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Os impactos da reestruturação produtiva sobre o trabalho

By Luiz Fernando Lara

Abstract

Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Sócio-Econômico. Programa de Pós-Graduação em Economia.Neste trabalho, apresenta-se a reestruturação produtiva como uma estratégia de que se valeram as empresas na tentativa de superar a crise do modelo taylorista-fordista de produção, na década de 1970. Seguindo nessa estratégia, passaram a adotar modelos de produção flexível: modelo japonês, modelo italiano e , por fim, um modelo que reúne os avanços dos dois modelos anteriores e que lhe permitisse o aumento na extração da mais-valia-reelativa e absoluta, com finalidade de alcançarem seu objetivo final - elevação da lucratividade que naquele período estava em queda. Como decorrência desse aumento da extração da mais-valia, a reestruturação produtiva afetou o mundo do trabalho trazendo impactos para o trabalhador. Analisando a literatura pesquisada, foi possível levantar algumas hipóteses referentes a esses impactos. As principais hipóteses foram: I)mudanças organizacionais e novas formas de organização do trabalho; II)novas formas de contratação do trabalho e mudanças no sentimento de classe e representatividade dos sindicatos; III)efeitos sobre a vida do trabalhador. Visando comprovar ou refutar as hipóteses levantadas e defendidas pelos autores, procedeu-se uma análise empírica, via estudo de caso, que se concentrou nos trabalhadores de uma empresa pertencente ao sub-setor de bens de capital mecânicos - segmentos de máquinas e equipamentos para armazenagem, em processo de reestruturação a partir de 1994. Através da pesquisa empírica e do estudo de caso, foi possível verificar que os trabalhadores percebem a ocorrência de um processo de reorganização do trabalho e da incorporação de inovações tecnológicas através de novas máquinas. Além disso, foi possível notar uma adaptação dos trabalhadores ao novo ambiente e a sua disposição de trabalhar com os novos processos comandados pela direção da empresa. Assim, demonstraram uma atitude progressista de trabalhar com nova tecnologia. Outra verificação possível foi a de que esses operários apresentam características próprias que destoam do padrão dos metalúrgicos do ABC, por exemplo, ao manterem sua consciência muito atrelada aos interesses da empresa

Topics: Economia, Sistemas flexiveis de fabricação, Bens de capital
Publisher: Florianópolis, SC
Year: 2002
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.RI_UFSC:oai:repositorio.ufsc.br:123456789/83921
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