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Uma visão psicobiológica da personalidade limítrofe Una visión psicobiológica de la personalidad limítrofe A psychobiological view of the borderline personality construct

By Alan B. Eppel

Abstract

OBJETIVO: Revisar e reformular o conceito de distúrbio de personalidade limítrofe à luz dos avanços da neurociência e do desenvolvimento da infância. MÉTODO: A A base de dados Medline foi pesquisada utilizando-se as seguintes palavras-chave: personalidade limítrofe, regulação das emoções, neurobiologia, abuso sexual na infância, estabilizadores de humor. RESULTADOS: Existem predisposições genéticas a traços específicos de personalidade que parecem ser centrais aos conceitos de distúrbio de personalidade limítrofe. Esses traços combinados com relações de apego problemáticas e com abuso sexual na infância dão origem a vários efeitos conhecidos como distúrbio de personalidade limítrofe. CONCLUSÕES: O distúrbio de personalidade limítrofe é um distúrbio de regulação das emoções causado por fatores genéticos e interpessoais. IMPLICAÇÕES CLINICAS: As medidas preventivas deveriam ser direcionadas ao ambiente da primeira infância e à qualidade e disponibilidade de figuras de apego. O enfoque do tratamento deveria ser direcionado principalmente para a regulação das emoções, através de medicamentos, psicoterapia e treinamento de habilidades. Pesquisa básica a respeito da relação entre neuropeptídeos e serotonina poderiam levar a novas abordagens de intervenções psicofarmacológicas. LIMITAÇÕES: A pesquisa na área neurocientífica baseia-se principalmente em experimentos com animais e não podem ser totalmente extrapoladas para humanos. Há muito poucos ensaios clínicos randomizados controlados de antidepressivos e estabilizadores de humor em distúrbio de personalidade limítrofe. Devido à vastidão da literatura clínica e neurocientífica, essa revisão teve um enfoque selecionado.<br>OBJETIVO: Revisar y reformular el concepto de disturbio de personalidad limítrofe a la luz de los avances de la neurociencia y del desarrollo de la niñez. MÉTODO: Se investigó la base de datos Medline, utilizándose las siguientes palabras clave: personalidad limítrofe, ajuste del afecto, neurobiología, abuso sexual durante la niñez, estabilizadores del humor. RESULTADOS: Hay predisposiciones genéticas a rasgos específicos de personalidad que parecen ser centrales a los conceptos de trastorno de personalidad limítrofe. Esos rasgos, combinados a relaciones de apego problemáticas y al abuso sexual durante la niñez, dan origen a varios efectos conocidos como trastorno de personalidad limítrofe. CONCLUSIÓN: El trastorno de personalidad limítrofe es un disturbio de ajuste de afecto causado por factores genéticos e interpersonales. IMPLICACIONES CLÍNICAS: Las medidas preventivas deberían dirigirse al ambiente de la primera niñez y a la calidad y disponibilidad de figuras de apego. El enfoque del tratamiento debería dirigirse principalmente al ajuste del afecto, a través de medicinas, psicoterapia y entrenamiento de habilidades. Investigación básica respecto a la relación entre neuropeptideos y serotonina podrían llevar a nuevos abordajes de intervenciones psicofarmacológicas. LIMITACIONES: La investigación en el área neurocientífica se basa principalmente en experimentos con animales, no pudiendo ser totalmente extrapolados a humanos. Hay muy pocos ensayos clínicos aleatorios controlados de antidepresivos y estabilizadores del humor en disturbio de personalidad limítrofe. Debido a la vastedad de la literatura clínica y neurocientífica, esa revisión tuvo un enfoque seleccionado.<br>OBJECTIVE: To review and reformulate the concept of borderline personality disorder in the light of advances in neuroscience and infant development. METHOD: Medline was searched using the key words: borderline personality, attachment, affect regulation, neurobiology, childhood sexual abuse, mood stabilizers. RESULTS: There are genetic predispositions to specific personality traits which appear central to the concept of borderline personality disorder. These traits combine with impaired attachment relationships and childhood abuse to give rise to the constellation of difficulties known as borderline personality disorder. CONCLUSION: Borderline personality disorder is a psychobiological disorder of affect regulation caused by genetic and interpersonal factors. CLINICAL IMPLICATIONS: Prevention should be directed towards the early childhood environment and the quality and availability of attachment figures. The focus of treatment should be the regulation of affect by means of medication, psychotherapy and skills training. Basic research on the relationship between neuropeptides and serotonin could lead to new approaches to psychopharmacological intervention. LIMITATIONS: Neuroscientific research is based primarily on animal experimentation and may not be fully extrapolated to humans. There are very few randomized controlled trials of antidepressants and mood stabilizers in borderline personality disorder. Due to the vastness of the neuroscientific and clinical literature, this review is selective in focus

Topics: Personalidad limítrofe, dimensiones de personalidad, apego, neurobiología, abuso sexual en la niñez, estabilizadores del humor, oxitocina, Personalidade limítrofe, dimensões de personalidade, apego, neurobiologia, abuso sexual na infância, estabilizadores de humor, oxitocina, Borderline personality disorder, personality dimensions, attachment, neurobiology, childhood sexual abuse, mood stabilizers, oxytocin, Medicine, R, Internal medicine, RC31-1245, Neurosciences. Biological psychiatry. Neuropsychiatry, RC321-571, Neurology. Diseases of the nervous system, RC346-429, Psychiatry, RC435-571
Publisher: Sociedade de Psiquiatria do Rio Grande do Sul
Year: 2005
DOI identifier: 10.1590/S0101-81082005000300005
OAI identifier: oai:doaj.org/article:0627cdf391e94095a1b1d1bd7580a274
Journal:
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