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    DILEMAS √ČTICOS VIVENCIADOS PELA EQUIPE DE SA√öDE NO CUIDADO √Ä PESSOA EM TRATAMENTO ONCOL√ďGICO

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    Objetivo: Conhecer os dilemas √©ticos vivenciados na pr√°tica da equipe de sa√ļde no cuidado √† pessoa em tratamento oncol√≥gico. M√©todos: Trata-se de estudo qualitativo realizado em unidades de assist√™ncia de alta complexidade em oncologia no munic√≠pio de Feira de Santana-Bahia. Foi realizada uma entrevista semiestruturada, que contou com a participa√ß√£o de onze profissionais da √°rea da sa√ļde. A an√°lise dos dados ocorreu atrav√©s An√°lise de Conte√ļdo proposta por Bardin. Resultados: O estudo apontou que os profissionais de sa√ļde que lidam com pessoas em tratamento oncol√≥gico vivenciam dilemas √©ticos na pr√°tica, frente a: cuidados paliativos; n√£o revelar o diagn√≥stico a pessoa com c√Ęncer; d√ļvida quanto as manobras para reanimar ou n√£o; nega√ß√£o/depress√£o da pessoa com diagn√≥stico de c√Ęncer e seus familiares. Conclus√£o: Os profissionais de sa√ļde vivenciam dilemas √©ticos cotidianamente, entretanto muitas vezes n√£o os reconhecem, bem como ficam na d√ļvida para tomar decis√Ķes

    CUIDADO PARA A PROMO√á√ÉO DE CONFORTO DE FAMILIARES DA PESSOA NO INTRAOPERAT√ďRIO

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    INTRODU√á√ÉO: O conforto √© considerado uma necessidade humana b√°sica, proposta essencial e priorit√°ria, com um objetivo terap√™utico para aten√ß√£o de cada pessoa, a fim de promover bem-estar (CARDOSO; CALDAS; SOUZA, 2019). Nessa perspectiva, o conforto precisa ser implementado tamb√©m para a fam√≠lia que vivencia os sentimentos desagrad√°veis junto com a pessoa que se encontra no per√≠odo intraoperat√≥rio. O per√≠odo intraoperat√≥rio, inicia com a transfer√™ncia da pessoa para a sala de opera√ß√£o e termina com a conclus√£o do procedimento cir√ļrgico e transfer√™ncia da pessoa para a sala de recupera√ß√£o p√≥s-anest√©sica (ESCOBAR et al., 2018). ¬†Diante disso, a promo√ß√£o de conforto dos familiares da pessoa no intraoperat√≥rio se configura como uma pr√°tica essencial, uma vez que permite que os familiares recebam uma escuta singular e atenda √†s necessidades humanas b√°sicas, favorecendo um bem-estar e redu√ß√£o de sentimentos de desconfortos vivenciados. ¬†Nessa perspectiva, o estudo contou principalmente com os estudos de Queiroz et al (2015); Carvezan et al (2017); Jacomossi et al (2017); Queiros et al (2016); Costa, Ambrozio, Maia (2019); Arnhold et al (2017). OBJETIVOS: Promover o cuidado para promo√ß√£o do conforto aos familiares da pessoa no intraoperat√≥rio, descrever a import√Ęncia do cuidado para promo√ß√£o do conforto de familiares em acompanhamento da pessoa no intraoperat√≥rio e elaborar cartilha com orienta√ß√Ķes sobre o cuidado no intraoperat√≥rio e a promo√ß√£o do conforto aos familiares. MATERIAIS E M√ČTODOS: Esta atividade extensionista √© um recorte do Projeto intitulado, ‚ÄúProdu√ß√£o do cuidado para a promo√ß√£o do conforto de fam√≠lias no Hospital Geral Cl√©riston Andrade (HGCA)‚ÄĚ, Resolu√ß√£o CONSEPE 095/2013. A fim de conhecer o que a literatura aborda a respeito dos familiares que acompanham a cirurgia do seu ente, foi realizada uma pesquisa bibliogr√°fica, sobre a promo√ß√£o de conforto dos familiares da pessoa no per√≠odo intraoperat√≥rio e processo de acompanhamento de pessoas hospitalizadas. Consecutivamente, foram realizadas reuni√Ķes semanais com os familiares que se encontravam na sala de espera do centro cir√ļrgico, utilizando como recursos audiovisuais, √°lbum seriado, m√ļsicas instrumentais, mensagens de conforto e a pratica da respira√ß√£o consciente, visando promover conforto aos familiares da pessoa no intraoperat√≥rio. Na vig√™ncia das reuni√Ķes realizadas, foi aplicado um instrumento para a coleta de dados, que contou com a participa√ß√£o de 08 familiares, visando conhecer os confortos e desconfortos, o que contribuiu para a constru√ß√£o da cartilha educativa. A cartilha educativa foi constru√≠da, tomando como base o referencial bibliogr√°fico e coleta de dados realizada com os familiares, contendo informa√ß√Ķes e orienta√ß√Ķes sobre o centro cir√ļrgico e o procedimento diagn√≥stico terap√™utico realizado pela pessoa no intraoperat√≥rio. ¬†Com o objetivo de verificar a representatividade que a cartilha educativa prop√Ķe aos familiares da pessoa no intraoperat√≥rio, foi realizada uma valida√ß√£o, contando com 09 ju√≠zes (experts), sendo todos enfermeiros que atuam em centro cir√ļrgico, contactados por meio eletr√īnico do curr√≠culo lattes, ainda, com o objetivo de garantir a efic√°cia do material educativo, o processo de valida√ß√£o ocorreu em duas etapas, e contando com perguntas objetivas e subjetivas. A an√°lise dos dados obtidos na valida√ß√£o foi realizada partindo da taxa de concord√Ęncia proposta por Ribeiro et al. (2017), para os dados quantitativos, e an√°lise de conte√ļdo proposto por Bardin (2016), para os dados qualitativos. RESULTADOS E DISCUSS√ÉO: Atrav√©s da atividade extensionista visando o acolhimento aos familiares da pessoa no intraoperat√≥rio, foi poss√≠vel promover conforto e minimizar os sentimentos desagraveis que surgem nesse per√≠odo, uma vez que a escuta qualificada associada ao conhecimento obtido atrav√©s da exposi√ß√£o do centro cir√ļrgico por meio do √°lbum seriado, e as m√ļsicas instrumentais, mensagens de conforto e respira√ß√£o consciente, permite que os familiares permane√ßam na sala de espera mais tranquilos e confort√°veis, enquanto aguardam a realiza√ß√£o da cirurgia do seu ente. As fam√≠lias necessitam ser cuidadas tanto quanto a pessoa que est√° passando por um processo diagnostico terap√™utico, e consideram importante o acolhimento recebido pela equipe de sa√ļde, pois minimizam as repercuss√Ķes psicol√≥gicas provenientes da viv√™ncia de hospitaliza√ß√£o (AZEV√äDO; CREPALDI; MORE, 2016). A constru√ß√£o e valida√ß√£o de cartilha educativa √© considerada importante para promover informa√ß√Ķes e conforto para familiares que aguardam seus entes no tratamento realizado em institui√ß√£o de sa√ļde. Para Rodrigues et al., (2020), o uso de tecnologias educacionais impressa, como as cartilhas educativas, √© considerado uma ferramenta vi√°vel para educa√ß√£o em sa√ļde, pois permite a oferta de informa√ß√Ķes pertinentes para a popula√ß√£o, capaz de sensibiliz√°-las. Nessa perspectiva, o processo de valida√ß√£o foi essencial para garantir melhorias no material educativo, visando que os familiares possam receber um material de qualidade e f√°cil compreens√£o. Tendo como base a avalia√ß√£o pelos ju√≠zes, na primeira etapa, 84,62% dos itens abordados na cartilha educativa teve uma taxa de concord√Ęncia menor que o ponto de corte estabelecido, de 80%, exigindo adapta√ß√Ķes para que a cartilha se apresentasse adequada aos familiares da pessoa no intraoperat√≥rio. J√° na segunda etapa de avalia√ß√£o, ap√≥s adapta√ß√Ķes realizadas a partir da sugest√£o dos ju√≠zes, todos os itens obtiveram uma taxa de concord√Ęncia acima que 80%, sendo que apenas um deles foi inferior a 100%, configurando como um material adequado e valido para os familiares em processo de acompanhamento. A valida√ß√£o desempenha papel importante na produ√ß√£o ou na melhoria da cartilha educativa, possibilitando melhor acolhimento, e que promova a sa√ļde e o cuidado (LEITE et al., 2018; WIESNER et al., 2020). CONSIDERA√á√ēES FINAIS: Os resultados desta atividade extensionista demonstrou que o acolhimento dos familiares da pessoa no intraoperat√≥rio √© fundamental para a promo√ß√£o de conforto, permitindo que ocorra a redu√ß√£o de sentimentos desagraveis e que os mesmos permane√ßam na sala de espera de forma confort√°vel. Al√©m disso a cartilha educativa validada ir√° promover conforto e orienta√ß√Ķes pertinentes aos familiares em processo de acompanhamento dos entes no intraoperat√≥rio
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