Sequelas e qualidade de vida após sépsis meningocócica em idade pediátrica

Abstract

Trabalho Final do Curso de Mestrado Integrado em Medicina, Faculdade de Medicina, Universidade de Lisboa, 2021A infeção meningocócica apresenta uma elevada mortalidade e morbilidade, apresentando os seus picos de incidência durante a idade pediátrica. A sépsis meningocócica condiciona sequelas numa parte considerável dos sobreviventes, deixando algum impacto na vida dos próprios e dos seus familiares. Assim, o objetivo do trabalho foi estudar a existência de uma diferença significativa na qualidade de vida relacionada com a saúde (QVRS) com a presença ou não de sequelas após sépsis meningocócica em idade pediátrica. Foram estudadas 26 crianças internadas na Unidade de Cuidados Intensivos Pediátricos (UCIPed) do Hospital de Santa Maria (HSM) com o diagnóstico de sépsis meningocócica, tendo sido aplicados três módulos dos questionários de QVRS desenvolvidos pela PedsQL – Questionário dos Próprios, Questionário dos Pais e Questionário de Impacto Familiar. Os sobreviventes com sequelas após sépsis meningocócica apresentaram índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos sobreviventes sem sequelas, como demonstrado por estudos já realizados. Os sobreviventes sem sequelas apresentaram índices de QVRS semelhantes aos apresentados por uma população pediátrica saudável. No que diz respeito ao Impacto Familiar também os familiares dos sobreviventes com sequelas apresentam índices de QVRS inferiores aos apresentados pelos familiares dos sobreviventes sem sequelas. A QVRS é um bom indicador da morbilidade associada a diferentes patologias, nomeadamente sépsis meningocócica, podendo ser um bom método para a avaliação de cuidados de saúde. Podem ainda, os estudos da qualidade de vida relacionada com a saúde, permitir a identificação das crianças em risco de vir a obter valores mais baixos, levando a uma intervenção o mais precocemente possível nos mesmos e nas suas famílias.Meningococcal infection has a high mortality and morbidity with its peak of incidence during pediatric age. Most part of the survivors of meningococcal sepsis have sequelae which brought some impact on them and their families’ lives. Therefore, the aim of this work was to study the existence of a significant difference in health-related quality of life (HRQol) with the presence or absence of sequelae after meningococcal sepsis in pediatric age. Twenty-six children hospitalized in the Pediatric Intensive Care Unit (UCIPed) of the Santa Maria’s Hospital (HSM) with the diagnosis of meningococcal sepsis were studied, and three modules of the HRQOL questionnaires developed by PedsQL were applied – Questionnaire of Own, Parents' Questionnaire and Family Impact Questionnaire. Survivors with sequelae after meningococcal sepsis presented lower HRQoL rates than those presented by survivors without sequelae, as demonstrated by previous studies. Survivors without sequelae presented HRQoL indices similar of those presented by a healthy pediatric population. Regarding Family Impact, family members of survivors with sequelae also have lower HRQoL rates than those presented by the relatives of survivors without sequelae. HRQoL is a good indicator of morbidity associated with different pathologies, namely meningococcal sepsis, and it could be a good method for health care assessment. Furthermore, studies of health-related quality of life may allow the identification of children at risk of obtaining lower values, leading to intervention as early as possible on them and on their families

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Universidade de Lisboa: Repositório.UL

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Last time updated on 18/05/2022

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