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Dicotomia entre a zona piscatória e a zona balnear : Espinho, Esmoriz e Furadouro

By Ana Rita Amorim dos Reis

Abstract

Dissertação de Mestrado Integrado em Arquitectura, apresentada ao Departamento de Arquitectura da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Univ. de Coimbra.Grande parte da área costeira portuguesa permaneceu praticamente inabitada até meados do século XVIII, podendo ser frequentada por pescadores que o faziam sazonalmente e construíam abrigos provisórios durante a época da safra. A melhoria das condições da atividade piscatória levou à fixação dos pescadores, que implantaram aleatoriamente no areal as suas precárias construções, tendo surgido assim as primeiras marcações de arruamentos naqueles locais. Mais tarde, chegaram os primeiros banhistas que coabitaram com os pescadores, no entanto, os seus hábitos culturais eram diferentes, o que levou à ocorrência de uma rápida transformação destas zonas de forma a se adaptarem às necessidades destes novos frequentadores, que para além do tempo passado no areal valorizavam as atividades fora deste, tendo despoletado a necessidade de organização do território, assim como de desenvolvimento de novos equipamentos e espaços públicos. A discrepância socioeconómica entre pescadores e banhistas levou a que a mesma zona da costa fosse apropriada de forma diferente por cada um dos intervenientes. De forma a compreender a relação existente entre a zona ocupada pelos pescadores e a zona balnear foram analisadas três zonas costeiras pertencentes ao distrito de Aveiro – Espinho, Esmoriz e Furadouro, que estão geograficamente próximas e inicialmente tiveram ocupações semelhantes. No entanto, o desenvolvimento de cada zona processou-se de maneira diferente tendo gerado diferentes dicotomia entre a zona piscatória e a zona balnear. Constatando-se que em Esmoriz esta dicotomia é mais acentuada do que nas restantes zonas de estudo.Most of the Portuguese coastal area remained virtually uninhabited until the middle of the 18th century, being visited seasonally by fishermen who constructed temporary shelters during the harvest season. The improvement of fishing activity led to the permanent stay of the fishermen who in turn, built random precarious constructions in the area which led to the emergence of the first street markings in those places. Later, the first beach goers that coexisted with the fishermen came. Their cultural habits however were different, which led to a rapid transformation of these areas in order to adapt to these new needs. Aside from the time spent in the areal they also valued activities outside of the areal. This triggered the need for some organization of the territory, as well as development of new equipment and public spaces. The socio-economic gap between fishermen and bathers led to different appropriations of this same coastal area by these two distinct parties. In order to understand the relationship between the area occupied by fishermen and the bathing area three coastal areas belonging to the district of Aveiro - Espinho, Esmoriz and Furadouro were analyzed. These cities are geographically close and had very similar occupancies. However, the development of each area was handled differently therefore generating a different dichotomy between the fishing areas and the bathing areas; in Esmoriz, this dichotomy is more noticeable than in the other areas that were studied

Topics: Zonas de pesca, Espinho, Zonas de pesca, Esmoriz, Zonas de pesca, Furadouro, Turismo balnear, Espinho, Turismo balnear, Esmoriz, Turismo balnear, Furadouro, Ordenamento do território, zonas costeiras, Aveiro
Year: 2015
OAI identifier: oai:estudogeral.sib.uc.pt:10316/29258
Provided by: Estudo Geral

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