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Paulo Freire e a produção de subjetividades democráticas: da recusa do dirigismo à promoção da autonomia

By Eduardo Dullo

Abstract

Em sua tese de 1959, Paulo Freire interpretou o Brasil a partir de uma "antinomia fundamental": à "emergência do povo na vida pública" não corresponderia uma adequada "disposição mental" para agir, pois essa população seria "inexperiente" em regimes democráticos. O objetivo deste texto é analisar a proposta pedagógica de Freire como uma saída para esse problema histórico nacional, apontando-o como a tentativa de produção de subjetividades democráticas, cidadãs. Para isso, centra-se a discussão em torno de dois conceitos, o de dirigismo e o de autonomia, e sugere-se uma interpretação de Freire em dois níveis hierarquizados: em um há uma relação horizontal de troca dialógica e em outro, englobante, há uma relação vertical de transformação dos "dispositivos mentais". Aponta-se, a partir de pesquisa documental sobre a "Experiência de Angicos", como a tensão entre esses dois níveis constituiu a principal dificuldade encontrada - a de produzir autonomia a partir de uma relação de autoridade

Topics: Paulo Freire, educação política, cidadania, autonomia, Education (General), L7-991
Publisher: Universidade Estadual de Campinas
Year: 2014
DOI identifier: 10.1590/0103-7307201407502
OAI identifier: oai:doaj.org/article:3a7c1b6f1e63420c9781327d29ee96f8
Journal:
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