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Natureza admirada, natureza devastada: História e Historiografia da colonização de Santa Catarina Nature admired, nature devastated: History and Historiography of the colonization of Santa Catarina

By Carlos Renato Carola

Abstract

De um modo geral, a história da "imigraçãopor -colonização" no século XIX, objeto histórico presente na historiografia brasileira e nas histórias regionais, é predominantemente narrada de acordo com as coordenadas ideológicas hegemônicas da sociedade moderna: civilização, progresso, evolução e trabalho. Dentro deste quadro conceitual, a natureza é vista e representada como um mero recurso natural que deve ser "naturalmente" explorado e manipulado pela sociedade humana. Este artigo aborda a história e o conhecimento histórico sobre a experiência da colonização em Santa Catarina, principalmente em relação às principais colônias fundadas na segunda metade do século XIX. Problematiza-se a relação culturapor -natureza instituída no processo colonizador e a concepção de natureza contida no conhecimento histórico da colonização; observam-se fontes documentais (Relatórios da Província, Relatórios das Colônias) e historiográficas na perspectiva da História Ambiental; e procura-se demonstrar que o modo de ver e explicar a "evolução histórica" da colonização estimula e legitima a destruição e a domesticação do mundo natural tanto quanto dos povos indígenas, em particular a Mata Atlântica e os índios Xokleng.<br>Generally speaking, the 19th century history of "immigration-colonization", object of the Brazilian historiography and the local historical studies, is mainly narrated from the perspective of the modern society ideological, hegemonic coordinates: civilization, progress, evolution, and work. From this conceptual viewpoint, nature is represented as a mere natural resource that must be exploited and handled by the human society. This paper deals with history and the historical knowledge about the colonization process in Santa Catarina state, mainly in relation to the first colonies settled in the second half of the 19th century. It questions the relationship between culture and nature instituted in the colonization process and the concept of nature present in the historical accounts of the colonies; documental and historiographic sources are observed (Province Reports and Colonies Reports) from the perspective of environmental history. The paper also demonstrates that as the historical evolution of the colonization is traditionally seen and explained it stimulates and legitimates the destruction and domestication of the natural world as well as the native people, particularly the Atlantic Forest and the Xokleng people

Topics: colonização, Mata Atlântica, progresso, História da natureza, colonization, Atlantic Forest, progress, History of Nature, LCC:History (General), LCC:D1-2009, LCC:History (General) and history of Europe, LCC:D, DOAJ:History, DOAJ:History and Archaeology
Publisher: Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de História
Year: 2010
DOI identifier: 10.1590/S0104-87752010000200011
OAI identifier: oai:doaj.org/article:2951f5e8624e45059c3372d0465df30f
Journal:
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