Efeitos de um programa de exercícios aquáticos na funcionalidade, aptidão física e qualidade de vida de idosas com osteoartrite

Abstract

Orientador : Prof. Dr. Paulo Cesar Barauce BentoDissertação (mestrado) - Universidade Federal do Paraná, Setor de Ciências Biológicas, Programa de Pós-Graduação em Educação Física. Defesa: Curitiba, 26/02/2016Inclui referências : f. 108-122Área de concentração: Exercício e esporteResumo: O exercício físico é uma das formas de tratamento da osteoartrite (OA) e promove melhora na força muscular, na funcionalidade e na mobilidade de idosas com a doença. O objetivo deste estudo foi verificar os efeitos de um programa de exercícios aquáticos (EA) realizados em alta velocidade no equilíbrio, na marcha, na função muscular, na funcionalidade e na qualidade de vida de idosas com OA de joelhos. Participaram do estudo 12 idosas (66,6 ± 3,6 anos, 1,56 ± 0,07m e 75,7 ± 14,74 Kg) com OA. As participantes foram alocadas em um único grupo, que passou por uma sessão de avaliação, quatro semanas de controle sem exercícios, uma nova sessão de testes antes da intervenção e uma sessão de avaliação ao final do programa de EA. Foram avaliadas as características antropométricas; as características da marcha por meio de análise cinética e cinemática; o equilíbrio estático, por meio de plataforma de força; a função muscular por meio de teste de força em dinamômetro isocinético em duas velocidades angulares (60°/s e 180°/s); a funcionalidade, por meio de uma bateria de testes: Short Physical Performance Battery (SPPB), Teste de Levantar e Caminhar Cronometrado (LCC), Teste de Caminhada de 10m (TC10) e Teste de Caminhada de 6 minutos (TC6); e a qualidade de vida, por meio dos questionários Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC) e Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey (SF-36). O programa de EA teve duração de 16 semanas, com duas sessões semanais de 60 minutos realizados em piscina aquecida, com exercícios de força muscular, corrida e caminhada na água em alta velocidade. A intensidade dos exercícios foi controlada por meio da Escala de Percepção Subjetiva de Esforço de Borg, e progrediu ao longo do programa. Para comparação das médias das variáveis nos períodos de controle e pós-treino foram utilizados teste t de student para as variáveis com distribuição normal e teste não- paramétrico de Wilcoxon para as variáveis discretas (SF-36 e WOMAC). Foi considerado significativo coeficiente de p<0.05. Durante o período de controle houve aumento na velocidade, na cadência da marcha e na taxa de aceitação do peso, redução no comprimento da passada, no tempo de apoio e nos impulsos total, de frenagem e de propulsão. A velocidade média de oscilação do centro de pressão também aumentou neste período. As demais variáveis analisadas não apresentaram alterações no período de controle. Após o programa de EA não foram observadas melhoras na marcha e no equilíbrio estático. Entretanto, houve aumento na potência muscular (POT) dos músculos extensores e flexores do joelho e aumento do pico de torque (PT) dos músculos flexores do joelho a 60°/s; e na velocidade angular de 180°/s observou-se aumento no PT, no trabalho total (TT) e na POT em ambos os membros na extensão e na flexão dos joelhos após a intervenção. Adicionalmente, houve melhora na força e potência muscular dos membros inferiores (SPPB), no equilíbrio dinâmico (LCC), e melhora da capacidade aeróbia (TC6). Os índices de dor, rigidez articular e limitações funcionais (WOMAC) foram reduzidos com o EA, e a percepção da qualidade de vida relacionada à saúde apresentou melhora nos domínios da capacidade funcional de vitalidade (SF-36). Com base nos resultados encontrados é possível concluir que o programa de EA apresentou efeitos no aumento da força e da potência muscular, que contribuíram com a melhora na capacidade de realizar as atividades da vida diária e consequente melhora na percepção da qualidade de vida. Palavras-chave: Osteoartrite; hidroginástica; idososAbstract: Exercise is one of the osteoarthritis (OA) management recommendations, and increases muscle strength, physical function and quality of life of elderly. The aim of this study was to verify the effects of an aquatic exercise (AE) program on balance, gait, muscle function, physical function and quality of life in elderly women with knee OA. Twelve older women (66,6 ± 3,6 years, 1,56 ± 0,07m e 75,7 ± 14,74 Kg) with knee OA participated in this study. They were assigned to a single group, who underwent an evaluation session, four weeks of a control period without physical activity, another evaluation session before the intervention, sixteen weeks of an AE program and a final evaluation session. In the evaluation sessions were assessed: anthropometric characteristics; gait, through kinematic and kinetic analysis; static balance through force platform; muscular function through strength test on isokinetic dynamometer at two angular velocities (60°/s and 180°/s); physical function through a battery test: Short Physical Performance Battery (SPPB), timed stand and walk test (LCC), 10m walk test (TC10) and 6 minute walking test (TC6); and quality of life through the questionnaires Western Ontario and McMaster Universities Osteoarthritis Index (WOMAC) and Medical Outcomes Study 36 - Item Short-Form Health Survey (SF-36). The aquatic exercise program lasted sixteen weeks, with two weekly sessions of 60 minutes performed in heated pool, composed by muscle strength exercises, running and walking in the water at high speed. The exercise intensity was controlled by Borg's rate of perceived exertion, and has progressed throughout the AE program. T-student's test was applied in the variables with normal distribution to compare the means of variables between the control and post-exercise periods, and between symptomatic and asymptomatic limb. Wilcoxon non-parametric test was applied for the discrete variables (SF-36 and WOMAC). p<0,05 coefficient was adopted to determinate data significance. There was an increase in walking speed, cadence and weight acceptance rate, and a decrease in stride length, support time, and total impulse, breaking and propulsion impulse during the control period. The center of pressure oscillation velocity also increased in the same period, indicating a possible balance worsening. No changes were observed in the other variables in the control period. After the AE program, there were no changes in gait and static balance. However, it was observed an increase in muscle power (POT) of the knee flexor and extensor muscles, and an increase in peak torque (PT) of the knee flexor muscles at 60°/s. At the 180°/s angular velocity there were increase in PT, POT and total work (TT) of the knee extensors and flexors muscle for both limbs after the intervention. Physical function and quality of life also showed beneficial effects after AE: there was an improvement in lower limbs muscle strength and power (SPPB), in dynamic balance (LCC), and in aerobic fitness (TC6). The pain, stiffness and disability (WOMAC) decreased, and the perceived health-related quality of life (SF-36) on functional capacity and vitality domains increased after the AE program. Based on this results, is possible to conclude that the AE program effects increased muscle strength and power, which contributed to the improved ability to perform the activities of daily living, and consequent improving on quality of life perception. Key-words: osteoarthritis; water-based exercise; age

Similar works

Full text

thumbnail-image

Universidade Federal do Paraná

Provided a free PDF
oai:dspace.c3sl.ufpr.br:1884/45055Last time updated on 2/9/2018View original full text link

This paper was published in Universidade Federal do Paraná.

Having an issue?

Is data on this page outdated, violates copyrights or anything else? Report the problem now and we will take corresponding actions after reviewing your request.