Type 2 diabetes selfmanagement support mobile apps: Patient needs and preferences

Abstract

A diabetes é uma doença com grande impacto na vida das pessoas. A autogestão da diabetes é um processo complexo que exige a capacidade individual de gerir os sintomas, o tratamento e as mudanças de estilo de vida inerentes à cronicidade da condição. As estratégias eHealth têm demonstrado eficácia na consecução dos objetivos individuais de saúde, maior consciencialização sobre a situação de saúde-doença e maior adesão ao regime terapêutico. Todavia, a literatura demonstra que as necessidades das pessoas não estão espelhadas nas aplicações móveis comercializadas. Assim, com vista a desenvolver uma app que apoie na autogestão das pessoas com diabetes tipo 2, desenvolvemos um estudo qualitativo com o objetivo de identificar as preferências e necessidades desta população relativamente ao conteúdo e utilização de uma app. A amostra foi constituída por 12 participantes recrutados na comunidade, através da estratégia de bola de neve. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semiestruturadas e analisados com recurso à técnica de análise de conteúdo. Da análise de dados emergiram 6 categorias (e respetivas subcategorias): Funções e características técnicas (Monitorização de resultados, Facilitadores da interpretação de resultados, Lembretes e Alertas, Orientações e conselhos, Multifuncionalidade, Entrada de dados e conectividade, Armazenamento e memória), Conteúdos de informação (Alimentação, Exercício, Identidade da doença, Monitorização da glicemia capilar, Relação sexual), Autodeterminação (Definição de objetivos, Motivação), Gestão de emoções, Profissional de saúde (Relevância, Partilha de informações) e Fatores facilitadores (Conhecimentos prévios e experiências de utilização, Perceção do benefício, Usabilidade, Acompanhamento à distância). Concluímos que: (1) as pessoas assumem interesse e percecionam o benefício de utilizar aplicações móveis no apoio à gestão da doença, contudo demonstram pouca experiência e conhecimentos na utilização de apps relacionadas com a saúde; (2) as pessoas mostram necessidade de acesso a conteúdos de informação relacionados com o processo de doença e o regime terapêutico e relacionados com a gestão de emoções, a definição de objetivos e a motivação; (3) as pessoas demonstram preferência por aplicações multifuncionais e interativas, que permitam a comunicação com o profissional de saúde e que possuam funções de monitorização e análise de resultados, lembretes e troca de mensagens. Em suma, no desenvolvimento de novas aplicações móveis, devem ser consideradas as preferências e necessidades das pessoas de modo a tornar as ferramentas mais úteis e significativas

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