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Hepatitis B vaccination in women sex workers: a challenge for health professionals

By Luciene Carneiro Moraes

Abstract

A infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV) é geograficamente distribuída em todo mundo e considerada um importante problema de saúde pública. Mulheres profissionais do sexo (MPS) apresentam um risco elevado para infecção pelo HBV, sendo a vacinação a maneira mais eficaz para sua prevenção. No Brasil, essa vacina é oferecida a todos os indivíduos menores de 25 anos e a grupos que apresentam potencial de risco para hepatite B, como profissionais do sexo. O objetivo deste estudo foi investigar a situação de imunização e analisar fatores preditores de vacinação, como também administrar a vacina contra hepatite B, utilizando dois esquemas: padrão – G1 (0, 1 e 6 meses) e acelerado – G2 (0, 1 e 4 meses), comparando a adesão e a resposta vacinal. Um total de 319 mulheres foi recrutada para o estudo. Destas, 52 (16,3%) já haviam sido expostas ao HBV, 80 (25,1%) apresentavam evidências sorológicas de vacinação prévia, e 187 (58,6%) eram suscetíveis a hepatite B. Ter idade inferior a 30 anos e se prostituir em boates foram preditores de vacinação contra hepatite B (p < 0,05). Do total de mulheres suscetíveis, 170 (91%) concordaram em receber a primeira dose da vacina contra hepatite B, sendo que 84 foram randomizadas para receberem o esquema G1 e 86 o esquema G2. Inicialmente, a segunda dose foi administrada em apenas 17 e 28 mulheres do G1 e G2, respectivamente. Contudo, 52 mulheres foram resgatadas ao longo do estudo e receberam a segunda dose da vacina, independente do intervalo entre doses. Esse grupo foi denominado GR. A terceira dose foi administrada em 6, 11 e 51 mulheres do G1, G2 e GR, respectivamente. Somente em 60 mulheres foi possível a coleta de sangue para detecção do anti-HBs. Destas, sete (11,7%) não desenvolveram títulos protetores de anti-HBs, sendo uma do G1, uma do G2 e cinco do GR. A média geométrica global dos títulos de anti-HBs foi 256,4 mUI/mL: 301,6 mUI/mL no G1, 78,2 mUI/L no G2 e 339,2 mUI/L no GR. A baixa freqüência de MPS imunizadas e de adesão à vacinação contra hepatite B evidenciam a necessidade de estratégias públicas que alcancem esta população em risco para hepatite B. Por outro lado, a boa imunogenicidade da vacina brasileira contra hepatite B, mesmo quando administrada em intervalos irregulares, sugere que para esta população o profissional de saúde não deve se limitar a rigidez dos esquemas de vacinação e perder a oportunidade de imunizar essa população de difícil acesso.Hepatitis B virus (HBV) infection is geographically distributed in the world and considered and of the most important public health risk. Female sex workers (FSW) are at high risk for HBV infection, and vaccination is the most effective strategy to prevent it. In Brazil, this vaccine is offered to all individuals under 25 years old and groups at high risk for hepatitis B, such as sex workers. This investigation aimed to evaluate the status of immunization, analyze predictor factors, compliance with and response to hepatitis B vaccine using two schemes: standard - G1 (0, 1, 6 months) and accelerated - G2 (0, 1 and 4 months). A total of 319 women was investigated and offered the hepatitis B vaccine. We identified 187 (58.6%) FSWs susceptible for hepatitis B, 170 of them received the first vaccine dose, and 84 were randomized to receive the G1 scheme, and 86 the G2 one. The second dose was administered according the proposed schemes in only 17 and 28 women in G1 and G2, respectively. Fifty-two women were rescued and received the second dose of the vaccine, regardless of the dosing interval, this group was designated GR. The third dose was administered in 6, 11 and 51 women of G1, G2 and GR, respectively. In only 60 women, blood samples were collected for detection of anti-HBs. Seven of them (11.7%) did not develop protective titers of anti HBs, being one of G1 group, one of G2 group and five of GR group. The overall geometric mean titers of anti-HBs were 256.4 mIU / mL: 301.6 mIU/mL in G1, 78.2 mIU/mL in G2 and 339.2 mIU/mL in recovered group. The low frequency of FSWs immunized and the low adherence to hepatitis B vaccination highlight the need of public strategies to reach this population a risk for hepatitis B. On the other hand, the good immunogenicity of the Brazilian hepatitis B vaccine, regardless of dosing intervals, suggests that health professionals should not limit the stiffness of the vaccination scheme and lose the opportunity to immunize this population hard to reach

Topics: Hepatite B, Vacina, Prostituição, Saúde da mulher, Hepatitis B, Vaccine, Prostitution, Women´s health, CIENCIAS DA SAUDE
Publisher: Universidade Federal de Goiás
Year: 2015
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.RI_UFG:oai:repositorio.bc.ufg.br:ri/10094
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