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A contribuição da reabilitação cardiovascular na evolução clínica, terapêutica e estilo de vida de portadores de doença arterial coronariana

Abstract

Tese (doutorado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro Tecnológico. Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção.O presente estudo objetivou investigar o efeito da participação longa versus curta em um programa de reabilitação cardiovascular (RCV) na evolução da doença arterial coronariana (DAC) e no estilo de vida (EV). Com esta finalidade, entre todos os pacientes que passaram pelo programa de RCV da UFSC (ProCor) desde a sua implantação, foram selecionados aqueles com DAC, compondo uma amostra dividida em dois grupos, o G1 que praticou mais de 72 sessões e o G2 menos de 72. A coleta dos dados foi realizada através das fichas de controle do ProCor, de uma entrevista e de um questionário. Foram estudados 67 pacientes. A entrevista foi realizada com base num roteiro e o questionário foi o FANTASTIC (CSEP, 1998). Esta pesquisa foi caracterizada como um estudo de caso. Os dados obtidos receberam tratamento não-paramétrico quando apropriado e as análises descritivas e inferências consideraram nível de significância de p=0,05. A média de idade foi de 63,06 anos e a distribuição por gênero foi de 47 homens e 20 mulheres. A média de pressão arterial foi 138,22/84,45 mmHg. Com relação à flexibilidade, o resultado caracterizou os sujeitos como predominantemente "fracos" e "abaixo da média". Quanto ao Índice de Massa Corporal, os sujeitos foram classificados como pré-obesos e a gordura corporal confirmou que estavam fora da faixa recomendável. Quanto ao VO2 máximo, o valor médio para os homens foi 31,47 e para as mulheres 20,35 ml O2.(kg.min)-1. A evolução clínica não apresentou diferença entre os dois grupos (G1 e G2). Mas, quanto à evolução terapêutica, existiu diferença significativa entre aqueles que participaram de mais sessões que evoluíram melhor do que os que participaram menos. Os escores obtidos no questionário do EV não foram diferentes entre os grupos. Entretanto, conforme os dados da entrevista sobre alterações no EV em função da passagem pela RCV, observou-se que os indivíduos que participaram de maior número de sessões obtiveram possibilidade maior de apresentar mudanças favoráveis ao tratamento da DAC. Com relação à depressão, também houve diferença significativa favorável ao G1 (> de 72 sessões). Com base neste estudo, são apresentadas diretrizes para implantação e acompanhamento em programas de RCV e estratégias para intervenção e alteração dos aspectos modificáveis do EV. This case study aimed to investigate the effect of long-term compared to short-term participation in a cardiac rehabilitation program (CRP) on the cardiovascular disease (CVD) evolution and on lifestyle (LS). Therefore, CVV patients who participated from the beginning of CRP (ProCor) at UFSC were selected and classified into two groups: G1 composed by those who attended at least 72 ProCor sessions and G2 by those who had less than 72 attended sessions. Altogether, there were 67 patients in the study, 47 males and 20 females. Data was obtained through search in ProCor patient files as well as through a guided interview and the FANTASTIC questionnaire (CSEP, 1998). Data analyses consisted of descriptive and inferential procedures and of non-parametric statistics, using significance level at 0.05. Mean age of the entire group was 63.06 years old. The Body Mass Index classified subjects as pre-obese, which was corroborated by fat mass estimation. Maximum oxygen consumption (VO2 max) mean values were, respectively, 31.47 and 20.35 ml O2.(kg.min)-1 for males and females. Mean blood pressure was 138.22 mmHg for systolic and 84.45 mmHg for diastolic. For flexibility, most of the sample was classified either as below average or low. Clinical evolution did not differ between G1 and G2. However, G1 showed better therapeutic evolution than G2. Scores on the lifestyle questionnaire were similar between G1 and G2, though interview data on lifestyle showed that G1 subjects were more likely to show favorable changes in treating CVD. Depression was significantly lower among G1 patients. The results allowed for presenting guidelines for CRP implementation and patient follow-up as well as strategies for intervention and changes in modifiable aspects of lifestyle

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This paper was published in Repositório Institucional da UFSC.

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