96 research outputs found

    Antropofagia: : a constância da alma selvagem.

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    Kant, o suprassensível e o surrealismo

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    Em carta, de 20-08-1954, à conhecida escritora norte-americana, sua amiga Mary McCarthy, Hannah Arendt escreveu que o crucial, na filosofia de Kant, é que, para ele, a mais elevada das faculdades humanas é a de julgar (e não a de raciocinar, como em Descartes, ou a de estabelecer conclusões uma após a outra, como em Hegel). É sobre o ato de ajuizar que discorreremos neste texto, seguindo o desenrolar do pensamento kantiano, para nos aproximarmos do surrealista

    A Disputa de Amor e Loucura, segundo Louise Labé

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    The present article is an essay to present the refl ections about eros, which exists in Louise Labé’s work, named Débat de la Folie et d’Amour. This presentation contextualizes the dialogue, showing its relationship with others texts about the same theme, at the same historic period. And, the most important, it shows the property of the work comparing it with erotic dialogues written by men, focusing the feminist potential present in it. I try not destruct what in the text are merely insinuated and not put in its place conclusive affi rmations.O presente artigo é uma tentativa de apresentar as refl exões sobre o eros presentes na obra de Louise Labé (1522-1566), intitulada Disputa de Loucura e de Amor. A apresentação contextualiza o diálogo, mostrando sua relação com outros textos sobre o mesmo tema, no mesmo período histórico. E, sobretudo, ressalta sua singular diferença comparando-o com os diálogos eróticos escritos por homens, tendo como foco destacar o potencial feminista presente na obra. Evitarei destruir o que são no texto sutis insinuações e colocar em seu lugar certezas conclusivas

    Medeia escrava.: Sobre Amada de Toni Morrison

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    O ensaio traz uma leitura do romance Amada, de Toni Morrison, tendo como foco a evidente semelhança existente entre a história escrita pela autora contemporânea e o mito clássico de Medeia, e ressaltando as distinções de uma em relação à outra. A comparação entre as duas protagonistas já foi realizada mais de uma vez, e essa também não é a primeira obra que, por ter como protagonista uma mulher que assassina os próprios filhos, foi comparada à mítica personagem grega. O recurso das mulheres ao horrível infanticídio, como reação a uma situação trágica, tem sido recorrente ao longo da história: tanto da que realmente acontece, quanto da criada por ficções. E na dialética entre realidade e ficção pode ser percebida a primeira grande diferença entre as duas narrativas. Enquanto Medeia é uma personagem mítica, a personagem de Toni Morrison, Sethe, é uma ficção, mas uma ficção baseada em uma pessoa real, Margaret Garner, que de fato assassinou a filha e tornou-se, com esse gesto, personagem importante, quase mítica, na luta dos abolicionistas norte-americanos. A segunda diferença a ser destacada reside na motivação do ato em torno do qual a história gira: amor próprio, em um caso; amor materno, em outro. E a terceira e última grande distinção ressaltada está diretamente ligada à primeira, isto é, à dialética entre ficção e realidade. Por partir de uma história que realmente aconteceu, a personagem de Toni Morrison tem de encarar a reação a seu ato assassino no assim chamado mundo real, cumprir pena na cadeia e, depois, na vida. A solução deus ex-machina fica reservada às heroínas míticas. Se há um deus capaz de salvar Sethe, é um bastante fenomênico e atende pelo nome de Eros

    Hilan Bensusan, Linhas de animismo futuro, Brasília, Editora IEB Mil Folhas, 2017.

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    Resenha do Livro Linhas de animismo futuro, de Hilan Bensusan, da Editora IEB Mil Folhas, Brasília, 2017

    Apresentação

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    Editorial

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