10.20396/remate.v32i2.8635884

O espaço da troca: a comunicação sem palavras na trilogia Xenogenesis de Octavia Butler

Abstract

Nos romances de ficção científica que formam a trilogia Xenogenesis, de Octavia Butler, a criação de híbridos de humanos com alienígenas dá origem a uma nova subjetividade utópica baseada na fluidez e no apagamento das fronteiras entre os indivíduos, cujas sensações e emoções circulam numa espécie de comunicação sem palavras que elimina a mediação da linguagem verbal. Um ideal de comunicação semelhante pode ser encontrado na cultura sentimental que se consolidou na França e na Grã-Bretanha em meados do século XVIII. Esse ideal encontra sua expressão paradigmática na pequena comunidade de Clarens descrita em Julie, ou la nouvelle Héloïse, romance sentimental de Jean-Jacques Rousseau. Ao comparar esses dois textos que pertencem a gêneros radicalmente diferentes e escritos em contextos tão distintos, o objetivo deste artigo é examinar como se constitui o resgate de um modelo de comunicação sentimental numa narrativa de ficção científica americana escrita no final do século XX, e a sua relevância nesse novo contexto. Eu também vou discutir as possibilidades utópicas desse modelo de comunicação e o que ele pode revelar a respeito da imaginação utópica contemporânea, assim como estabelecer algumas conexões entre a nossa cultura atual e a tradição sentimental do século XVIII

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