oaioai:revistas.usp.br:article/18608

A linguagem e o significado de um lugar na América Latina

Abstract

Estuda a importância cultural do conceito de lugar e sua diversificação ao longo da história. Desde o período pré-conquista, entre aztecas e incas, entre os quais lugar era indicativo de parentesco, de um conjunto de relações sociais cora uma conotação geográfica. Nas sociedades andinas as duas partes inferior e superior do espaço social indicavam atividades complementares. Os cais designados como capellas eram santuários, correspondendo a rituais de fertilidade e colheita. A representação cartográfica dos Maias evidenciava a imagem quadripartida do universo andino (p. 79). A conquista espanhola modificaria sensivelmente os critérios de espaço; missões, pueblos, reduciones passariam a designar uma hierarquia de poderes. O autor chama atenção para a diversidade dos critérios de designação de lugar no correr da história (p. 84) da construção do Estado nacional, com as conotações locais, regionais, federalistas, centralizadoras (p. 88-93). Na época pós-moderna, por sua vez, a emergência de novos localismos de resistência contra o planejamento burocrático, com novas escalas de valores (o periférico e o metropolitano), e, finalmente, uma nova geografia do insólito a partir do turismo contemporâneo (p. 99).The article analyses the cultural meaning of the concepts of space and locality and their diversification throughout Latin American history. For the incas and the aztecs, places had a kin conotation of social relations between relatives. In the andean societies, both superior and inferiors parts of their geographic setting indicated complementary activities (p. 78). Local chapels (capellas) were santuaries for harvest and fertility rites. After the Spanish conquest, localities involved a whole network of hierarquic and power relations as between social, national and imperial. During the process of construction of the state local, federative, central and national came to have opposite meanings. Later on, they were substituted for notions like peripheric and metropolitan. Post modern connotations point to new forms of localities and resistance towards burocratic planning. A new and insolite geography responds to touristical organizations (p. 99

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