Clément Marot: the main editor of the ancient corpus attributed to François Villon

Abstract

In this paper, we intend to understand the historical criteria that guided the first editions of François Villon’s poetic corpus. Although modern editions use different editorial criteria (based on the biography of its hypothetical empirical author), they reproduce the shape of the main old edition of François Villon’s Works (1532) by Clément Marot. Published posthumously, that corpus did not receive any authorized edition, but it was largely the result of the collective work of its first editors. Using the metaphors of veil and body to refer the poetic text, Marot has founded his publishing upon a rigorous interpretation of the corpus’ moral sense. Thus, Marot’s edition is chronologically builded upon the exemplary life of the villain's repentance, according to the Christian cosmology of the fall and redemption.Neste artigo, pretende-se compreender os critérios históricos que orientaram as primeiras edições do corpus atribuído a François Villon. Embora as edições modernas utilizem critérios editoriais distintos (baseados na biografia do seu suposto autor empírico), elas retomam os contornos da principal edição antiga das Obras de François Villon de Paris (1532) por Clément Marot. Publicado postumamente, aquele corpus não recebeu nenhuma edição autorizada, mas foi em grande medida o resultado do trabalho coletivo dos seus primeiros editores. A partir das metáforas do véu e do corpo para o texto, Marot fundou a sua edição numa rigorosa interpretação do sentido moral do corpus. Desse modo, a edição Marot foi cronologicamente estruturada não em torno da “biografia”, mas da vida exemplar da personagem do vilão arrependido, segundo a cosmologia cristã da queda e redenção.

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This paper was published in Cadernos Espinosanos (E-Journal).

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