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VIOLÊNCIA PRECOCE E CONSTITUIÇÃO PSÍQUICA: LIMITES E POSSIBILIDADES DE REPRESENTAÇÃO NO CORPO

By NATALY NETCHAEVA MARIZ

Abstract

O corpo tem sido alvo de observações psicanalíticas desde os primeiros trabalhos freudianos. Partindo dos impasses da clínica contemporânea, procuramos nesse estudo refletir sobre os limites da representação e as atuações no corpo como tentativa extrema de inscrição de vivências de violência. São as marcas corporais que entram em cena, tais como cortes, fraturas, queimaduras, entre outras cicatrizes que nos fazem pensar em intensos afetos que permanecem fora do circuito associativo. Estas características nos remetem à clínica das origens cujo enfoque está nas experiências anteriores à aquisição da linguagem. É contemplada a importância do outro na formação do psiquismo e na constituição de um corpo representado. Visamos entender de que maneira o contato corporal mãe-filho é responsável por reunir o corpo do bebê, propiciando condições favoráveis para que a psique possa realizar o trabalho de elaboração das funções e sensações corporais. Assim, traçamos uma distinção entre o corpo representado da histeria e o corpo apresentado, lugar do excesso, da pulsão desligada que se encontra fora do campo simbólico.The body has been subject of psychoanalytic observation since Freud’s early works. Based on the impasses of contemporary clinic, this study tries to reflect upon the limits of representation and the acting-out on the body as an extreme effort to inscribe experiences of violence. Body marks such as cuts, fractures, burns and other scars come into play suggesting intense feelings that remain outside the associative circuit. These characteristics seem related to early experiences and to a clinical practice that focus on sensations and perceptions prior to language acquisition. The importance of the Other in the constitution of the psyche and of a body representation is contemplated. The paper`s main objective is to understand how the mother-infant body contact is responsible for giving the baby a sensation of body unification that, in turn, creates a favorable condition for the beginning of the psychical function of representation and elaboration of bodily sensations. Thus, a distinction is made between the hysteria s represented body and the body which is shown, site of excess, of the disconnected instinct that is outside the symbolic field

Topics: FAMILIA, FAMILY, PSICOLOGIA CLINICA, CLINICAL PSYCHOLOGY, CORPO, BODY, VIOLENCIA FISICA, PHISICAL VIOLENCE, PSIQUISMO, PSYCHE, PSICOLOGIA CLÍNICA
Publisher: PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DO RIO DE JANEIRO
Year: 2010
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_PUC_RIO:oai:MAXWELL.puc-rio.br:16100
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