Translocação da bromélia epifítica Vriesea incurvata: uma eficiente ferramenta para a restauração da biodiversidade na Floresta Atlântica

Abstract

Micropropagation of epiphytic bromeliads associated to translocation may act as an important tool for conservation, restauration or mitigation initiatives. Vriesea incurvata is an epiphytic tank-forming bromeliad endemic to the Atlantic Forest, being an important species in gallery forest environments. Seeds of V. incurvata were germinated in vitro, and plants were acclimatized and translocated to each of two microhabitats (gallery forest and forest interior) of an Atlantic Forest fragment in South Brazil that harbors few individuals of the species. The 152 plants (76 per microhabitat) were monitored for survival and development, and abiotic data were recorded. There was increased development of morphometric parameters of the plants in the gallery forest, and survival rate ensured an 800% increase in the original population of V. incurvata in the study area. Plant survival and development parameters were positively related to light and relative air humidity. In gallery forest, plants flowered and set fruit, indicating their relationship with pollinators, since V. incurvata provides food for fauna. Further, the establishment of the individuals increased the availability of water in the canopy by accumulation in the rosettes, as well as the complexity of the canopy structure, providing a site for the occurrence of detritivorous, predatory and herbivorous arthropods. Thus, based on the method applied to V. incurvata, inserting epiphytic species into forest environments can be an efficient tool for artificial habitat regeneration, incrementing functional diversity and improving environmental quality.A micropropagação associada à translocação de bromélias epifíticas pode atuar como importante ferramenta para iniciativas de conservação, restauração e mitigação. Vriesea incurvata é uma bromélia epifítica formadora de tanque, endêmica à Floresta Atlântica, sendo uma espécie importante em ambientes de floresta de galeria. Sementes de V. incurvata foram germinadas in vitro e plantas foram aclimatizadas e translocadas para dois micro-hábitats (floresta de galeria e interior florestal) de um fragmento de Floresta Atlântica no Sul do Brasil que abriga poucos indivíduos da espécie. As 152 plantas (76 por micro-hábitat) foram monitoradas para sobrevivência e desenvolvimento, e dados abióticos foram registrados. Houve maior desenvolvimento dos parâmetros morfométricos das plantas na floresta de galeria, e a taxa de sobrevivência assegurou 800% de aumento da população original de V. incurvata na área de estudo. A sobrevivência e os parâmetros de desenvolvimento das plantas relacionaram-se positivamente com luz e umidade relativa do ar. Na floresta de galeria, as plantas floresceram e produziram frutos, indicando sua relação com polinizadores, uma vez que V. incurvata provê alimento para a fauna. Além disso, o estabelecimento de indivíduos aumentou a disponibilidade de água na copa por meio do acúmulo nas rosetas e a complexidade da estrutura da copa, fornecendo um sítio para a ocorrência de artrópodes detritívoros, predadores e herbívoros. Assim, com base no método aplicado em V. incurvata, inserir espécies epifíticas em ambientes florestais pode ser uma eficiente ferramenta para a regeneração artificial de hábitats, incrementando a diversidade funcional e melhorando a qualidade ambiental

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Last time updated on 04/04/2023

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