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Efeitos da musicoterapia na agitação em idosos com demência: uma revisão sistemática

By Beatriz da Silva Carvalho

Abstract

A demência é, atualmente, uma das principais patologias associada ao processo de envelhecimento sendo que a agitação é um dos sintomas comportamentais mais comuns e para o qual não existe um tratamento farmacológico satisfatório. Em alternativa, tratamentos não farmacológicos como a utilização de música têm vindo a ser relacionados com uma diminuição da agitação em idosos com demência. Deste modo, este estudo teve como objetivo sistematizar a evidência disponível para determinar quais os efeitos da musicoterapia ao nível da agitação em idosos com demência. Para tal, realizou-se uma revisão sistemática com dezanove artigos após pesquisa na Pubmed, ISI Web e Scopus e para avaliar a qualidade metodológica foi utilizada a checklist The Joanna Briggs Institute (JBI). Nesta revisão foram incluídos estudos experimentais, randomizados e não randomizados, estudos pré-experimentais e estudos de caso. A maioria dos estudos incluídos na presente revisão sistemática verificou que a musicoterapia foi eficaz na melhoria de pelo menos um parâmetro da agitação em idosos com demência (n=15). No entanto, quatro estudos verificaram que a musicoterapia não apresentou nenhum beneficio ao nível da agitação em pessoas com demência. As intervenções utilizadas nos vários estudos variaram muito entre si, quer em termos da forma como a música foi aplicada quer no tempo de duração. As medidas utilizadas para avaliar os resultados das intervenções foram, na sua grande maioria, subjetivas e, nalguns casos, os instrumentos não estavam validados para a população. Também a qualidade dos artigos incluídos foi, de uma forma geral, moderada a baixa, e os resultados obtidos, pelos viéses e limitações apresentados pelos estudos, não são generalizáveis. Apesar de haver algumas evidências que parecem indicar alguma eficácia no uso da musicoterapia como tratamento da agitação em idosos com demência, a qualidade e heterogeneidade dos estudos existentes é limitada, pelo que não se pode assumir, sem reservas, que a utilização de uma intervenção com recurso à musicoterapia é eficaz na diminuição da agitaçã

Topics: Musicoterapia, Idoso, Demência, Agitação, Ciências Médicas, Ciências da Saúde
Year: 2018
OAI identifier: oai:recipp.ipp.pt:10400.22/11530

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