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Evaluation of the presence of ochratoxin A in some brasilian food and beverages.

By Ana Paula Vieira

Abstract

Resumo: A ocratoxina A é um composto nefrotóxico, teratogênico e imunotóxico produzido por espécies de Aspergillus e Penicillium. Foi demonstrado ser carcinogênico para ratos e é possivelmente carcinogênico para humanos. Tem sido encontrada nos mais diversos tipos de alimentos como cereais, alimentos de origem animal, cerveja, vinho, suco de uva e café. O Brasil é um grande produtor dos alimentos citados, bem como um grande consumidor. As micotoxinas constituem um problema dos mais sérios tanto para países desenvolvidos como para os em desenvolvimento. Condições climáticas, práticas agrícolas e de armazenamento, em muitos casos contribuem para o crescimento fúngico e conseqüente produção de micotoxinas concorrendo para agravar o problema em países em desenvolvimento. Há um grande número de alimentos produzidos e consumidos no Brasil que ainda não foram investigados para a presença de ocratoxina A ou o foram de maneira limitada. No primeiro caso estão os sucos de frutas de alto consumo como laranja, maracujá e abacaxi, assim como os cereais cevada, centeio e aveia. No segundo caso estão o suco de uva e a cerveja, dos quais um número reduzido de amostras foi examinado para a toxina até o momento. Em uma primeira etapa, a combinação de limpeza de extrato por coluna de imunoafinidade com quantificação da toxina por cromatografia a líquido de alta eficiência com detecção por fluorescência foi testada e otimizada para determinação de ocratoxina A em sucos de laranja, uva, abacaxi e maracujá, em cerveja e nos cereais cevada, centeio e aveia. Diferentes métodos descritos na literatura foram testados e modificados. Em uma segunda etapa, foi avaliada a incidência de ocratoxina A em sucos de uva, abacaxi, laranja e maracujá, cerveja, aveia, cevada e centeio produzidos e comercializados no país. Os limites de detecção para cada tipo de suco foram: suco de maracujá (0,05 ng/mL), laranja (0,03 ng/mL), uva (0,03 ng/mL) e abacaxi (0,14 ng/mL). A recuperação média de ocratoxina A foi de 74%. A toxina não foi encontrada em nenhuma das 144 amostras de sucos analisados sendo 31 de abacaxi, 29 de laranja 49 de maracujá, , 35 de uva e. Estes resultados, apesar de limitados em número, indicam que a incidência da toxina nos sucos de frutas nacionais examinados deve ser baixa ou mesmo inexistente. A recuperação média de ocratoxina A em cerveja foi de 93% para cerveja tipo Pilsen e 87% para cerveja escura. O limite de detecção foi 0,1 ng/mL. Das 123 amostras de cerveja (94 amostras de cerveja tipo Pilsen e 29 amostras de cerveja escura) analisadas, 5 amostras, todas do tipo Pilsen, continham ocratoxina A em teores de 1 a 18 ng/mL. A incidência de ocratoxina A encontrada em cerveja nacional no presente trabalho foi menor que a já relatada em outros países, porém os teores são mais elevados. Os teores encontrados não colocam em risco mesmo os grandes consumidores da bebida. A recuperação média de ocratoxina A foi de 68% para aveia, 65% para cevada e 83% para centeio. O limite de detecção para amostras de aveia integral, aveia em flocos e farelo de aveia, foi de 0,01 mg/kg e para farinha de aveia foi de 0,004 mg/kg. O limite de detecção para cevada em flocos foi de 0,01 mg/kg e para cevada em grão foi de 0,007 mg/kg. Para centeio em grão, o limite de detecção foi 0,004 mg/kg, para centeio em flocos foi de 0,006 mg/kg para centeio farinha foi de 0,005 mg/kg. Dentre as 80 amostras de cereais (28 de cevada, 22 de centeio e 30 de aveia) analisadas não foi detectada ocratoxina A, ao contrário do que ocorre em alguns países como os do norte da Europa, sobretudo da região dos Bálcãs. Estes resultados constituem uma indicação que atualmente a ocratoxina A não representa um problema na produção nacional de cevada, centeio e aveia.Abstract: Ochratoxin A is a nephrotoxic, teratogenic, and immunotoxic compound, produced by species of Aspergillus and Penicillium. It is carcinogenic to rats and possibly to humans. It has been found in a wide variety of foods including cereals, animal products, beer, wine, grape juice, and coffee. Brazil is a large producer as well as consumer of the mentioned foods and beverages. Mycotoxins constitute a serious problem for developed countries and underdeveloped ones. Weather conditions, agricultural and storage practices, in many cases contribute to fungi development and consequently also to mycotoxin production and thus concur to worsen the problem in developing countries. A great number of foods produced and consumed in Brazil have not yet been investigated for the presence of ochratoxin A or have been so in limited surveys. In the first case there are the highly consumed fruit juices such as orange, passion fruit, and pineapple, and the cereals such as rye, oats, and barley. In the second case there are grape juice and beer, both object so far of a limited survey each. A first step of the present work was to test and optimize the combination of immunoaffinity column for extract cleanup with liquid chromatography associated with fluorescence detection in the foods and beverages surveyed for ochratoxin A: orange, passion fruit, grape and pineapple juices, beer, rye, oats, and barley. Different methods described in the literature were tested and modified as necessary. The second step was to evaluate the incidence of ochratoxin A in grape, orange, passion fruit, and pineapple juices, beer, rye, oats and barley produced and commercialized within the country. The limits of detection for the several juices were: 0.05 ng/mL for passion fruit, 0.03 ng/mL for orange, 0.03 ng/m for grape, and 0.15 ng/mL for pineapple. The average recovery for ochratoxin A was 74%. The toxin was not found in any of the 144 samples of juice analyzed (passion fruit 49, orange 29, grape 35, and pineapple 31). Although limited in number the results indicate that the incidence of the toxin in Brazilian fruit juices is low or nonexistent. The average recovery for ochratoxin A in beer was 93% for Pilsen type beer and 87% for dark beer. The detection limit was 0.1 ng/mL. Among the 123 beer samples analyzed (94 Pilsen and 29 dark), 5 samples, all Pilsen, contained ochratoxin A in concentrations from 1 to 18 ng/mL. The incidence of ochratoxin A found in Brazilian beer in the present work was smaller than that reported among other countries, but the levels found were higher. The concentrations of ochratoxin A found, however, do not represent risk even for the great consumers of this beverage. The average recovery for ochratoxin A was 68% for oats, 65% for barley, and 83% rye. The detection limit for whole oats, oat flakes and oat bran were 0.01 mg/kg and for oat flour was 0.004 mg/kg. The detection limit for barley flakes was 0.01 mg/kg and for whole rye 0.007 mg/kg. For whole rye the detection limit was 0.004 mg/kg, for rye flakes 0.006 mg/kg and for rye flour was 0,005 mg/kg. Ochratoxin A was not detected any of the 90 cereal samples analyzed (oats 30, rye 22, and barley 28), much in contrast with the situation in countries such the ones in north of Europe and in the Balkans area. The results constitute an indication that presently the national production of rye, oats, and barley is not at significant risk of contamination by ochratoxin A

Topics: Ocratoxinas, Suco de frutas, Cerveja, Cereais, Ochratoxins, Fruit juice, Beer, Cereals
Year: 2014
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.RI_UNICAMP:oai:unicamp.sibi.usp.br:SBURI/5833
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