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Artes de fazer o ensino de história : professor, aluno e livro didático entre os saberes admitido e inventivo

By Jeferson Rodrigo da Silva

Abstract

Sabe-se que a definição do livro didático como controle sobre os conteúdos está atrelada à constituição da disciplina escolar História. Neste sentido, é possível dizer que este objeto tornou-se central nas práticas de ensino, porém, os contornos específicos que essa centralidade adquiriu, no início do século XXI, viabilizam a proposição de uma questão fundamental: como são lidos e utilizados os livros didáticos de História? Considerando esse contexto, o presente trabalho foi realizado com o objetivo de compreender as práticas de leitura do livro didático de História, em sala de aula, pelo professor e aluno, por meio do estudo de um caso específico. Utilizando como referenciais teórico-metodológicos os pressupostos desenvolvidos pela História da leitura e pelas discussões realizadas no livro A invenção do cotidiano de Michel de Certeau, é analisada a utilização do livro didático em uma turma de 7ª série (8º ano) de uma escola estadual da cidade de Cambé, no Paraná. A pesquisa buscou evidenciar as relações estabelecidas entre os três personagens fundamentais nas práticas em sala de aula, a saber: a professora, os alunos e o livro didático. Dessa forma, apresenta-se uma análise do livro didático utilizado naquela turma ? Projeto Araribá: História ? com o intuito de compreender este material em seus detalhes e evidenciar os protocolos de leitura que delimitaram e permitiram as práticas em sala de aula. Por meio da análise de dados recolhidos em questionários, observação em sala, grupos focais e entrevista com a professora da turma, são apresentados diversos aspectos que definem as relações estabelecidas entre os três personagens. Para o estudo prático, são utilizadas duas categorias de análise: os saberes admitido e inventivo como elementos que compõem as práticas de maneira inter-relacional. Conclui-se que, mesmo em práticas de leitura do livro didático mais sistemáticas, não é possível afirmar que exista a simples reprodução mecânica dos textos, uma vez que as práticas são singulares, contingentes, engajadas e, por isso mesmo, complexas.It is known that the definition of the textbook as control over the programs is linked to the formation of school discipline History. In this sense, it?s possible to say that this object has become central in teaching practices, however, the specific contours that this centrality acquired at the beginning of the XXI century, enable the proposition of a fundamental question: how are read and used the History textbooks? Considering this context, the present study was conducted with the objective of understanding the reading practices of the History textbook, in the classroom, by the teacher and student, through the study of a particular case. Using as theoretical and methodological references, the assumptions developed by the History of reading and the discussions held in the book The practice of everyday life of Michel de Certeau, is analyzed the using of the textbook in a class of 7th grade (8º year) from a state school in the city of Cambé, in Paraná. The research sought to highlight the relations between the three key characters in the practices in the classroom, namely: the teacher, the students and the textbook. In this way, we present an analysis of the textbook used in that class ? Projeto Araribá: História ? in order to understand this material in detail and highlight the protocols of reading that delimit and permit the practices in the classroom. By analyzing data collected from questionnaires, classroom observation, focus groups and interview with the teacher, we presents various aspects that define the relations between the three characters. For the case study, we use two categories of analysis: knowledge and inventive accepted as elements that make up the practice of inter-relational way. For the case study, we use two categories of analysis: the knowledges accepted and inventive as elements that make up the practice in an inter-relational way. We conclude that, even in practices of reading of the textbook more systematic, we cannot say that there is a simple mechanical reproduction of texts, since the practices are singular, contingent, engaged and, therefore, complex

Topics: História - Estudo e ensino, Professores e alunos, História - Livros didáticos, História social, History, Study and teaching, Teachers and students, History, Textbooks
Publisher: Universidade Estadual de Londrina
Year: 2012
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_UEL:oai:uel.br:vtls000173700
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