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Aprender a argumentar, argumentando: o gênero Tweet no ensino de língua materna

By Zilda Aquino and Gabriela Dioguardi

Abstract

Os gêneros discursivos são motivo de discussão constante entre os estudiosos que se dedicam ao ensino de língua portuguesa, por várias razões. Dentre elas, podem ser destacadas: a questão precípua de que todas as atividades humanas se relacionam à utilização da língua por meio de gêneros, conforme indica Bakhtin (1997), o fato de que os Parâmetros curriculares nacionais (1998) salientam a importância de que os gêneros sejam trabalhados em sala de aula, além da preocupação de pesquisadores, voltados, em sua maioria, à Linguística Aplicada, com a descrição de ações que podem, muito bem, orientar os professores no trabalho em sala de aula com os gêneros discursivos. Nessa direção, este artigo tem por objetivo tratar de um gênero, ainda pouco estudado em nosso meio e em sala de aula, o tweet, para descrever sua aplicabilidade na apreensão dos “gêneros da ordem do argumentar”. O referencial teórico corresponde aos preceitos da Linguística Textual, a partir de Marcuschi (2002 a 2010), tendo em vista a sociocognição, além de analistas do discurso que direcionam seus trabalhos à argumentação, como Amossy (2007), entre outros.Genres have been extensively discussed among Portuguese Language Teaching scholars for multiple reasons: The fact that all human activities are related to the use of language by relatively stable types of enunciation, Bakhtin (1997), the fact that the National Educational Standards (1998) point out the importance of bringing genres into the classroom, and the concern of researchers focused on Applied Linguistics, with the description of actions that may guide teachers activities towards working with genres. This paper aims to address a genre still underdeveloped in our field of study – the tweet – in order to describe its applicability in the quest for “genres stemming from argument.” The theoretical basis corresponds to the concepts of Textual Linguistics, from Marcuschi (2002-2010), considering the sociocognitive approach and discourse’s analysts that guide their work to argumentation, as Amossy (2007) among others

Topics: ensino, língua portuguesa, argumentação, gêneros digitais, tweet., teaching, portuguese language, argumentation, digital genres, tweet.
Publisher: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas
Year: 2015
OAI identifier: oai:revistas.usp.br:article/96140

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