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Fatores de risco para mortalidade infantil em Londrina (PR) : análise hierarquizada em duas coortes de nascidos vivos

By Hellen Geremias dos Santos

Abstract

Nas últimas três décadas, a mortalidade infantil (MI) apresentou declínio importante em todas as regiões brasileiras, sobretudo entre a parcela mais pobre da população, com mudanças na composição da taxa de mortalidade infantil e nos fatores determinantes do óbito infantil. Este estudo buscou identificar e comparar fatores de risco para MI em Londrina, Paraná, nas coortes de nascidos vivos (NV) de 2000/2001 e de 2007/2008. Para a identificação dos NV, pesquisou-se o banco de dados do Sistema de Informações sobre Nascidos Vivos (SINASC) e, para a identificação dos óbitos infantis, os registros do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) e os do Comitê Municipal de Prevenção da Mortalidade Materna e Infantil (CMPMMI). Os óbitos foram relacionados ao banco de dados do SINASC por linkage determinístico, por meio do número da Declaração de Nascido Vivo (DN). Para a análise de regressão logística, foi construído modelo hierárquico conceitual com fatores em níveis distal (sociodemográficos), intermediário (obstétricos e assistenciais) e proximal (dos recém-nascidos). A população de estudo constituiu-se de 15.385 e 13.208 NV em 2000/2001 e em 2007/2008, respectivamente. Foram identificados, no SIM/CMPMMI, 185 óbitos de NV no primeiro biênio e 148, de NV no segundo. Em 2000/2001, foi possível parear 97,30% dos óbitos à sua respectiva DN, e, em 2007/2008, todos os óbitos tiveram sua DN localizada no banco de dados do SINASC. Exceto para raça/cor da pele do recém-nascido, em 2000/2001, para antecedentes obstétricos, em 2007/2008, e para presença de malformação congênita, em ambos os biênios, todos os campos do SINASC apresentaram completitude superior a 99%. Em relação aos dados sobre mortalidade, nos dois períodos, observou-se melhor completitude para os registros do CMPMMI (superior a 95% para as variáveis comuns ao SINASC). Em geral, a MI pouco se alterou nos anos 2000, havendo redução apenas do componente pós-neonatal. Quanto aos fatores estudados, no nível distal, foram de risco para MI, em 2000/2001, os fatores maternos idade < 20 anos e escolaridades insuficiente e intermediária. Em 2007/2008, idades maternas < 20 e &#8805; 35 anos foram fatores de risco, enquanto escolaridades insuficiente e intermediária, protetores. No nível intermediário, em 2000/2001, foram de risco para MI: gestação múltipla, antecedente de filhos mortos e número insuficiente de consultas de pré-natal, enquanto cesariana foi fator protetor. Em 2007/2008, apenas gestação múltipla foi de risco. Todos os fatores proximais (idade gestacional, peso ao nascer, índice de Apgar no quinto minuto e sexo) associaram-se à maior MI em 2000/2001, e, em 2007/2008, apenas idade gestacional e índice de Apgar no quinto minuto permaneceram no modelo. Em síntese, a aplicação da técnica de linkage determinístico viabilizou a identificação de fatores de risco para MI em ambos os períodos, pelo elevado percentual de vinculação alcançado e pela excelente completitude das bases de dados pesquisadas. Foram observadas mudanças nos fatores de risco para a MI nos biênios analisados, que podem estar relacionadas à ampliação de políticas sociais e de ações básicas de saúde e a modificações nos padrões reprodutivo e social das mulheres.There has been an important decline in infant mortality (IM) in all regions of Brazil in the last three decades, principally among the disadvantaged, with changes in both the composition of the infant mortality rate and determinant factors in infant deaths. This study aimed to identify and compare risk factors for IM in Londrina, Paraná, by means of cohort studies on live births (LB) in 2000/2001 and in 2007/2008. A search was conducted in the Live Birth Information System (SINASC) database to identify LB and another was performed in the Mortality Information System (SIM) and the Municipal Committee for the Prevention of Maternal and Infant Mortality (CMPMMI) registries to identify infant deaths. Each death registry was matched to the SINASC database using the Live Birth Declaration (BD) number. For the logistic regression, a hierarchical conceptual model was designed containing factors at a distal level (socio-demographical), an intermediate level (obstetric and care delivery) and a proximal level (data on newborns). The study population included 15,385 and 13,208 LB in 2000/2001 and 2007/2008, respectively. In the first period, 185 deaths were identified and, in the second, 148, according to the SIM/CMPMMI database. In 2000/2001, 97.30% of deaths could be matched to the original BD and in 2007/2008 all deaths could be matched to the SINASC database. All SINASC information data was complete in more than 99% of the forms, except for newborn race/color in 2000/2001, obstetric history in 2007/2008 and congenital malformation in both periods. Regarding mortality information, in both periods the CMPMMI was more complete (over 95% for variables also present in the SINASC database). Overall, IM changed little in the 2000s, presenting a reduction only in the post-neonatal component. Risk factors for IM at the distal level in 2000/2001 were maternal age < 20 and a low educational level. In 2007/2008, maternal age &#8805; 35 and < 20 were considered risk factors, whereas low educational level was a protective factor. In 2000/2001, increased IM was associated, at the intermediate level, with multiple gestations, prior history of child death and an insufficient number of prenatal appointments, whereas caesarean delivery was a protective factor. In 2007/2008 the only risk factor found was multiple gestations. At the proximal level, all factors (gestational age, birth weight, Apgar score at the fifth minute and gender) were associated with increased IM in 2000/2001, and in 2007/2008, only gestational age and Apgar score at the fifth minute remained in the model. In short, applying the deterministic linkage technique allowed the identification of risk factors for IM due to both the high percentage of matched pairs that were achieved and the completeness of the databases searched in both periods. Some of the changes in IM risk factors observed in the analyzed periods may be related to the expansion of social policies and primary healthcare, as well as to modifications in women’s reproductive and social patterns

Topics: Mortalidade infantil, Recém-nascidos - Mortalidade, Cuidado pre-natal, Assistência à maternidade e à infância, Infant mortality, Neonatal mortality, Prenatal care
Publisher: Universidade Estadual de Londrina. Centro de Ciências da Saúde. Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva.
Year: 2012
OAI identifier: oai:agregador.ibict.br.BDTD_UEL:oai:uel.br:vtls000170669
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