1,208 research outputs found

    A paisagem urbana e a publicidade exterior: um cenário vivo na configuração da experiência do sentir

    Get PDF
    Comunica√ß√£o apresentada ao LUSOCOM, 6, Covilh√£, 2004.Actualmente, as cidades mostram-se revestidas de imagens diversas, desde as sinaliza√ß√Ķes de tr√Ęnsito e outras, at√© aos graffiti e ainda aos m√ļltiplos letreiros dos estabelecimentos comerciais e de servi√ßos que, mais ou menos ostensivamente, nos apontam o seu estandarte num cen√°rio j√° de si visualmente saturado e desarrumado ao olhar. Pelo seu impacto, posi√ß√£o estrat√©gica e estreita imbrica√ß√£o com a arquitectura urbana, bem como com todas as suas estruturas, nomeadamente as de mobilidade, a publicidade exterior, nos seus v√°rios formatos e suportes, aparece como um meio de comunica√ß√£o privilegiado, inscrito num processo de estetiza√ß√£o geral da paisagem urbana. Tal significa que a experi√™ncia sens√≠vel contempor√Ęnea √© em parte configurada por estas imagens publicit√°rias, num contexto espec√≠fico e em determinadas condi√ß√Ķes de percep√ß√£o. Trata-se de um cen√°rio em constante muta√ß√£o, quer devido √†s pr√≥prias caracter√≠sticas inerentes √† natureza publicit√°ria - pautada por uma efemeridade e sazonalidade implac√°veis ‚Äď, quer porque os seus suportes f√≠sicos se adaptam, numa perfeita rela√ß√£o com o meio, √† pr√≥pria din√Ęmica das estruturas urbanas. Interrogarmo-nos e reflectirmos sobre estas quest√Ķes, sobretudo procurando compreender as suas implica√ß√Ķes no quadro de um mundo cada vez mais mediatizado e aparentemente menos experienciado, √© o objectivo a que aqui nos propomos

    A publicidade e o servi√ßo p√ļblico de televis√£o (o caso RTP) : contributos para uma reflex√£o

    Get PDF
    No quadro do debate nacional sobre o servi√ßo p√ļblico de televis√£o, pretende-se com este artigo elucidar alguns aspectos que consideramos fundamentais para uma discuss√£o e reflex√£o aprofundadas sobre o papel da publicidade na referida paisagem medi√°tica

    ‚ÄúViagens na minha cidade‚ÄĚ: interpela√ß√Ķes da publicidade exterior

    Get PDF
    Comunica√ß√£o apresentada ao VI Congresso da LUSOCOM, 21-22 Abril, 2004, UBI, Covilh√£.A mensagem publicit√°ria constitui um elemento frequente e expressivo na paisagem urbana. De modo aparentemente desordenado, as mensagens sucedem-se ao longo dos diversos percursos que a cidade permite, determinados por necessidades e curiosidades dos transeuntes, residentes ou visitantes. Com presen√ßa mais significativa em determinadas zonas ‚Äď zonas de ac√ß√£o preferenciais da publicidade ‚Äď as mensagens publicit√°rias exibem-se em diferentes suportes, interpelando e marcando as pessoas que, muitas vezes distraidamente, as percepcionam. Est√≠mulos oferecidos e dispon√≠veis a todos, imagens de grande impacto visual naturalmente inseridas na paisagem, transportam mensagens do corpo social ao indiv√≠duo, cuja influ√™ncia sobre as representa√ß√Ķes, quadros atitudinais e comportamentos pessoais n√£o √© desprez√≠vel. Nesta comunica√ß√£o damos conta de um passeio pela nossa cidade, √† descoberta das imagens publicit√°rias que a povoam, sua fun√ß√£o e significados ‚Äď ‚Äúum jornal do tempo que corre‚ÄĚ

    Gritos na paisagem do nosso interior: o outdoor no percurso de configuração quotidiana do ser

    Get PDF
    Comunicação apresentada nas Jornadas de Publicidade e Comunicação, UBI, Covilhã, 7-8 Novembro de 2003.Reflectir sobre o ser e a sua configuração, a partir da experiência sensível quotidiana de confronto com a publicidade exterior, inserida no quadro da paisagem urbana, é o fim a que nos propomos com a presente comunicação

    O paraíso prometido: uma leitura íntima do discurso publicitário

    Get PDF
    Comunica√ß√£o apresentada ao I Congresso Ib√©rico de Comunica√ß√£o ‚Äď Faculdade de Ci√™ncias da Comunica√ß√£o da Universidade de M√°laga e SOPCOM, M√°laga, 6 a 10 de Maio, 2001.Somos por diversas vezes interpelados por imagens que nos levam a um encontro connosco pr√≥prios e √† percep√ß√£o √≠ntima de uma personalidade cujos mist√©rios a n√≥s mesmos se revelam. Tal poder√° acontecer com imagens de naturezas e fun√ß√Ķes diversas. Mas √© sobre a imagem publicit√°ria, inscrita num determinado contexto de recep√ß√£o, que se trata de reflectir. Imediatamente identificada como tal, e n√£o se confundindo com outras formas de comunica√ß√£o, o sentido da publicidade vai muito para al√©m da mera atribui√ß√£o de marca e/ou de produto. T√£o pouco se confina √† concretiza√ß√£o de uma estrat√©gia comercial. Embora sejam estes fins espec√≠ficos aqueles que determinam a natureza persuasiva do discurso publicit√°rio. Um discurso que nos atrai pela sugest√£o de uma multiplicidade de sensa√ß√Ķes e de prazeres que nos convidam ao aconchego do sonho e do para√≠so prometido. Menos pac√≠fico √© o confronto com uma realidade que se nos imp√Ķe, lembrando-nos a efemeridade do ‚Äúimp√©rio dos nossos sentidos‚ÄĚ. Trata-se de uma realidade tecida de armaduras r√≠gidas de valores, capazes de normalizar as nossas pr√°ticas sobre o dever ser, o dever fazer, o dever estar. Estes quadros de refer√™ncia s√£o fundamentais, na medida em que minimizam a nossa percep√ß√£o de risco, exacerbada na contemporaneidade. Apaziguando o medo de nos perdermos na solid√£o da procura e da interroga√ß√£o de n√≥s mesmos. √Č neste jogo que os conflitos se instalam. N√£o tivesse a publicidade por fim, simultaneamente, conquistar a nossa vontade e encantar o nosso desejo. Tal √© o que procuraremos ilustrar com a an√°lise de um an√ļncio publicit√°rio, decodificando a sua estrutura e condi√ß√Ķes de produ√ß√£o e de recep√ß√£o discursivas

    Uses of Spaces, Freedoms and Constraints - S√£o Paulo, Clean City : a case study

    Get PDF
    As formas sens√≠veis que se interp√Ķem √† experi√™ncia quotidiana de circula√ß√£o pelo espa√ßo urbano encontram na publicidade exterior um dos meios mais prop√≠cios ao exerc√≠cio da vida social. Por√©m, a publicidade exterior imp√Ķe-se numa rela√ß√£o dial√≥gica nem sempre pac√≠fica, entendida como uma amea√ßa √† ordem (desordem) da cidade percebida. Poder√° a publicidade deixar de querer afirmar o lugar da persuas√£o, da sedu√ß√£o e da po√©tica no quadro da vida urbana contempor√Ęnea? Em 26 de Setembro de 2006, a C√Ęmara Municipal de S√£o Paulo, no Brasil, aprovou a Lei Cidade Limpa, visando a proibi√ß√£o da publicidade exterior. Desde ent√£o, uma ac√©rrima pol√©mica tem ocupado cidad√£os, pol√≠ticos, arquitetos, urbanistas, publicit√°rios, bem como artistas, entre diversos tipos de interlocutores, na defesa de pontos de vista por vezes radicalmente irreconcili√°veis. √Č nossa convic√ß√£o que subjacente a uma tal discuss√£o se encontram diferentes no√ß√Ķes de felicidade, individual ou coletiva, que na sua particular aplica√ß√£o ao espa√ßo e cultura da cidade, em fase de prepara√ß√£o da Copa do Mundo de 2014 (em S√£o Paulo), importa cartografar.Funda√ß√£o para a Ci√™ncia e a Tecnologia (FCT

    Gritos na paisagem do nosso interior: a publicidade outdoors no percurso de configuração quotidiana da identidade individual

    Get PDF
    Comunica√ß√£o apresentada ao VII Congresso Latinoamericano de Investigadores de la Comunicaci√≥n (ALAIC), La Plata, Buenos Aires, 11-16 Outubro, 2004.¬ęNaturalmente¬Ľ integrada na paisagem urbana, a publicidade exterior insere-se nas suas dimens√Ķes est√©tica e visual, em cont√≠nua interac√ß√£o com as outras imagens que acompanham os itiner√°rios de mobilidade quotidiana. Enquanto lugares imagin√°rios privilegiados, onde o interior e o exterior se jogam, as imagens publicit√°rias concorrem, assim, para a configura√ß√£o quotidiana do ser, idealizado a partir de uma dada experi√™ncia sens√≠vel. Tal realidade √© determinante no processo de constru√ß√£o da nossa identidade individual, uma vez que a auto-percep√ß√£o, consciente ou inconsciente, se inscreve numa din√Ęmica cont√≠nua entre as esferas p√ļblica e privada

    A paisagem (urbana) no cinema. Um √ļltimo plano de leitura

    Get PDF
    (Excerto) ¬ęO jardim familiar (primeira fase do abandono): mont√Ķes informes de silvedo, buxo descabelado, urtigas, flores selvagens. As palmeiras de pouco porte incharam tanto que fazem pensar em an√Ķes velhos, doentes, com as suas cabeleiras, as suas folhas emaranhadas, caindo em arco at√© ao ch√£o¬Ľ. Assim se abre o convite de Carlos de Oliveira a uma deambula√ß√£o por entre o interior-exterior de uma paisagem que a todo o instante se inventa. Sobre as mem√≥rias, os lugares, erguem-se dunas, vozes, intensidades de luz e passos que negrejam. S√£o infinitos os modos de descrever uma paisagem... mas o que √©, antes de mais, a paisagem? Admite-se que os seres humanos, confrontados coma natureza, tenham desde logo encetado uma √≠ntima rela√ß√£o com o mundo do vis√≠vel. Por√©m, uma tal ¬ęvis√£o¬Ľ, motivada pelo reconhecimento do car√°cter vital da natureza, n√£o implica necessariamente uma ¬ęexperi√™ncia est√©tica¬Ľ, resultante dos efeitos do universo exterior sobre o olhar. Na verdade, imp√Ķe-se uma certa dist√Ęncia como condi√ß√£o de possibilidade e de transforma√ß√£o subjectiva do territ√≥rio em paisagem. Nascida da percep√ß√£o individual, a constru√ß√£o da ¬ępaisagem¬Ľ funda-se num impulso fusional com um lugar que se torna estrangeiro e, desse modo, objecto de reflex√£o

    A arte urbana e os lugares do habitar. Up There, o caso da intervenção de Katre no Bairro de Carcavelos

    Get PDF
    O graffiti √© frequentemente discutido enquanto pr√°tica subversiva de agenciamento de identidades, em contra-corrente com a ordem estabelecida, enquanto campo de for√ßas e de luta simb√≥lica pela apropria√ß√£o do espa√ßo urbano, lugar de express√£o das sub-culturas, pr√°tica de enuncia√ß√£o e de re-cria√ß√£o do imagin√°rio coletivo, inst√Ęncia de novas socialidades (Campos, 2010, 2013; Ferrel, 1996; Hebdige, 2005; Pais, 2003; Pescio, 2015; Rose, 2005). Menos usuais s√£o os estudos sobre o graffiti re-centrados nos contextos pragm√°ticos de enuncia√ß√£o discursiva concretos, nas circunst√Ęncias espacio- temporais espec√≠ficas, de onde essas mesmas enuncia√ß√Ķes edificam espa√ßamentos, ou, em s√≠ntese, na pesquisa aprofundada das formas de comunica√ß√£o, nomeadamente as visuais, potenciadoras de modos particulares, individuais e coletivos, do habitar (Heidegger). Este cap√≠tulo tem como prop√≥sito, precisamente, analisar as pr√°ticas discursivas de arquitetura semi√≥sica (Peirce) agenciada pela arte urbana, num dado contexto esp√°cio-temporal. Para tal, prop√Ķe-se como objeto de pesquisa o caso Up There, um projeto de arte urbana implementado na cidade de Matosinhos, com incid√™ncia na interven√ß√£o do artista Katre, no Bairro de Carcavelos.info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    A publicidade outdoors na reconfiguração da intimidade: o quotidiano administrado sobre a biografia dos indivíduos

    Get PDF
    (Excerto) As ra√≠zes mais profundas da¬† no√ß√£o de publicidade ou, mais precisamente,¬† de p√ļblico remontam √†¬†antiguidade.¬†Nessa¬†altura,¬†a¬†vida¬†p√ļblica¬†desenvolve¬≠-se na agora e¬†‚Äúa¬†publicidade constitui-¬≠se¬†na¬†conversa√ß√£o (lexis), que¬†pode¬†tamb√©m tomar¬†a¬†forma¬†da¬†delibera√ß√£o e¬†do¬†tribunal, assim como no fazer comum (praxis)‚ÄĚ (Habermas,1981:¬†43). Por contraposi√ß√£o √†¬† esfera¬† privada, emerge¬† a¬† publicidade, ‚Äúcomo um reino da¬†liberdade¬†e¬†da¬†continuidade.¬†√Ä luz¬†da¬†publicidade tudo e¬†manifesta¬†tal como √©, tudo¬†se¬† faz a¬† todos vis√≠vel. Na¬† conversa√ß√£o entre¬† cidad√£os as coisas fluem atrav√©s da¬†linguagem e¬† ganham formaÕĺ na¬† disputa¬† entre¬† iguais sobressaem os melhores e¬† estes ganham a¬† sua¬† ess√™ncia: a¬† imortalidade da fama‚ÄĚ (Ibidem:¬† 43). Contudo, o sentido¬†moderno da¬†palavra¬†publicidade surge¬†apenas na¬†primeira¬†metade do s√©culo XIX, com¬†o desenvolvimento da¬†sociedade industrial e¬†com o nascimento das primeiras ag√™ncias de¬† publicidade, quer¬† na¬† Europa¬† quer¬† nos Estados Unidos. At√©¬† ent√£o, a¬† publicidade pretendia, sobretudo, designar¬†a¬†actividade de¬†tornar¬†p√ļblico, de¬†divulgar, de¬†difundir produtos ou¬†servi√ßos, bem como os respectivos locais de¬†venda, ou¬†mesmo promover¬†espect√°culos e¬†outros eventos, inicialmente¬†atrav√©s do preg√£o e¬†das tabuletas e, mais tarde, com o aparecimento da¬†imprensa,¬†na¬†primeira¬†metade do¬†s√©culo XV,¬†atrav√©s do cartaz e dos pequenos an√ļncios, os quais s√≥ apareceriam no s√©culo XVII
    • ‚Ķ
    corecore