10.1590/S0101-81752006000100011

Do captive-born greater rheas Rhea americana Linnaeus (Rheiformes, Rheidae) remember antipredator training? Emas Rhea americana Linnaeus (Rheiformes, Rheidae) se lembram do treinamento anti-predação?

Abstract

The antipredator training is a powerful tool now being used to help the reintroduced animals to recognise and escape from their predators. Testing the memory capacity of the animals after antipredator training is important to evaluate if the application of the training is worthwhile. A group of 15 captive-born greater rheas was studied at Belo Horizonte Zoo. Eight birds were antipredator trained and seven birds were not. After the end of the antipredator training sessions, we run four memory tests at 40, 55, 70 and 88 days after training was completed. The memory tests consisted of showing a predator model to the rheas and recording their behavioural responses. It was measured the capacity of antipredator information storage, the influence of the group size on the behaviour of the birds and the influence of the antipredator training on the elicitation of the correct behavioural responses of the birds when confronted by a predator. The results showed that the rheas retained predator recognition for almost three months, that the group size affected the responses of the birds (more defence behaviours expressed when tested alone) and that the antipredator training is essential to elicit the adequate antipredatory responses, since untrained birds behaved in a tranquil manner when confronted by a predator model. We concluded that antipredator training is worthwhile for future reintroduction programs for greater rheas, since their memory capacity is considerable.<br>O treinamento anti-predação é uma ferramenta poderosa usada atualmente para ajudar os animais reintroduzidos a reconhecer e escapar de seus predadores. Testar a capacidade de memória dos animais após o treinamento é importante para se avaliar a validade de sua aplicação. Um grupo de 15 emas nascidas em cativeiro foi estudado no zoológico de Belo Horizonte. Oito aves foram treinadas contra predadores e sete não. Após o término dos treinamentos, foram realizados quatro testes de memória após 40, 55, 70 e 88 dias. Os testes de memória consistiam em apresentar um modelo de predador para as emas e anotar as respostas comportamentais exibidas. Foram medidas a capacidade de memória das aves, a influência do tamanho do grupo no comportamento das aves e a influência do treinamento anti-predação na estimulação de respostas comportamentais adequadas. Os resultados mostraram que as emas retiveram a capacidade de reconhecimento do predador por quase três meses após o término dos treinamentos, que o tamanho do grupo afeta as respostas das aves (mais comportamentos de defesa quando sozinhas) e que o treinamento anti-predação é essencial para estimular uma resposta comportamental adequada, uma vez que o grupo não treinado se comportou tranqüilamente perante o predador. Conclui-se que o treinamento anti-predação é válido para futuros programas de reintrodução de emas, uma vez que a capacidade de memória dessas aves é considerável

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This paper was published in Directory of Open Access Journals.

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