A tradução da différance: dupla tradução e double bind

Abstract

<p>Na dimensão desconstrutivista proposta por Jacques Derrida a tradução é encarada como um acontecimento da linguagem. Discuto as implicações entre desconstrução e tradução para mostrar como o papel do tradutor de deflagrar a língua está latente nesse acontecimento.,O tradutor passa a ser um sujeito que intervém de maneira efetiva na transformação e produção de significados, por meio de uma espécie de implante, de contaminação entre as línguas envolvidas na tradução. Analiso introduções, prefácios, posfácios e notas dos tradutores, revisores e editores dos livros e textos editados em português de Derrida, com o objetivo de examinar como as várias traduções do neografismo <em>différance </em>comporta toda a problemática da dimensão desconstrutivista promovida pelo <em>double bind</em>: a necessidade e impossibilidade da tradução. Essa dimensão permite a disseminação de várias alternativas de tradução, gerando o que considero efeitos de tradução da <em>différance</em> no "jogo da desconstrução" e revelando, de modo específico, uma espécie de dupla tradução. Essa disseminação é um acontecimento magistral que encena, ao mesmo tempo, o próprio jogo da <em>différance</em>, (con)fundindo desconstrução e tradução, e o <em>double bind</em>: traduzindo e não traduzindo <em>différance</em>.</p&gt

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oai:doaj.org/article:9232d0903218477bbdee78701518979eLast time updated on 12/17/2014

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