oaioai:ojs.revistas.unievangelica.edu.br:article/4371

Perfil epidemiológico das intoxicações exógenas por alimentos e bebidas em Goiás, entre 2011 e 2015

Abstract

Introdução: A hanseníase é uma doença crônica, infecciosa e transmissível de grande magnitude em diversos países. Causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, afeta a pele e nervos periféricos, podendo manifestar-se de forma sistêmica, além de poder causar deformidade e incapacidade física. O Brasil possui 92% dos casos registrados do continente americano, sendo o vice-campeão no ranking global de detecção de novos casos. Para modificar esse cenário, o diagnóstico precoce e tratamento adequado são essenciais, assim como a oferta destes, via sistema público de saúde. Objetivo: Material e método: O estudo foi desenvolvido a partir da coleta de dados epidemiológicos disponíveis na base de dados DATASUS e dados da plataforma Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), e através dos dados fornecidos pelo Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox). Foram utilizados os critérios de busca de mortalidade, de 2011 a 2015, dentro dos fatores de causa CIDBR-10: 001, 003, 004 e 107 e os casos de intoxicação exógena, de 2011 a 2015, fornecido pelo TabNet-SINAN. O mapa utilizado foi desenvolvido com foco nos dados de intoxicação por alimentos e bebidas, a partir das notificações registradas no Sinan Net - Goiás, dos anos de 2011 a 2015 para os 246 municípios goianos. Os municípios por sua vez foram agrupados de acordo com a Comissão Intergestora Regional, responsáveis pela administração da Saúde Pública dos mesmos. Resultados: Através da análise dos dados registrados pelo TabNet-Sinan, 1128 casos de intoxicações registradas em Goiás foram causados por alimentos e bebidas (7,82% do total das intoxicações exógenas registradas), entre os anos de 2011 e 2015. A maior parte dos casos se concentra na porção Central e Sul do estado, mais especificamente nas áreas Sudoeste I e II. Estas são as regiões mais habitadas em Goiás, compreendendo os munícipios como Anápolis, Aparecida de Goiânia, Goiânia e Rio Verde. Adultos entre 20 e 39 anos representaram 40% dos caso de intoxicações causados por alimentos e bebidas, sendo que idades consideradas menos ativas – de 50 a 59 anos e de 15 a 19 anos - também representam partes grandes dos casos. Não foi observado grande variação entre os sexos acometidos e em 84,66% dos pacientes houve cura sem sequela, em 1,51% houve cura com sequela, 1,03% houve óbito pela própria intoxicação, em 0,23% houve óbito por outras complicações, e em 1,8% dos casos ocorreu interrupção do acompanhamento. Conclusão: O perfil populacional observado é considerado uniforme. Neste, quanto mais um grupo é considerado economicamente ativo mais suscetível a uma intoxicação alimentar este se encontra. O grupo que se encontra com maior risco de mortalidade são crianças e idosos, pela ideia de que o sistema imune de crianças de primeira infância e idosos (jovens ou avançados) tem menos potência adaptativa que em adultos. Assim, a população em risco de contaminação difere, de forma qualitativa, da população com risco de contaminação. É sugerido, por fim, dentro da atual linha de estudo, que ocorra maior instrução de toda a rede de saúde sobre a importância das notificações para os centros e sistemas de saúde ao qual respondem

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