Práticas de manejo e a resistência de Euphorbia heterophylla aos inibidores da ALS e tolerância ao glyphosate no Rio Grande do Sul Management practices x Euphorbia heterophylla resistance to ALS-inhibitors and tolerance to glyphosate in Rio Grande do Sul

Abstract

A utilização intensiva do glyphosate nas lavouras de soja Roundup Ready® (RR) no Rio Grande do Sul (RS), nos últimos anos, pode ter selecionado biótipos de leiteira (Euphorbia heterophylla) resistentes ao herbicida. Esse cenário dificultará ainda mais o manejo da espécie, já que permanecem indícios da presença de biótipos resistentes também em herbicidas inibidores da acetolactato sintase (ALS). Assim, os objetivos deste trabalho foram avaliar a sensibilidade da leiteira a herbicidas inibidores da ALS e ao glyphosate, verificar a distribuição dos biótipos resistentes no RS e determinar os principais fatores agronômicos associados a falhas de controle. Para isso, amostras de sementes de plantas de leiteira foram coletadas em lavouras de soja RR localizadas em 56 municípios do Estado do RS. Por ocasião das coletas, os agricultores responderam a questionário que abordava o manejo das plantas daninhas na área. Usando-se as sementes coletadas, foram conduzidos dois experimentos em casa de vegetação: no primeiro, avaliou-se a resposta de 86 biótipos ao herbicida glyphosate, aplicado na dose de 2.160 g e.a. ha-1; e, no segundo, a resposta de 73 biótipos ao herbicida imazethapyr, aplicado na dose de 200 g i.a. ha-1. Os resultados obtidos evidenciam que todos os biótipos de leiteira avaliados são suscetíveis ao glyphosate, porém existem biótipos resistentes aos inibidores da ALS. As respostas do questionário indicam que práticas de manejo como uso de subdoses e/ou utilização intensiva do glyphosate e a ausência de rotação de culturas favorecem falhas no controle de leiteira pelo herbicida glyphosate em soja.<br>The intensive use of glyphosate in Roundup Ready® (RR) soybean fields in Rio Grande do Sul (RS), in recent years may have selected wild poinsettia (Euphorbia heterophylla) biotypes resistant to the herbicide. This scenario will further complicate the management of this species, since evidence remains of the presence of herbicide resistant biotypes also in acetolactate synthase (ALS)-inhibitors. Thus, the objectives of this work were to evaluate wild poinsettia's sensitivity to the ALS-inhibiting herbicides and glyphosate; to investigate the distribution of resistant biotypes in the state of RS;and to determine the main agronomic factors associated with control failures. Seeds of wild poinsettia plants that survived glyphosate applications were collected from RR soybean fields located in 56 municipalities in the state of RS. On the occasion, the farmers were interviewed through a questionnaire aiming to collect information on the management of the area. Using the seeds collected, two experiments were conducted under greenhouse conditions. The first evaluated the response of 86 biotypes to glyphosate, applied at the rate of 2.160 g ha-1 while the second experiment evaluated the response of the herbicide imazethapyr to 73 biotypes, applied at a dose of 200 g a.i. ha&#8209;1. The results show that all the wild poinsettia biotypes evaluated are susceptible to glyphosate, but some are resistant to ALS-inhibitors. The survey responses indicate that management practices such as the use of sub doses and/or intensive use of glyphosate, as well as lack of crop rotation favor failures in wild poinsettia control by glyphosate in soybean

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This paper was published in Directory of Open Access Journals.

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