123 research outputs found

    Campanhas anti-droga e moralização do jovem criminoso

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    Apresenta√ß√£o efectuada no Congresso ‚ÄúCriminalidade hoje em Portugal : a realidade e a constru√ß√£o do imagin√°rio‚ÄĚ, promovido pelo Instituto de Ci√™ncias Sociais da Universidade do Minho e pelo Centro de Estudos Judici√°rios, Braga, 1998

    Discurso jornalístico e a construção da juventude

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    Ainda que a fase da vida rotulada como ‚Äúadolesc√™ncia‚ÄĚ ou ‚Äújuventude‚ÄĚ seja estabelecida cronol√≥gica e biologicamente, ela √© em primeiro lugar uma constru√ß√£o social (Pais, 1993), discursiva (Androutsopoulos, 2003) e cultural (Wyn e White, 1997), que denota o que √© ser jovem em rela√ß√£o ao que √© interpretado como ser crian√ßa ou adulto (Forn√£s, 1995), em contextos hist√≥ricos e culturais particulares. Neste artigo apresento de forma sucinta os resultados de um estudo explorat√≥rio sobre o discurso que os jornais e revistas nacionais de informa√ß√£o geral produzem sobre jovens. Os textos recolhidos, cobrindo assuntos relacionados com jovens, e referentes a uma semana de publica√ß√£o, foram analisados com a ajuda de instrumentos te√≥ricos e metodol√≥gicos disponibilizados pela ACD (e.g. Van Dijk, 2005). Sem ser conclusivo, este estudo permitiu constatar que o acesso dos jovens ao discurso jornal√≠stico, seja como protagonistas, seja como refer√™ncia, √© limitado, apesar de a semana em estudo coincidir com um momento de agita√ß√£o estudantil e de avalia√ß√£o das escolas. Vimos tamb√©m que √© um discurso eivado de generaliza√ß√Ķes irrespons√°veis, e pouco rigoroso em termos jornal√≠sticos. Oferece uma vers√£o tripartida dos jovens, posicionando-os como excepcionalmente dotados ou brilhantes, como inocentes ou v√≠timas, e como perigosos ou causadores de problemas, sendo esta √ļltima a representa√ß√£o prevalecente. Estes apontamentos apontam para a possibilidade de a realidade nacional do discurso jornal√≠stico sobre jovens n√£o ser muito diferente da de outros pa√≠ses europeus (Devlin, 2005; Wyn, 2005). Mas esta ser√° uma quest√£o a averiguar em projectos de investiga√ß√£o a vir

    Discurso das campanhas anti-droga e as desigualdades entre a maioria straight e as minorias consumidoras

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    CONGRESSO LUSO-AFRO-BRASILEIRO DE CI√äNCIAS SOCIAIS, 8, Coimbra, 2004 ‚Äď ‚ÄúA quest√£o social no novo mil√©nio‚ÄĚ.Nesta comunica√ß√£o evidencio a forma como o discurso das campanhas p√ļblicas anti-droga actua, expressa e pode contribuir para re-produzir as assimetrias e as desigualdades entre maiorias ‚Äústraight‚ÄĚ e as minorias consumidoras de drogas ilegais. Irei mostrar, por um lado, o poder social por detr√°s deste discurso e, por outro, a forma como o poder √© exercido no pr√≥prio discurso. Para responder √† primeira preocupa√ß√£o centro-me na quest√£o do acesso √†s campanhas p√ļblicas, ou melhor, na forma como o acesso √†s mesmas √© controlado. Mostro que esse controlo se efectiva de v√°rias formas, e evidencio tamb√©m os efeitos do mesmo a v√°rios n√≠veis sociais. O segundo conjunto de estrat√©gias pertence √†s estruturas do texto e fala que materializam essas campanhas. Nestas estruturas real√ßo o papel ret√≥rico das nega√ß√Ķes pol√©micas e as suas fun√ß√Ķes pol√≠ticas. Para a an√°lise uso as teorias e instrumentos fornecidos pela An√°lise Cr√≠tica do Discurso (van Dijk 2000), uma forma de an√°lise de discurso que se distingue, entre outras coisas, pela seu car√°cter multidisciplinar e pelo seu empenho pol√≠tico na constru√ß√£o de uma forma de conhecimento que funcione como princ√≠pio de solidariedade. Os exemplos s√£o retirados de um corpus que integrou um estudo mais alargado sobre o discurso destas campanhas e suas ideologias (Pinto Coelho 2003)

    Sa√ļde, sociedade, cultura e comunica√ß√£o

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    Neste cap√≠tulo, discutimos, num primeiro momento, algumas quest√Ķes relacionadas com a ressignifica√ß√£o da sa√ļde nas sociedades e nas culturas atuais, e em seguida apresentamos em linhas gerais os interesses e as caracter√≠sticas da investiga√ß√£o sobre comunica√ß√£o e sa√ļde nos m√©dia

    The discoursive construction of women in public campaigns against drugs : looking into its ideological work

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    INTERNATIONAL CONFERENCE ON CRITICAL DISCOURSE ANALYSIS, 1, Valencia, 2004.This paper analyse the way women are talked about in portuguese public campaigns against drugs, using a critical discourse approach, Kress and Van Leeuwen (1996), Wodak (1997), van Dijk (2001). When women are chosen as topics of discourse, they are constructed as two types of mothers: as mothers in the problematic family that gives raise to addiction, and as addict mothers. My aim is to show the role of various linguistic resources and of its interplay with semiotic ones in the construction of these two social figures. I argue that parental discourse in prevention campaigns functions to reinforce gender diference by maintaining a sexist ideology, one that serves to obscure public responsibility for the conditions under which women are likely to be pregnant and perform mother-work, and that places undue burdens on women. At the same time, this kind of ideological work also functions to reinforce the otherness of drug users and, through that, to justify policy decisions

    Persuasão em campanhas de prevenção das drogas: para reflectir sobre a ética dos procedimentos persuasivos

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    Esta exposi√ß√£o tem como objectivo dar conta das estrat√©gias persuasivas utilizadas nas campanhas de preven√ß√£o das drogas, tendo vista tecer algumas considera√ß√Ķes sobre a natureza da rela√ß√£o comunicador/p√ļblicos accionada e constru√≠da no discurso produzido nesse tipo de situa√ß√£o comunicativa. Para al√©m de levantar algumas quest√Ķes relacionadas com a dimens√£o √©tica dessa rela√ß√£o, pretende-se tamb√©m refor√ßar a opini√£o que defende a exist√™ncia de uma continuidade entre discurso preventivo e discurso repressivo, e a natureza ideol√≥gica do mesmo

    O 5 de Outubro de 1910 na imprensa da cidade de Braga

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    Detendo-me num momento particular da hist√≥ria da cidade de Braga, e das suas pr√°ticas jornal√≠sticas a prop√≥sito de um acontecimento pol√≠tico que marcou para sempre a hist√≥ria do nosso pa√≠s, a revolu√ß√£o de 5 de Outubro de 1910, no quadro da minha tese de mestrado, defendida em 1991 na Faculdade de Ci√™ncias Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, pretendo neste cap√≠tulo dar conta dos tra√ßos gerais da imprensa publicada na cidade e das suas reac√ß√Ķes √† chegada da Rep√ļblica e ao primeiro trimestre de governa√ß√£o republicana. A imprensa da cidade de Braga, √† semelhan√ßa do jornalismo portugu√™s da √©poca, vivia e ecoava as tens√Ķes sociais do momento, marcado pelo confronto e pela radicaliza√ß√£o das for√ßas pol√≠ticas e religiosas. Mas que for√ßas eram essas? Como reagiram os jornais perante uma mudan√ßa estrutural t√£o prometida, por um lado, e face √† Rep√ļblica debutante sob o signo da amea√ßa mon√°rquica, por outro? Ter√° Braga reagido de pronto ao toque de Lisboa? Ter√° a imprensa de Braga reagido de uma forma un√≠ssona? Partindo dos resultados da an√°lise de conte√ļdo (Bardin, 1988) que fizemos, respondemos em seguida a estas quest√Ķes, n√£o sem antes dar conta de algumas das caracter√≠sticas do tipo de jornais produzidos √† √©poca na cidade de Braga

    Young people in the Portuguese press discourse: an exploratory study

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    A investiga√ß√£o tem real√ßado o poder do discurso dos media na constitui√ß√£o da ‚Äújuventude‚ÄĚ como uma categoria homog√©nea e problem√°tica. Este artigo apresenta os resultados de um estudo explorat√≥rio sobre este discurso, praticamente inexplorado no contexto nacional. N√£o tendo pretens√Ķes de representatividade nem de generali- za√ß√£o, examina o conte√ļdo e o estilo dos textos sobre jovens publicados durante uma semana nos principais jornais e revistas de informa√ß√£o geral, tendo em conta algumas das suas condi√ß√Ķes de produ√ß√£o, a forma como estes manifestam e constituem um modo de controlo da ac√ß√£o discursiva dos jovens e propiciam a reprodu√ß√£o de conhecimento, atitudes e ideologias adultoc√™ntricas.Previous research has shown how media discourse presents youth as a homogeneous and problematic category, but in Portugal media coverage of youth remains unexplored. This article is a summary of an exploratory study about this discourse, containing a detailed analysis of all reports about young people published during the period of a week in the major newspapers and news magazines. Within its limitations, it examines the contents and the style of news reports, having in mind some features of newspaper production, the way these discursive features reveal and constitute a form of controlling youth discursive action and propitiate the reproduction of ageistic knowledge, attitudes and ideologies.(undefined

    Imagens publicitárias : jogos do olhar, género e sexualidades

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    Os tra√ßos patriarcais que marcam o olhar na imagem cinematogr√°fica t√™m sido amplamente discutidos desde o trabalho pioneiro de Laura Mulvey sobre o assunto (Mulvey, 1975/1989). O mesmo n√£o acontece nas discuss√Ķes sobre a imagem publicit√°ria da mulher. Neste artigo defendo que a an√°lise do olhar √© fundamental para compreender o funcionamento persuasivo e a efic√°cia social deste tipo de imagem. Situando-me no quadro da semi√≥tica visual social de Gunther Kress e Theo van Leeuwen (1997), fa√ßo uma an√°lise de cinco imagens, centrando-me nas no√ß√Ķes de g√©nero e de sexualidade que as constru√ß√Ķes visuais do olhar implicam e produzem. Sugiro que estas imagens criam oportunidades para o desejo e prefer√™ncias sexuais que escapam √† regra heterossexual dominante, e que jogam com as contradi√ß√Ķes e tens√Ķes presentes nas rela√ß√Ķes de g√©nero das sociedades ocidentais actuais

    VIH/SIDA nos jornais portugueses : constru√ß√Ķes visuais e lingu√≠sticas, discursos e g√©nero

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    Este artigo questiona a representa√ß√£o visual do VIH/SIDA na imprensa portuguesa, partindo de uma abordagem da semi√≥tica social (Kress e van Leeuwen, 1996) e de uma perspectiva feminista (Lazar, 2005). Pretende destacar o modo como se combinam os discursos usados na constru√ß√£o visual do VIH/SIDA e os usados na sua constru√ß√£o lingu√≠stica, prestando especial aten√ß√£o √†s diferen√ßas e semelhan√ßas entre representa√ß√Ķes de mulheres e de homens e aos discursos de g√©nero. Pode ser visto tamb√©m como exemplo de uma forma poss√≠vel de articular a Semi√≥tica Social da imagem visual com a An√°lise Cr√≠tica do Discurso (e.g. van Dijk, 2005) numa an√°lise da constru√ß√£o do g√©nero no discurso jornal√≠stico.This article discusses the visual representation of HIV/AIDS in the Portuguese press from a feminist perspective (Lazar, 2005), using a social semiotic approach (Kress & van Leeuwen, 1996). It aims to show the relations between the discourses used in the linguistic and in the visual constructions of HIV/AIDS focusing on co-constructions of ways of performing sexual differences and on the role of gender discourses. This research also intends to provide an example of how visual Social Semiotics and may be articulated with Critical Discourse Analysis (e.g. van Dijk, 2005) to analyse gender in newspapers‚Äô discourse
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