O benefício de prestação continuada como política de concretização ao direito humano ao cuidado

Abstract

Introduction: The article analyzes the Continuous Cash Benefit (BPC) in light of the human right to care, recently established by the Inter-American Court of Human Rights in Advisory Opinion 31/2025 and by Brazilian Law No. 15,069/2024, which instituted the National Care Policy. Objective: The study investigates whether the BPC, beyond its function of guaranteeing subsistence, can be reframed as an instrument for effectuating the human right to care, considering the new legal paradigms established. Methodology: The deductive approach method is used, with analytical procedure and research technique based on direct documentation, including analysis of Brazilian Supreme Court (STF) rulings (notably Claim 4.374/2013), international documents (Advisory Opinion OC-31/25 of the IACHR), and relevant legislation. Results: It is concluded that the STF\u27s decision in Claim 4.374/2013, which relaxed the income criterion for granting the BPC, combined with new legal and international frameworks, paves the way for a reinterpretation of the benefit. The BPC is identified as a mechanism not only to guarantee income but also to enable autonomy, alleviate family overload, and operationalize the right to care in practice. Conclusion: The BPC can and should be reframed as an effective instrument for realizing the human right to care, in line with Brazil\u27s international obligations and the principles of the National Care Policy. This reinterpretation requires coordinated action by legal practitioners and public managers to align the application of the benefit with these new paradigms. KEYWORDS: Continuous Cash Benefit; Inter-American Court of Human Rights; right to care; National Care Policy; Supreme Federal Court.Introducción: El artículo analiza el Beneficio de Prestación Continua (BPC) a la luz del derecho humano al cuidado, recientemente consagrado por la Corte Interamericana de Derechos Humanos en la Opinión Consultiva 31/2025 y por la Ley nº 15.069/2024, que instituyó la Política Nacional de Cuidados en Brasil. Objetivo: El estudio investiga si el BPC, más allá de su función de garantía de subsistencia, puede ser resignificado como un instrumento de concretización del derecho humano al cuidado, considerando los nuevos paradigmas jurídicos establecidos. Metodología: Se utiliza el método de enfoque deductivo, con procedimiento analítico y técnica de investigación basada en documentación directa, incluyendo el análisis de jurisprudencia del STF (notablemente la Reclamação 4.374/2013), documentos internacionales (Opinión Consultiva OC-31/25 de la Corte IDH) y legislación pertinente. Resultados: Se concluye que la decisión del STF en la Reclamación 4.374/2013, que flexibilizó el criterio de renta para la concesión del BPC, unida a los nuevos marcos legales e internacionales, abre camino para una reinterpretación del beneficio. El BPC se identifica como un mecanismo no solo para garantizar renta, sino para viabilizar autonomía, aliviar la sobrecarga familiar y operacionalizar el derecho al cuidado en la práctica. Conclusión: El BPC puede y debe ser resignificado como un instrumento efectivo de concretización del derecho humano al cuidado, en sintonía con las obligaciones internacionales de Brasil y con los principios de la Política Nacional de Cuidados. Esta reinterpretación exige una actuación articulada de los operadores del derecho y gestores públicos para alinear la aplicación del beneficio a estos nuevos paradigmas. PALABRAS CLAVE: Beneficio de prestación continua; Corte Interamericana de Derechos Humanos; derecho al cuidado; Política Nacional de Cuidados; Supremo Tribunal Federal.Introdução: O artigo analisa o Benefício de Prestação Continuada (BPC) à luz do direito humano ao cuidado, recentemente consagrado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos na Opinião Consultiva 31/2025 e pela Lei nº 15.069/2024, que instituiu a Política Nacional de Cuidados no Brasil. Objetivo: O estudo busca investigar se o BPC, para além de sua função de garantia de subsistência, pode ser ressignificado como um instrumento de efetivação do direito humano ao cuidado, considerando os novos paradigmas jurídicos estabelecidos. Metodologia: Utiliza-se o método de abordagem dedutivo, com procedimento analítico e técnica de pesquisa baseada em documentação direta, incluindo análise de julgados do STF (notadamente a Reclamação 4.374/2013), documentos internacionais (Opinião Consultiva OC-31/25 da Corte IDH) e legislação pertinente. Resultados: Conclui-se que a decisão do STF na Reclamação 4.374/2013, que flexibilizou o critério de renda para concessão do BPC, aliada aos novos marcos legais e internacionais, abre caminho para uma reinterpretação do benefício. O BPC é identificado como um mecanismo não apenas para garantir renda, mas para viabilizar autonomia, aliviar a sobrecarga familiar e operacionalizar o direito ao cuidado na prática. Conclusão: O BPC pode e deve ser ressignificado como um instrumento efetivo de concretização do direito humano ao cuidado, estando em sintonia com as obrigações internacionais do Brasil e com os princípios da Política Nacional de Cuidados. Esta reinterpretação exige uma atuação articulada dos operadores do direito e gestores públicos para alinhar a aplicação do benefício a esses novos paradigmas. PALAVRAS-CHAVE: Benefício de prestação continuada; Corte Interamericana de Direitos Humanos; direito ao cuidado; Política Nacional de Cuidados; Supremo Tribunal Federal

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Revista Jurídica Trabalho e Desenvolvimento Humano

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Last time updated on 26/04/2026

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