, suas reais finalidades encontram sentido alhures sob a hip√≥tese de atender √†s intencionalidades que lhes originaram
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