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A prática da mobilidade ativa na perspectiva do estudante universitário

Abstract

Dissertação (mestrado)—Universidade de Brasília, Faculdade de Educação Física, Programa de Pós-Graduação em Educação Física, 2019.A mobilidade ativa vem sendo vista como estratégia positiva para estimular comportamentos mais saudáveis, conscientizar sobre o uso racional dos espaços urbanos e do solo, desencorajar o uso indiscriminado do automóvel, além de oportunizar um transporte eficiente e sustentável que favorece aspectos de saúde de indivíduos e coletividades. A presente pesquisa tem por objetivo estudar a mobilidade ativa em suas relações com a saúde e seus determinantes sociais, a partir da realidade de estudantes de Educação Física da Universidade de Brasília. O estudo é caracterizado por método descritivo transversal, com uma amostra de 215 estudantes universitários do curso de Educação Física da Universidade de Brasília com idade média de 21,4 ± 4,6. O instrumento de medida constitui-se de questões sobre: modais de deslocamento utilizados no último mês; sistema de bicicletas compartilhadas de Brasília (+BIKE); questionário socioeconômico e; percepção sobre a mobilidade ativa “hoje”. Os dados quantitativos receberam tratamento estatístico por análise descritiva, distribuição de frequências, média e desvio padrão, e análises estatísticas de qui-quadrado e teste exato de Fisher, considerando o nível de significância em p<0,05, com o auxílio dos programas EpiInfo e SPSS. Quanto à mobilidade ativa no trajeto de e para a universidade, foram identificados baixos índices entre os estudantes, maior o uso do motorizado por classe social mais alta e, conforme decrescia a classe social, maior a utilização de transporte público e deslocamentos a pé. Maiores frequências de deslocamentos por transporte público e carro em estudantes do primeiro ano. Usuários de transporte público gastaram mais tempo do que aqueles que vêm de carro nos deslocamentos de e para a universidade. Boa parte dos estudantes indicou que praticam e querem continuar a praticar, ou pensam em praticar a mobilidade ativa. Este estudo revelou que a mobilidade ativa é pouco praticada e que há carência de sistemas de transportes que a promovam ou a integrem, além de existirem diversas determinações de ordem estrutural, ambiental e social, limitando-a. Contribuiu para estimular a discussão e a conscientização sobre as possibilidades de mudança que favoreçam a saúde e oportunizem um ambiente universitário mais saudável e sustentável.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES).Active mobility has been seen as a positive strategy to encourage healthier behaviors, raise awareness of the rational use of urban spaces and land, discourage indiscriminate use of the car, and provide for efficient and sustainable transport that favors health aspects of individuals and collectivities. This research aims to study the active mobility in its relations with health and its social determinants, from the reality of Physical Education students at the University of Brasilia. The study is characterized by a cross-sectional descriptive method, with a sample of 215 university students from the Physical Education course at the University of Brasilia with na average age of 21.4 ± 4.6. The measuring instrument consists of questions about: displacement modes used in the last month; Brasília's shared bicycle system (+ BIKE); socioeconomic questionnaire and; perception about active mobility “today”. Quantitative data were statistically treated by descriptive analysis, frequency distribution, mean and standard deviation, and chi-square and Fisher's exact test, considering the significance level at p <0.05, with the help of EpiInfo programs and SPSS. As for active mobility on the way to and from university, low rates were identified among students, the higher the use of motorized by higher social class and, as the social class decreased, the greater the use of public transportation and walking. Higher frequencies of travel by public transport and car in first year students. Public transport users spent more time than those driving by car to and from university. Most of the students indicated that they practice and want to continue practicing, or think about practicing active mobility. This study revealed that active mobility is little practiced and that there is a lack of transport systems that promote or integrate it, and there are several structural, environmental and social determinations, limiting it. It contributed to stimulate discussion and awareness about the possibilities for change that favor health and provide a healthier and sustainable university environment

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