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Espiguetas de dois grãos no milho

By H. C. Cutler

Abstract

1 - The morphology, occurrence use and genetics of functional lower flowers in spikelets of maize are discussed briefly. Normally only the upper flower in each spikelet of a maize ear develops and bears a grain but in the examples discussed the lower flower develops as well as the upper. 2 - The embryo in maize is usually turned toward the tip of the ear while that of the grain produced from the lower flower is turned toward the base. 3 - In North and Central America and most of South America ears in which grains are borne in the lower flower of the spikelets are rare. One exception is the sweet corn, "Country Gentleman", which bears grains in both flowers of most spikelets. In Brasil and Bolivia, however, ears with two grained spikelets are more common. If maize originated in South America, one would expect to find more varieties, and more primitive types near the center of origin. 4 - In Pointed Sao Paulo (Brazil) Pop Corn, Dr. BRIEGER found ears in which both flowers developed in some spikelets. In some spikelets both grains were of normal size, but more often either the lower or the upper grain was much smaller. 5 - In ears found by Dr. MARTIN CARDENAS some spikelets bear only grains from the lower flowers., a condition characteristic of the "Poaceae" and not the "Panicaceae", to which maize belogns. 6 - Many genes which influence tassel characters also influence the ears. Some of these control the formation of grains in the lower flower of the female spikelet. Most of the known genes affecting the lower spikelets are recessive, as are those in the Bolivian and Brazilian ears studied, and in "Country Gentleman". 7 - An example of paired spikelets was found in Dr. Brieger's tunicate material. In this case two complete spikelets appear where normally there would be only one. They are symetrical, and one of them thus is in a position opposite to the normal. The grains in both are borne in the upper flower. 8 - Studies on the maize spikelet are being continued. Dr. Gonçalves Drumond of the Escola Superior de Viçosa, Minas Gerais, recently found some ears of "Cateto", the common Brazilian orange flint, in which the lower flower was functional and he is studying this line. The most interesting material for further study appears to be that found by Dr. Brieger in his Pipoca Pontudo Paulista, for here there are varying degrees of development of both the upper and lower grains.A morfologia, ocorrência, utilidade e genética das flores funcionais inferiores em espiguetas de milho, são examinadas ligeiramente. Em regra, somente a flor superior em cada espigueta numa espiga de milho se desenvolve e contém um grão, porém nos exemplos em foco a flor inferior se desenvolve tão bem como a superior. O embrião no milho geralmente se acha voltado na mesma direção que a ponta da espiga, ao passo que o embrião do grão proveniente da flor inferior se volta na direção da base. São raras, não só na América do Norte e Central, como na maior parte da América do Sul, as espigas nas quais os grãos provêm da flor inferior das espiguetas, constituindo uma exceção o milho doce Country Gentleman, no qual se encontram grãos em ambas as flores na maioria das espiguetas. No Brasil e na Bolívia, entretanto, são mais comuns as espigas com espiguetas de dois grãos. Sendo o milho proveniente da América do Sul, é de esperar-se que se encontrem mais variedades e tipos mais primitivos próximo do centro de origem. No milho Pipoca Pontudo Paulista, o Dr. BRIEGER encontrou espigas com ambas as flores funcionais em algumas espiguetas. Em alguns casos, ambos os grãos eram de tamanho normal, porém, mais comumente, um dos dois grãos era bem menor que o outro. Em espigas encontradas pelo Dr. MARTIN CARDENAS, algumas espiguetas apresentam grãos provindos somente das flores inferiores, uma circunstância característica do grupo "Poaceae", e não do "Panicaceae" a que pertence o milho. Muitos gens que influenciam os característicos do pendão, também influenciam os das espigas. Alguns destes controlam a formação de grãos na flor inferior da espigueta-fêmea. A maioria dos gens conhecidos como afetando as espiguetas inferiores, são recessivos, tal como no caso das espigas brasileira e boliviana estudadas, e no Country Gentleman. Um exemplo de espiguetas gêmeas foi encontrado entre o material tunicata do Dr. BRIEGER. Aí, em vez de uma só espi-gueta, o que é o normal, havia duas espiguetas completas, simétricas, sendo uma em posição oposta ao normal. Os grãos, em ambas, achavam-se na flor superior. Prosseguem os estudos sobre a espigueta do milho. O Dr. GONÇALVES DRUMOND, da Escola Superior de Viçosa, Minas Gerais, encontrou recentemente algumas espigas de "Cateto", nas quais a flor inferior é funcional e está estudando as mesmas. Parece que o mais interessante material para os novos estudos é o que o Dr. BRIEGER encontrou no seu milho "Pipoca Pontudo Paulista, pois há ai graus variáveis de desenvolvimento tanto superiores como inferiores

Publisher: Universidade de São Paulo. Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz
Year: 1945
OAI identifier: oai:revistas.usp.br:article/55159

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