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    Prioriza√ß√£o de √Āreas para a Conserva√ß√£o da Biodiversidade no Cerrado Brasileiro: uma Ordena√ß√£o Baseada na Distribui√ß√£o de T√°xons Amea√ßados

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    Trabalho de Conclus√£o de Curso apresentado ao Instituto Latino-Americano de Ci√™ncias da Vida e Natureza da Universidade Federal da Integra√ß√£o Latino-Americana, como requisito parcial √† obten√ß√£o do t√≠tulo de Bacharel em Ci√™ncias Biol√≥gicas ‚Äď Ecologia e Biodiversidade.A utiliza√ß√£o dos recursos naturais de forma desmedida acarretou o que hoje podemos chamar de crise da biodiversidade. A Biologia da Conserva√ß√£o √© uma ci√™ncia que busca desenvolver, de maneira categ√≥rica, solu√ß√Ķes que auxiliem na preserva√ß√£o da natureza. A aloca√ß√£o de esfor√ßos deve seguir uma l√≥gica mediada pela maximiza√ß√£o de conserva√ß√£o sob recursos limitados, direcionando-os de forma estrat√©gica a partir de um Planejamento Sistem√°tico para a Conserva√ß√£o. O Cerrado √© o segundo maior bioma brasileiro, resguardando em sua distribui√ß√£o √°reas com alto n√≠vel de endemismo de organismos, associados a complexa heterogeneidade ambiental. Somado a isso, a exorbitante explora√ß√£o deste bioma, principalmente atrav√©s da convers√£o de √°reas naturais para terras agricult√°veis, fez com que tal fosse classificado como um hotspot mundial da biodiversidade. As principais amea√ßas √† biodiversidade s√£o fruto da necessidade de expans√£o humana em busca de artif√≠cios para a sobreviv√™ncia, como expans√£o de centros urbanos e agropecu√°ria. A degrada√ß√£o das √°reas de ocorr√™ncia das esp√©cies contribui para a uma piora no seu status de amea√ßa, medido pela IUCN. Cerca de 91 esp√©cies que est√£o distribu√≠das pelo Cerrado s√£o classificadas nas 4 principais categorias de amea√ßa. A rede de unidades de conserva√ß√£o √© o principal meio para promover a perpetua√ß√£o das esp√©cies ao longo do bioma, a partir da prote√ß√£o de regi√Ķes cuja import√Ęncia de conserva√ß√£o √© mais acentuada. Considerando a distribui√ß√£o dos 91 t√°xons classificados nas principais categorias de amea√ßa de extin√ß√£o, este trabalho buscou indicar √°reas priorit√°rias para a conserva√ß√£o da biodiversidade terrestre do Cerrado. Para isso foi utilizado o programa computacional Zonation seguindo a regra de perda marginal atribu√≠da pela Additive Benefit Function (ABF), pesando a prioridade de cada esp√©cie atrav√©s dos crit√©rios de amea√ßa da IUCN (Criticamente amea√ßada, Em Perigo, Vulner√°vel e Quase Amea√ßada) e a sobreposi√ß√£o dos pol√≠gonos das 91 esp√©cies no Cerrado brasileiro. Como crit√©rio de corte, apenas as c√©lulas (com tamanho padr√£o de 0,25¬ļx0,25¬ļ) que apresentavam valor ‚©ĺ 0,80 foram consideradas priorit√°rias. As √°reas resultantes tamb√©m foram contrastadas com as √°reas protegidas existentes, sendo exclu√≠das aquelas que j√° estavam sob prote√ß√£o. Testes relacionados com a acur√°cia na escolha das √°reas foram realizados, para compara√ß√£o com escolha de √°reas aleat√≥rias e flexibilidade. Como resultado final, um mapa com 442 √°reas priorit√°rias foi formado, distribu√≠do pelas 13 unidades federativas que comp√Ķem o Cerrado. A maior por√ß√£o ocorreu nos estados pertencentes √† regi√£o Centro-Oeste (50,6%) e a menor na regi√£o Sul (0%). O estado que obteve maior quantitativo de sobreposi√ß√£o das √°reas priorit√°rias em detrimento das c√©lulas priorizadas foi o Tocantins (50%). A curva de desempenho e o histograma, lidos concomitantemente com o mapa, revelaram que a conserva√ß√£o destas √°reas contemplaria toda a distribui√ß√£o das esp√©cies mais amea√ßadas e pelo menos 10% das menos amea√ßadas. As an√°lises adicionais de flexibilidade e aleatoriza√ß√£o conclu√≠ram que a escolha das √°reas a partir dos crit√©rios s√£o as melhores poss√≠veis para os recursos utilizados. Considerando os resultados dessa an√°lise, uma proposta de estudos relacionado, por exemplo, a mitiga√ß√£o de impactos com foco em cada √°rea priorit√°ria, acentuando os principais impactos negativos da regi√£o, √© recomend√°vel

    NEOTROPICAL CARNIVORES: a data set on carnivore distribution in the Neotropics

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    Mammalian carnivores are considered a key group in maintaining ecological health and can indicate potential ecological integrity in landscapes where they occur. Carnivores also hold high conservation value and their habitat requirements can guide management and conservation plans. The order Carnivora has 84 species from 8 families in the Neotropical region: Canidae; Felidae; Mephitidae; Mustelidae; Otariidae; Phocidae; Procyonidae; and Ursidae. Herein, we include published and unpublished data on native terrestrial Neotropical carnivores (Canidae; Felidae; Mephitidae; Mustelidae; Procyonidae; and Ursidae). NEOTROPICAL CARNIVORES is a publicly available data set that includes 99,605 data entries from 35,511 unique georeferenced coordinates. Detection/non-detection and quantitative data were obtained from 1818 to 2018 by researchers, governmental agencies, non-governmental organizations, and private consultants. Data were collected using several methods including camera trapping, museum collections, roadkill, line transect, and opportunistic records. Literature (peer-reviewed and grey literature) from Portuguese, Spanish and English were incorporated in this compilation. Most of the data set consists of detection data entries (n = 79,343; 79.7%) but also includes non-detection data (n = 20,262; 20.3%). Of those, 43.3% also include count data (n = 43,151). The information available in NEOTROPICAL CARNIVORES will contribute to macroecological, ecological, and conservation questions in multiple spatio-temporal perspectives. As carnivores play key roles in trophic interactions, a better understanding of their distribution and habitat requirements are essential to establish conservation management plans and safeguard the future ecological health of Neotropical ecosystems. Our data paper, combined with other large-scale data sets, has great potential to clarify species distribution and related ecological processes within the Neotropics. There are no copyright restrictions and no restriction for using data from this data paper, as long as the data paper is cited as the source of the information used. We also request that users inform us of how they intend to use the data
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