58 research outputs found

    The need to deconstruct the "lusocentric misunderstanding"

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    Este curto ensaio centra-se na reflex√£o cr√≠tica sobre alguns dos factos que alimentam o ‚Äúequ√≠voco lusoc√™ntrico‚ÄĚ, conceito tomado de empr√©stimo a Martins (2006, 2011, 2014), que traduz um dos entendimentos dominantes sobre a ideia de lusofonia. Esta reflex√£o conduz-nos pelos caminhos da hist√≥ria, dos movimentos migrat√≥rios e da l√≠ngua enquanto aspetos fundamentais dos processos de constru√ß√£o da identidade, problematizando-os quer do ponto de vista do ex-colonizador, quer do ponto de vista dos ex-colonizados. A tens√£o cr√≠tica entre os dois pontos de vista remete para a necessidade de desconstru√ß√£o do ‚Äúequ√≠voco lusoc√™ntrico‚ÄĚ, condi√ß√£o imprescind√≠vel para a consubstancia√ß√£o da comunidade geocultural da lusofonia enquanto espa√ßo de diversidade cultural no quadro da atual globaliza√ß√£o de sentido √ļnico.This short essay focuses on critical reflection on some of the facts that feed the ‚Äúlusocentric misunderstandig‚ÄĚ concept taken from Martins, M. L. (2011) though. This concept represents one of the dominant understandings about Lusophonie. This reflection leads us in paths of history, migration and language as key aspects of identity construction processes, questioning them departing not only from the point of view of the former colonizer, but also from the point of view of the excolonized nations. The critical tension between the two points of view refers to the need to deconstruct ‚Äúlusocentric misunderstanding‚ÄĚ, essential towards the realization of geocultural community of Lusophony as an area of cultural diversity in the context of current globalization

    Tr√™s figura√ß√Ķes do humano nas utopias tecnol√≥gicas: o monstro de Frankstein, o rob√ī e o homem ¬ębi√≥nico¬Ľ

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    A tens√£o entre a fragilidade da condi√ß√£o humana e o poder dos des√≠gnios da natureza produziu, desde os tempos mais ancestrais, duas importantes dimens√Ķes explicativas para a experi√™ncia da aventura humana: a ci√™ncia e o sonho. A nossa contemporaneidade marca, como se sabe, a crise do sonho (Castoriadis; Bastide) e a celebra√ß√£o da ci√™ncia (Fukuyama). Partindo da tese de que a ci√™ncia e o sonho s√£o interdependentes, que a dimens√£o intelig√≠vel e a dimens√£o ¬ęmaravilhosa¬Ľ dos fen√≥menos se confundem num mesmo objecto de investiga√ß√£o e que a rela√ß√£o entre o sujeito e o objecto de estudo pode ser bidireccional, procura-se questionar a supremacia do Homem sobre as realiza√ß√Ķes da tecnologia. Prop√Ķe-se, para o efeito, a an√°lise de tr√™s grandes paradigmas da cria√ß√£o de vida artificial que animam o nosso imagin√°rio em torno desta quest√£o: o monstro de Frankenstein, o rob√ī e o homem ¬ębi√≥nico¬Ľ. Tomando por objectos o romance de Mary Shelley, os estudos realizados na √°rea da Intelig√™ncia Artificial e um conjunto de filmes sobre seres criados pelo Homem que o cinema nos legou, esta an√°lise tem ainda em considera√ß√£o a dicotomia determinismo / modela√ß√£o que marca a discuss√£o em torno do modo como se tem vindo a desenvolver a tecnoci√™ncia. Conclui-se que a g√©nese de qualquer um destes paradigmas se suporta, indiscutivelmente, no mito da deifica√ß√£o do Homem. O desejo de dom√≠nio do enigma da vida e a busca da supress√£o da morte encontram-se na base de um sonho que a ci√™ncia parece tornar cada vez mais poss√≠vel: a cria√ß√£o de um ser √† nossa imagem e semelhan√ßa. Mas aspirar √† eternidade num tempo em que se celebra o ef√©mero e em que se abandonaram as grandes finalidades, denuncia o empobrecimento do sentido escatol√≥gico da exist√™ncia humana. Para qu√™ uma t√£o grande realiza√ß√£o quando a participa√ß√£o e a cidadania parecem estar t√£o amea√ßadas pelo vazio do individualismo e do conformismo do Homem do nosso tempo? Aqui se encontra o maior dos paradoxos do nosso tempo. A recupera√ß√£o da ideia da reconcilia√ß√£o do Homem com a Natureza, proposta pela Teoria Cr√≠tica Cl√°ssica, pode assim configurar a nossa nova utopia, na qual o Homem controla a sua rela√ß√£o com a tecnologia atrav√©s da assump√ß√£o de uma condi√ß√£o que lhe √© intr√≠nseca: o de ser natural

    Políticas para a sociedade da informação em Portugal: da concepção à implementação

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    (Excerto) A espantosa evolu√ß√£o das Tecnologias de Informa√ß√£o e de Comunica√ß√£o (TIC) e o desenvolvimento da World Wide Web (www), bem como a sua aplica√ß√£o nos mais diversos dom√≠nios de actividade, t√™m conduzido √† crescente transforma√ß√£o de actividades tradicionais como o correio, o com√©rcio, a publicidade ou o ensino, em actividades realizadas em ambiente virtual criado por estes novos dispositivos tecnol√≥gicos. Todavia, a transforma√ß√£o destas actividades, assim como o seu r√°pido sucesso, n√£o ficaram imunes √† desconfian√ßa e ao cepticismo vulgarmente associados √† evolu√ß√£o da tecnologia, nem t√£o pouco √† controv√©rsia na an√°lise das suas implica√ß√Ķes na altera√ß√£o dos h√°bitos e das viv√™ncias dos cidad√£os. Foi neste contexto que se realizaram, nos √ļltimos anos, importantes debates e discuss√Ķes no seio da comunidade cient√≠fica que conduziram a processos de cria√ß√£o e de reformula√ß√£o de modelos te√≥ricos que permitissem analisar e compreender este ¬ęnovo¬Ľ mundo que se edifica perante n√≥s. Surgiram, assim, conceitos como o ¬ęinformatismo¬Ľ, a ¬ęinformacionaliza√ß√£o¬Ľ, a ¬ęeconomia da informa√ß√£o¬Ľ ou a ¬ęsociedade da informa√ß√£o¬Ľ. A ¬ęsociedade da informa√ß√£o¬Ľ √©, de entre os novos conceitos, aquele que parece ter maior alcance, j√° que cont√©m em si todos os outros e, ao mesmo tempo, denomina algumas teoriza√ß√Ķes relevantes sobre uma ¬ęnova¬Ľ realidade de organiza√ß√£o social, emergente a partir da introdu√ß√£o das TIC nos mais diversos dom√≠nios da experi√™ncia humana

    Competências de comunicação para a sociedade da informação: alguns elementos sobre a situação dos recém-licenciados em Portugal

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    (Excerto) A evolu√ß√£o das Tecnologias de Informa√ß√£o e de Comunica√ß√£o (TIC) e o desenvolvimento da World Wide Web (www), bem como a sua aplica√ß√£o nos mais diversos dom√≠nios de actividade, t√™m conduzido √† crescente relev√Ęncia dos sistemas de informa√ß√£o nas sociedades contempor√Ęneas. Neste contexto, cientistas sociais como Daniel Bell (p√≥sindustrialismo), Jean Baudrillard e Mark Poster (p√≥smodernismo), Michael Piore e Charles Sabel (especializa√ß√£o flex√≠vel) e Manuel Castells (o modo informacional de desenvolvimento) procederam √† formula√ß√£o de modelos te√≥ricos que lhes permitissem analisar e compreender este ¬ęnovo¬Ľ mundo que se edifica perante n√≥s (Webster, 1995). A ¬ęsociedade da informa√ß√£o¬Ľ surge, assim, como novo paradigma s√≥ciot√©cnico consubstanciado na centralidade conquistada pela informa√ß√£o e pela r√°pida incorpora√ß√£o das TIC em todos os dom√≠nios da experi√™ncia humana. Segundo Castells (in Cardoso, 1998: http://www.bocc.ubi.pt)Õĺ (in Sousa, 2004: 3), este novo paradigma de organiza√ß√£o social rege-se pelos seguintes princ√≠pios: i) a informa√ß√£o √© trabalhada como mat√©riaprimaÕĺ ii) r√°pida difus√£o das TIC e dos seus efeitos, poss√≠vel atrav√©s do seu custo cada vez menor e dos seus desempenhos cada vez melhoresÕĺ iii) ‚Äď advento da l√≥gica de rede em todos os sistemas, devido √† utiliza√ß√£o das TICÕĺ iv) ‚Äď flexibilidade para a reconfigura√ß√£o do pr√≥prio paradigma, j√° que este caracteriza uma sociedade em constante mudan√ßaÕĺ v) ‚Äď converg√™ncia de tecnologias aut√≥nomas para um sistema amplamente integrado

    Qu’est-ce le cosmopolitisme? Ulrich Beck (2006)

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    A reflex√£o sobre o estado do mundo nos nossos dias permite que muitos autores concluam que o projecto da modernidade se encontra inacabado. A procura de respostas para os v√°rios desafios resultantes desta situa√ß√£o tem vindo a convocar o aparecimento de propostas de interpreta√ß√£o e de interven√ß√£o sobre a realidade diferentes das que conhecemos at√© agora. √Č nesta linha de pensamento que Beck nos prop√Ķe a √≥ptica cosmopol√≠tica (2006: 22). O mundo da √≥ptica cosmopol√≠tica √© interpretado como uma realidade transparente, no qual as diferen√ßas, as oposi√ß√Ķes e as fronteiras devem ser olhadas segundo o princ√≠pio de que os outros s√£o, na sua ess√™ncia, id√™nticos a n√≥s. Deste modo, poder-se-√° entender a √≥ptica cosmopol√≠tica como uma abordagem apta a compreender as ambival√™ncias que nos s√£o colocadas pelas distin√ß√Ķes e contradi√ß√Ķes culturais que caracterizam o nosso tempo

    O novo ecossistema comunicacional e a socialização de crianças e jovens no espaço cultural da lusofonia: contributos da literatura infantojuvenil

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    Partindo da configuração de um novo ecossistema comunicacional, que tem na internet o seu epicentro, procura-se refletir sobre a influência do mesmo na socialização de crianças e jovens, através da análise da presença de literatura infantojuvenil neste novo media. A observação de que os dispositivos de comunicação digital alargam as oportunidades de acesso à informação entre cidadãos que falam, pensam e sentem em língua portuguesa, foca a questão no espaço cultural da lusofonia.Starting from the new communication ecosystem, on that internet is the main focus, we search for thinking about how it can influence children and young people’ socialization process, trough an analysis about the literature for these publics presence at this new media. We observe that digital communication devices increase information access opportunities to citizens that speak, think and feel in Portuguese language, focusing our question at the lusophone cultural space

    Educação e literacia para os media na promoção da cidadania

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    (Excerto) Parece ser indiscut√≠vel que vivemos num tempo de globaliza√ß√£o, sobretudo econ√≥mica, o que permitiu a constitui√ß√£o de poderos√≠ssimos grupos econ√≥micos √† escala planet√°ria. Deste modo, os grandes grupos dos media tornaram-se mais poderosos e influentes que nunca e passaram, essencialmente, a explorar interesses comerciais. Os media, que outrora protegeram as pessoas de abusos de poder, s√£o hoje poderosas m√°quinas de ¬ępropaganda silenciosa¬Ľ, capazes de ¬ęmanipular as massas¬Ľ e de ¬ęfabricar esp√≠ritos¬Ľ (Ramonet, 2000)

    On the ‚ÄúGarden of Delights‚ÄĚ as a model of analysis of the intercultural communication processes

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    A observa√ß√£o do tr√≠ptico ‚ÄúJardim das Del√≠cias‚ÄĚ, de Hieronymus Bosch constitui o ponto de partida para um curto ensaio sobre a poss√≠vel interpreta√ß√£o desta obra por parte do seu √ļltimo comprador, Filipe II de Espanha. Por sua vez, este ensaio conduz √† proposta de um modelo, baseado em tr√™s categorias de an√°lise, para a interpreta√ß√£o cr√≠tica do percurso global que a humanidade tem vindo a trilhar desde o in√≠cio das grandes navega√ß√Ķes intercontinentais, inicialmente levadas a cabo por portugueses e espanh√≥is. O modelo proposto pretende constituir um contributo para a desfragmenta√ß√£o da mem√≥ria de um longo processo marcado pela tens√£o entre for√ßas hegem√≥nicas e din√Ęmicas de interculturalidade.The observation of Hieronymus Bosch‚Äôs ‚ÄúGarden of Delights‚ÄĚ triptych is the starting point for a short essay on the possible interpretation of this work by its last purchaser, Philip II of Spain. Additionally, this essay leads to the proposal of a model, based on three categories of analysis, for the critical interpretation of the global course that humanity has been taking since the beginning of the great intercontinental navigations, initially carried out by the Portuguese and the Spanish. The proposed model intends to contribute to the defragmentation of the memory of a long process marked by the tension between hegemonic forces and dynamics of interculturality.(undefined)info:eu-repo/semantics/publishedVersio

    The lusophony in the blogosphere: from the ‚Äúimagined community‚ÄĚ to the ‚Äúimaginative community‚ÄĚ

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    Publicado em: "Colonialisms, post-colonialisms and lusophonies: proceedings of the 4th International Congress in Cultural Studies". ISBN 978-989-98219-2-7Departing from the observation that the blogosphere is nowadays a powerful communication space between Lusophone citizens - users of Portuguese language constitute the fifth largest language community on the Internet (Macedo , Martins & Macedo , 2010) - this paper presents some findings of a study that sought to examine the contents of fifteen blogs, Brazilian Mozambican and Portuguese, in relation to representations of the Lusophony. The results show that many aspects of the Portuguese colonial empire long history, from its achievements to its vicissitudes, are reminded, communicated and discussed in order to justify points of view, whether favorable or unfavorable, about the meaning of a Lusophone community. Regarding it as a kind of imperial extension, both its advocates (usually nostalgic Portuguese on their supposedly glorious historical past), as its detractors (mostly Africans and Brazilians who preserve the memory of a past of domination), tend to produce simplified representations that result in tensions and misunderstandings. Consequently, there is confusion between the nowadays geocultural community of Lusophony and its own past. This confusion is connected with the crossing of the independent present of those who speak, think and feel in Portuguese with the colonial past, which led them to the meeting of their cultures. In fact, on the blogosphere, lusophony is emphasized, on one hand, as a Portuguese colonial empire heritage and, one the other hand, as an unequivocal proof of its radical disappearance. It is concluded that such a diversity of representations can turn this ‚Äúimagined community‚ÄĚ into a ‚Äúimaginative community.‚ÄĚ

    Diversity in virtual space speaking - Some thoughts for reflection

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    A ret√≥rica da lusofonia tem persistido, n√£o raras vezes, numa esp√©cie de nostalgia do imp√©rio, subvalorizando a diversidade cultural que cinco s√©culos de ¬ęaventuras¬Ľ associaram √† l√≠ngua portuguesa. Num tempo marcado pela globaliza√ß√£o, no qual se configura um novo paradigma comunicacional baseado na converg√™ncia e na ampla utiliza√ß√£o de infotecnologias ‚Äďa sociedade em rede ‚Äď afigura-se pertinente perceber como se constr√≥i o lugar da lusofonia no ciberespa√ßo, como se estabelecem as redes virtuais de comunica√ß√£o entre cidad√£os que pensam e falam em portugu√™s e, sobretudo, se este novo lugar da l√≠ngua portuguesa oferece oportunidades √† reconfigura√ß√£o de um espa√ßo lus√≥fono mais englobante e mais plural.The lusophony rhetoric has persisted, for long time, in a kind of imperial nostalgia, underestimating the cultural diversity brought by five centuries of ¬ęadventures¬Ľ associated to the Portuguese language. In a era of globalization, a new communication paradigm emerges - the web society ‚Äď it seems important to understand how lusophone position is constructed at the cyberspace, how virtual communication networks are established among citizens that think and speak in Portuguese and, mainly, if this new Portuguese language place offers new opportunities to a more plural lusophone space reconfiguration
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