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A falha grave na função materna e suas implicações ao psiquismo infantil

By Cristina Luiza Vinhal Reis Chater

Abstract

A função materna pode ser exercida pela mãe biológica ou pelo substituto materno. O seu bom desempenho é fundamental para o desenvolvimento primitivo infantil. Além dos cuidados materiais e afetivos (despendidos pela mãe por meio do holding e do handling) serem necessários para a manutenção e integridade física e psíquica do bebê, é através dessa maternagem suficientemente boa que a tendência ao amadurecimento e integração do ser irão ocorrer de forma saudável no bebê. Para tanto, a mãe deverá ingressar no estado de preocupação materna primária, devotando-se ao seu bebê, colocando-se no lugar dele, a fim de perceber e atender a todas as suas necessidades. De forma lenta e gradual, (a partir do comportamento adaptativo da mãe, ego auxiliar e escudo protetor do bebê), ele passará da fase de dependência absoluta, depois pela dependência relativa, alcançando o rumo à independência. Da ilusão de onipotência (de ser criador dos objetos subjetivos) à desilusão, ocorridas de forma gradativa a partir das frustrações necessárias, o bebê iniciará seu contato com a realidade. O que costuma ocorrer conjuntamente com a recuperação da mãe de sua “doença normal”, com o amadurecimento neurológico do bebê, bem como, com o início da substituição do peito pela mamadeira e/ou outros alimentos. Fatos esses que levarão o bebê a descobrir seu corpo e o mundo dos objetos percebidos objetivamente. Esse seria o curso normal do desenvolvimento infantil a partir do exercício eficiente da função materna. O objetivo do presente trabalho é relacionara ocorrência de falhas graves no desempenho da função materna com as implicações na constituição psíquica infantil. A revisão literária teve como base o pensamento winnicottiano, que conta com uma vasta produção realizada por estudiosos brasileiros, que atuam na clínica há anos aplicando os ensinamentos de D. Winnicott, considerando a importância constitutiva da função materna para o bebê. São vários os pacientes que na relação transferencial com o terapeuta regridem à fase de dependência absoluta e demonstram os traumas que os levaram a angústias aniquiladoras, cuja sensação de estar em pedaços, cair para sempre, ausência de relação com o corpo ainda se fazem presentes, interferindo em seu modo de vida. Com relação à relevância e contribuição do presente estudo, além de auxiliar na prática clínica, poderá trazer novas ideias para que sejam formulados novos projetos de políticas públicas para prevenção e intervenção precoce do cuidador e de seu bebê, bem como divulgação de informações a respeito da importância de se estabelecer uma saudável relação entre mãe e bebê, principalmente nos primeiros meses de vida

Topics: Função materna, Relação mãe-bebê-ambiente, Constituição psíquica infantil
Year: 2014
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.RI_UNICEUB:oai:localhost:235/4836
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