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Histologic comparison of vocal fold microflap healing by second intention, with sutures and glue in rabbits

By Rebecca Christina Kathleen Maunsell

Abstract

Alterações benignas das pregas vocais são causas importantes de disfonia e compreendem parte significativa dos casos atendidos pelo otorrinolaringologista na prática diária. Nas últimas décadas diversas técnicas foram descritas para o tratamento cirúrgico destas lesões, com sucesso variável. Para uma excelente qualidade vocal é necessária a preservação do complexo movimento ondulatório da superfície das pregas vocais. A presença de cicatriz nas pregas vocais pode comprometer o resultado da cirurgia e constitui hoje um dos principais desafios da fonocirurgia. Existem inúmeros tratamentos das cicatrizes das pregas vocais e, ainda hoje, com resultados bastante insatisfatórios. Diversos autores têm estudado o processo cicatricial procurando meios de intervir para interromper a produção de substâncias que alterem definitivamente as propriedades vibratórias das pregas vocais. Laringologistas com grandes séries de pacientes tratados cirurgicamente descrevem resultados excelentes com uma ou outra variação de suas técnicas cirúrgicas. Faltam, no entanto, estudos controlados que confirmem o melhor efeito de uma técnica sobre outra. Relatos clínicos tendem a favorecer uma ou outra técnica conforme a experiência e formação do cirurgião, disponibilidade de material e instrumental cirúrgico. Existem divergências quanto à necessidade de fechamento da incisão por meio de sutura, utilização de cola de fibrina ou permitir que a reepitelização ocorra por segunda intenção. Objetivo: Comparar os aspectos cicatriciais resultantes da técnica de microflap das pregas vocais quando utilizadas cola de fibrina, sutura e cicatrização por segunda intenção. Material e Métodos: Realizou-se estudo experimental em coelhos comparando as técnicas: microflap, microflap e seu fechamento com sutura e microflap e seu fechamento com cola de fibrina com o objetivo de avaliar os efeitos de cada técnica na cicatrização das pregas vocais. A cicatrização foi avaliada histologicamente em três tempos pós-operatórios: sete dias, trinta dias e três meses. Avaliou-se a concentração de colágeno, presença de células inflamatórias, espessuras do epitélio e da lâmina própria. Resultados: As três técnicas provocaram um aumento significativo na concentração de colágeno em comparação com grupo controle normal, não operado. A cicatrização por segunda intenção provocou menor concentração de colágeno aos 90 dias. Todas as técnicas apresentaram aumento significativo da espessura epitelial uma semana após as intervenções. O grupo submetido a sutura atingiu níveis semelhantes ao do grupo controle após 90 dias. Após sete dias a espessura da lâmina própria obteve valores próximos aos normais com todas as técnicas. Após 90 dias apenas o grupo submetido a confecção do microflap e uso de cola manteve espessura semelhante ao grupo controle, todos os outros tiveram uma significativa redução da espessura. O número de células inflamatórias aumentou significativamente com todas as técnicas exceto nas pregas vocais submetidas a microflap e cola após 30 dias e, também, nas pregas vocais submetidas à microflap e sutura após 90 dias. Conclusão: Apesar do uso da cola de fibrina e suturas em microfonocirurgia serem seguros e resultar em bons resultados conforme relatados por outros autores, ainda não há evidência científica que justifique seu uso.Benign lesions of the vocal cords are an important cause of dysphonia and represent a significant number of patients attended by the otolaryngologist specialist. Several techniques have been described for the surgical treatment of these lesions with variable outcome. Satisfactory vocal quality is imperative when considering a good or bad surgical outcome. To achieve satisfactory vocal quality the complex vibratory movement of the vocal folds must be preserved and kept at its best. Scarring of the vocal folds may compromise vocal outcome and this is the main challenge in microphonosurgery nowadays. Several treatments have been described to solve the problem of scar formation on the vocal folds. Nevertheless, satisfactory long-term vocal quality has been described as quite disappointing. Studies have focused on the early stages of the scarring process of the vocal cords and on the refinement of surgical techniques to prevent or minimize scar formation. There is, a lack of studies comparing surgical techniques and their impact on scar formation. Clinical reports tend to favor one or other technique but these vary depending on the surgeons personal experience and training, instrumentation and material availability. There is a consensus on the need of maximum preservation of the epithelium and superficial lamina propria and minimal exposure of vocal ligament. On the other hand the need of microsuture or glue to cover the wound is controversial. Objective: To compare scarring characteristics of microflap in vocal folds when left to heal by second intention and when the defect was closed with sutures or fibrin glue. Material and methods: A comparative experimental study comparing the microflap technique alone, microflap with microsuture and microflap with fibrin glue was carried out. The experiments were performed out on a rabbit model to evaluate the effects of each technique on vocal cord healing and scar formation. Healing was evaluated histologically one week, 30 and 90 days after surgical intervention. Scar formation was evaluated based on: collagen concentration, inflammatory cell infiltration, epithelium and lamina propria thickness. Results: A significant increase in collagen concentration was observed with all three techniques when compared to normal control vocal folds. Vocal folds submitted to microflap alone presented the smallest values for collagen concentration at 90 days. Conclusion: All techniques showed significant increase in epithelium thickness one week after the procedures. At 90 days epithelium thickness had decreased in all techniques but reached values similar to control vocal folds only in the suture group. Lamina propria thickness was similar to the control group in all groups after one week, after 90 days only the fibrin glue group was not significantly different from the control group. Inflammatory cells where significantly increased in all groups except for the suture group at 90 days. Although the use of sutures and glue is safe and can produce good vocal results as reported by experienced surgeons there remains to be no evidence consistently justifying its use in microphonosurgery

Topics: Vibração, Cicatriz, Colágeno, Laringe, Voz, Vibration, Cicatrix, Collagen, Larynx, Voice
Publisher: Universidade Estadual de Campinas . Faculdade de Ciências Médicas
Year: 2012
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_UNICAMP:oai:unicamp.br:000898431
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