A antropologia da educação: Diálogos, mediações e processos de tradução cultural

Abstract

A Antropologia, enquanto campo disciplinar que procura estudar as sociedades e culturas a partir das suas próprias racionalidades, encontra na tradução cultural uma via fundamental para a sua constituição como ciência. A Antropologia da Educação, particularmente, preocupada em estudar processos de aprendizagem e de ensino-aprendizagem, seja na escola seja na escola da vida, serve-se da mediação intercultural, mediação socioeducativa quando aplicada a contextos educativos, um processo para o necessário go between, o fundamental “ir e vir” entre margens culturais habitadas por ensinantes e aprendentes, entre epistemologias diferenciadas, e por todos quantos querem, efetivamente, comunicar. Esta pedagogia da mediação intercultural procura, essencialmente através da escuta ativa, uma escuta com o coração, que pretende, além do ouvir, juntar o observar, a par de outras formas de recolha antropológica, uma compreensão/ação educativa-cultural com as racionalidades dos sujeitos, grupos e culturas, o que implica uma interpretação cultural, uma comunicação bilateral e uma tradução cultural. Nesta comunicação, recorrendo a exemplos práticos de contextos etnográficos portugueses, exploraremos estas pedagogias antropológicas em que mediar é, acima de tudo, traduzir. A mediação socioeducativa, uma antropologia da educação aplicada, surge aqui como uma estratégia de construção de pontes e trânsitos entre pessoas, diferentes pontos de vista e fronteiras culturais, contributo para a construção de sociedades mais interculturais.N/

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This paper was published in IC-online.

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