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A EDUCAÇÃO FINANCEIRA E SEU IMPACTO NA GESTÃO DE RECURSOS ENTRE JOVENS UNIVERSITÁRIOS
This study aimed to analyze the impact of financial education on resource management among young university students. The research adopted a qualitative and exploratory approach, using the multiple case study method with ten students from different courses, through semi-structured interviews. Data analysis was conducted based on the content analysis technique. The results indicate that most university students have basic or intermediate knowledge of financial concepts, such as budgeting, savings, debt, and investments. Despite the gap in formal education, many demonstrate an effort to apply conscious financial practices, such as using spreadsheets, controlling expenses, and searching for information in digital sources. The use of credit cards is common, but usually surrounded by caution. It was observed that the knowledge acquired, even if informal, positively influenced the financial behavior of the participants, promoting greater autonomy and responsibility in decision-making. However, the authors emphasize that technical knowledge, although necessary, is not enough. Emotional and contextual factors, such as self-control and family socialization, also significantly impact financial practices. It is concluded that the systematic inclusion of financial education in school and university curricula is essential to educate individuals who are better prepared to manage their resources. The research contributes to the field of Administration by suggesting educational policies and pedagogical strategies that promote financial literacy and the development of socioeconomic skills.
Keywords: Financial education; University students; Resource management.O presente estudo teve como objetivo analisar o impacto da educação financeira na gestão de recursos entre jovens universitários. A pesquisa adotou uma abordagem qualitativa e exploratória, utilizando o método de estudo de casos múltiplos com dez estudantes de cursos diversos, por meio de entrevistas semiestruturadas. A análise dos dados foi conduzida com base na técnica de análise de conteúdo. Os resultados indicam que a maioria dos universitários possui conhecimento básico ou mediano sobre conceitos financeiros, como orçamento, poupança, endividamento e investimentos. Apesar da lacuna na formação formal, muitos demonstram esforço em aplicar práticas financeiras conscientes, como o uso de planilhas, controle de despesas e busca por informações em fontes digitais. O uso do cartão de crédito é comum, mas geralmente cercado de cautela. Observou-se que o conhecimento adquirido, mesmo que informal, influenciou positivamente o comportamento financeiro dos participantes, promovendo maior autonomia e responsabilidade na tomada de decisões. No entanto, os autores destacam que o conhecimento técnico, embora necessário, não é suficiente. Fatores emocionais e contextuais, como autocontrole e socialização familiar, também impactam significativamente as práticas financeiras. Conclui-se que a inclusão sistemática da educação financeira no currículo escolar e universitário é fundamental para formar indivíduos mais preparados para a gestão de seus recursos. A pesquisa contribui para o campo da Administração ao sugerir políticas educacionais e estratégias pedagógicas que promovam a alfabetização financeira e o desenvolvimento de competências socioeconômicas.
Palavras-chave: Educação financeira; Universitários; Gestão de recursos
